Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Quem vive junto tende a cuidar mais, não porque ame mais, mas por estar mais perto.
A distância não justifica ausência, mas deixa claro que é injusto exigir dedicação igual de quem não mora junto.
Entre padronização e redemocratização, a indústria cultural avança.
Uns veem controle, outros, inclusão.
Diagnósticos sem medida matam a subjetividade.
Na pós-modernidade, traços de personalidade viram enfermidades.
Muitas pessoas têm transferido seus afetos para objetos hiper-realistas, na tentativa de escapar da angústia que o outro impõe à subjetividade.
Ficar ressentido, por vezes, tem motivos legítimos; o que não faz sentido é guardar mágoa de alguém que não faz mais sentido.
O luto vem e, sem demora, surge a hora de um novo agora, sem o amor que foi embora. Resta a dor que aflora na alma de quem chora e implora pela paz de outrora.
Pobre e miserável é o meu coração,
que custa entender o poder do perdão.
Mas, com Ele, sinto que há cura na reconciliação.
minha dopamina cacheada I
ainda que me drogue
eu não mudaria meu vicio
continuaria dopado
viciado, em tal sentimento.
um cão preso em canil
com sua vontade de fugir.
e ainda que o joguem ossos
ele não morde com vontade
mas com saudade, de seu viver
de tal desejo infantil
admito que o vejo correr
livre.
e me lembro de tal dia
que eu parecia correr
como um cachorro no cio
direto pra você
enquanto tento não enlouquecer
dopado de dopamina.
dopado de você!
