Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Certa vez, Pe. Fábio de Melo disse: Amar é viver o tempo do outro.
Achei interessante, por que para muitos o amar só existe entre um casal e, não é assim. Existe o amar entre pais e filhos, entre irmãos, entre amigos...
Pelo simples fato de que amar é doação, é se fazer presente, é gastar-se, é doar-se, é estar ao lado. Amar é muito mais que o ato de tocar os lábios num beijo. Então viva o tempo do outro. Aproveite cada oportunidade.
Interessante poder ouvir sobre amor, em um vídeo de Pe. Fabio de Melo ele diz que você só sabe que alguém te ama, quando você se torna inútil, porque até então você pode ser amado pela utilidade que tem e quando você a perde? Já parou pra pensar nisso? Que tenha cuidado ao dizer que é amado, pois você não sabe ao certo se é amado pelo que é, ou pelo que faz pelo outro. Só nos ama realmente quem depois de ver que nossa utilidade acabou, descobre o nosso significado. Aprenda a pedir a Deus não por pessoas que te amem a qualquer custo, mais pessoas que te amem e que são capazes de te enxergar inútil e mesmo assim não deixar mudar um 1/3 do sentimento que tem por ti. Não estou falando em ser inválido, apenas, ou não aguentar mais fazer coisas que costumava fazer, falo também em não saber como fazer algo, por ser imperfeito em diversas áreas e situações e mesmo assim ser amado pelo outro, tendo a certeza e sendo feliz em saber que você não serve pra alguma coisa, mais que tem alguém que mesmo assim, não vive sem você.
Se o Papa Francisco for disputar uma medalha de ouro com o Padre. Fábio de Melo, certamente o papa será vaiado.
Sentimentos
Sou fã incondicional do Padre Fábio de Melo. Sempre procuro ler tudo o que ele escreve, canta, suas entrevistas, seus comentários. É uma pessoa iluminada. Sorte nossa que Deus coloca pessoas como ele para nos orientar com palavras,conselhos,canções, atitudes. Estes dias estava ouvindo quando ele falou da sua irmã. Disse que nós só percebemos o espaço que a pessoa ocupa em nossa vida quando ela vai embora. Sua irmã está com Deus. Infelizmente, é verdade, nós corremos tanto na vida, nossos dias são tão "pequenos" que as coisas importantes ficam deixadas de lado. E quando nos damos conta, já é tarde. Devemos aprender que o que importa e o que tem valor é o HOJE. O amanhã não nos pertence e não sabemos nada dele. Então, se temos que dar um abraço, pedir perdão, dar um beijo. fazer um carinho, uma visita, dizer uma palavra, dar flores, que seja agora, no hoje. Vamos refletir sobre isso, e nunca deixar as coisas importantes, que apresentam significado para nós e para as pessoas que amamos para fazer no dia seguinte. Quem de nós sabe se estará aqui amanhã? Todos os dias fale dos teus sentimentos, do teu querer bem, do teu carinho, pois se um partir, com certeza, irá em paz e feliz!
Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso - para viver um grande amor.
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
É regra velha, creio eu, ou fica sendo nova, que só se faz bem o que se faz com amor. Tem ar de velha, tão justa e vulgar parece.
O Homem Escrito
Ainda está vivo ou
virou peça de arquivo
sua vida é papel
a fingir de jornal?
Dele faz-se bom uso
seu texto é confuso?
Numa velha gaveta
o esquecem, a caneta?
Após tantos escapes
arredonda-se em lápis?
Essa indelével tinta
é para que não minta
mas do que o necessário
é uma sigla no armário?
Recobre-se de letras
ou são apenas tretas?
Entrará em catálogo
a custa de monólogo?
Terá número, barra
e borra de carimbo?
Afinal, ele é gente
ou registro pungente?
O vício corrói as almas, destrói-as, rebaixa-lhes a dignidade, mata o princípio das grandes obras e consagra a vileza do espírito.
A alegria é a verdadeira prova dos nove.
Preso à minha classe e a algumas roupas,Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me'?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobrefundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.As coisas.
Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornaise soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvoe dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia.
Mas é uma flor.
Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
Você é o piloto e a voz da história. Você é aquele que cria e conta as histórias para aqueles que não puderam estar presentes. Você é incapaz de ser confortado mas deseja confortar os outros. Há algo faltando em sua vida. Não esqueça que você é muito amado. Deixe seu sofrimento ser confortado.
E ao me sentir ausente
Me busque novamente - e se deixes a dormir
Quando, pacificado, eu tiver de partir.
Apenas pelas palavras o ser humano alcança a compreensão mútua. Por isso, aquele que quebra sua palavra atraiçoa toda a sociedade humana.
