Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Pessoas especiais não nascem por acaso. São os diferenciais que Deus colocou no mundo para tornar melhor as nossas vidas.
Todos os dias portas se fecham.
Todos os dias o meu Deus abre janelas e derruba paredes para que eu possa passar.
Não temo o mal do ser humano, porque tenho Ele ao meu lado para me defender e me proteger, o meu Deus me ama com todos os meus defeitos e todas as minhas qualidades, Ele sabe do meu potencial, sabe até onde posso ir, então não tenho medo porque o meu Deus está comigo em todas as horas. Junto dele passarei por todas as portas fechadas e por todos os obstáculos, Ele me dá forças, Ele é a minha força, Ele é o meu Deus.
Te conheci foi por acaso, mas não foi acaso que Deus me deu você.
Você trouxe cor ao meu mundo que andava cinza, deu sentido a minha vida.
Sei que não sei demonstrar tamanho amor que sinto, mas saiba que você é tudo para mim.
Esse amor é tão grande e puro que mudou a minha vida por completo.
Seu sorriso alegra a minha alma, você é pura alegria de viver...
Não existem palavras pra descrever o seu significado em minha vida...
Hoje posso afirmar que sei o que é amar e ser amada por alguém, por isto agradeço a Deus a cada dia por você existir.
Ninguém chega até nós por acaso. Não existe erro nos propósitos de Deus. Cada pessoa que passa por nossa vida, é uma lição que fica. E todo aprendizado, é divino.
As rosas vermelhas representam amor, respeito, alegria, são as ideais para se oferecer a alguém, que esteja apaixonado, pois, as rosas vermelhas trazem, com elas, um certo encantamento...
Gratidão,
É o que sinto, é o senhor tem sido maravilhoso em minha vida. A ele devo tudo que tenho, tudo que ganhei e perdi ao longo da minha historia de vida, ele é o ar que respiro. Nada é por acaso nada é invão, tudo acontece por uma razão, se assim aconteceu foi porque assim ele quis, obrigada meu Deus.
Se nada é por acaso e tudo tem um propósito, então porque estou aqui, se não for para servir o meu Senhor.
Que nosso propósito de vida seja sempre nosso Senhor Jesus, para que não por acaso, nossas vidas seja de muitas vitórias.
O Homem Escrito
Ainda está vivo ou
virou peça de arquivo
sua vida é papel
a fingir de jornal?
Dele faz-se bom uso
seu texto é confuso?
Numa velha gaveta
o esquecem, a caneta?
Após tantos escapes
arredonda-se em lápis?
Essa indelével tinta
é para que não minta
mas do que o necessário
é uma sigla no armário?
Recobre-se de letras
ou são apenas tretas?
Entrará em catálogo
a custa de monólogo?
Terá número, barra
e borra de carimbo?
Afinal, ele é gente
ou registro pungente?
O vício corrói as almas, destrói-as, rebaixa-lhes a dignidade, mata o princípio das grandes obras e consagra a vileza do espírito.
Preso à minha classe e a algumas roupas,Vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo? Posso, sem armas, revoltar-me'?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobrefundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.As coisas.
Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornaise soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvoe dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia.
Mas é uma flor.
Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
A alegria é a verdadeira prova dos nove.
Apenas pelas palavras o ser humano alcança a compreensão mútua. Por isso, aquele que quebra sua palavra atraiçoa toda a sociedade humana.
O homem, bicho da Terra tão pequeno
chateia-se na Terra
lugar de muita miséria e pouca diversão,
faz um foguete, uma cápsula, um módulo
toca para a Lua
desce cauteloso na Lua
pisa na Lua
planta bandeirola na Lua
experimenta a Lua
coloniza a Lua
civiliza a Lua
humaniza a Lua.
Lua humanizada: tão igual à Terra.
O homem chateia-se na Lua.
Vamos para Marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em Marte
pisa em Marte
experimenta
coloniza
civiliza
humaniza Marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
sofisticado e dócil.
Vamos a Vênus.
O homem põe o pé em Vênus,
vê o visto — é isto?
idem
idem
idem.
O homem funde a cuca se não for a Júpiter
proclamar justiça junto com injustiça
repetir a fossa
repetir o inquieto
repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira Terra-a-terra.
O homem chega ao Sol ou dá uma volta
só para tever?
Não-vê que ele inventa
roupa insiderável de viver no Sol.
Põe o pé e:
mas que chato é o Sol, falso touro
espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
do solar a col-
onizar.
Ao acabarem todos
só resta ao homem
(estará equipado?)
a dificílima dangerosíssima viagem
de si a si mesmo:
pôr o pé no chão
do seu coração
experimentar
colonizar
civilizar
humanizar
o homem
descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
a perene, insuspeitada alegria
de con-viver.
