Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
No momento em que me debrucei a fazer este poema, havia acabado de chegar de uma aula de Sociologia. Me encontrava pensativo ao analisar a divisão de camadas estabelecidas pelo Sistema de Castas Indiano, assim como as camadas estabelecidas desde a queda do Sistema Feudal até chegarmos ao modelo Capitalista atual. A grande e principal semelhança existente entre todos esses sistemas resulta na produção de desigualdades sociais.
HUMILHAÇÃO
É nascer pobre sem querer, e continuar a viver!
Obrigado a fazer o que não se quer,
Nas mãos da classe dominante como uma sentença!
Subordinados por serem pobres.
Humilhados por toda a vida pela classe nobre.
O preconceito acabou mulher negra? Não, morena!
Sempre sem liberdade, obrigados a fazer,
Capitalismo do ter para manter.
O que fazer? Ter para ser?
Querer ou não querer?
Permanecer ou não permanecer?
O que fazer se não tiver e querer ser?
Viver sem querer? Ou continuar vivendo por viver?
Defino a vida em querer, ser, ter, sobreviver e permanecer.
DIAS EFÊMEROS DO POBRE
Dias preguiçosos sem manifesto,
Noites de absoluto fingimento,
Quando estou rindo, choro,
Quando estou alegre, estou triste.
O que vejo ou estou vendo não existe,
Às vezes meio ao vento me desfaço, oro!
A tristeza no meu semblante em fragmentos,
A vontade de viver e sobrevivendo no inferno.
A confusão dos dias me enfraquece,
O ser que pensa ser, pisa sem piedade,
As leis não condizem com os fragmentados.
Subordinados a classe dominante do ter,
Os pobres demonstrando força de vontade,
Só conseguindo ser ainda mais humilhados.
Reflita sobre o que vale a pena permanecer e o que você deve deixar ir. Lembre-se que em algumas poucas renúncias poderemos ter ganhos surpreendentes.
Poema para um espírito livre
"Tal qual os raios de sol
E o canto dos pássaros
O teu sorriso é belo como a luz do dia
Aquece e inflama
Chama indomável de um espírito livre
Pois tu sóis quem me da forças
Tu sóis quem me ilumina e me guia por toda a escuridão
Pois tú sois única
Você é a flor de poesia que brota no meio do concreto selvagem"
Kaíque de Azevedo
Não é a quantidade de status que forma um grande homem. É a boa qualidade de caráter que constitui um grandioso ser humano.
Quem memoriza, alguma hora, esquece; quem entende assimila, mas pode um dia esquecer; quem experimenta tem grandes chances de, com o passar dos anos, não esquecer; porém, quem aprende com o sofrimento jamais esquece.
Aquele que se considera superior ou inferior a alguém vive divertindo-se numa gangorra. Um dia o brinquedo quebra e as sequelas da queda podem permanecer indefinidamente.
Eu agradeço a voçe
por pedir pra mim ser teu amigo.
Ao seu lado eu posso sentir
que o amor tem tudo a ver com isso.
E si o futuro a nós não pertence
peço a Deus para proteger voçe
e por quando eu estiver ausente
juro que jamais vou ti esquecer.
Uma pintura reproduzirá sua caricatura na interpretação do desenhista; uma foto retratará sua fisionomia aos olhos dos demais; um espelho vai refletir como você se enxerga; porém, olhar para seu interior é que permitirá descobertas sobre seu verdadeiro Eu.
O ser humano aprende na teoria as quatro operações fundamentais; no entanto, na prática, há quem diminua, some, multiplique a seu favor e nunca pense em dividir de forma honesta.
Achamos que sempre é cedo para deixar os belos sonhos na cama e nunca é tarde para despertar de vez.
"O desejo imoderado de subir socialmente muito acima das próprias capacidades intelectuais é uma DOENÇA MENTAL GRAVE que só pode ser curada mediante a devolução do doente ao lugar modesto que lhe cabe naturalmente na hierarquia dos méritos e poderes. No Brasil essa doença tornou-se endêmica e requer uma ação firme e urgente antes que a presença dessas pessoas nos altos postos leve o país à catástrofe. Não existe o direito à incompetência presunçosa, ao fracasso arrogante, ao desastre triunfal."
