Fabio de Melo Acaso Deus Felicidade
Eu me chamo Lavrador
Olá!
Bom dia!
Me chamo Cidade Grande,
Meu pseudônimo é Capital,
E você ?
Qua é o seu nome?
____Opa !
Bom dia!
____Eu ?
Eu me chamo lavrador
Você já ouviu falar de mim ?
Não , não ! Na verdade é a primeira vez,
Aliás!
Ja ouvi sim,
Faz tanto tempo,
Mas nem dei ouvidos,
Sinceramente nem sei o que isso significa.
____Correto!
Então vou te falar apenas o mínimo do que sou.
___Eu!
Eu sou aquele que levanta cedo e faço o almoço e o café;
Eu!
Eu sou aquele que enfrenta o vento gelado para ir pro roçado;
Eu!
Eu sou aquele que deixo minha casa de madrugada para lavrar a terra;
Eu!
Eu sou aquele corro riscos e semeio sementes;
Eu!
Eu sou aquele que recebo ordens;
Eu !
Eu sou aquele que pego na enxada e começo a capinar;
Eu!
Eu sou aquele que ando pelas lavouras enfrentando bichos peçonhentos;
Eu!
Eu sou aquele que colho,
E o meu patrão leva para vender;
Eu!
Eu sou aquele que não sei do que você gosta,
Mas sou aquele que planta e colhe tudo que te alimenta;
Eu!
Eu sou uma interrogação sem respostas.
Onde eu moro não temos escolas,
Apenas trabalho bruto,
Mas temos de tudo de bom que você possa comer.
Eu!
Eu sou o dono dessa enxada,
E sabe o que ela me diz toda hora ?
____Não !
Ela é minha parceira,
E constantemente ela me diz:
-Use-me ! Oh lavrador dos braços doloridos e mãos calejadas,
Faça de mim o que quiser,
Bem sei que somos sofredores,
Pois os cegos das grandes cidades
Não sabem o quanto sofremos,
Para levar as suas mesas,
Tudo que plantamos e colhemos...
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Ilusão de Poeta
Algumas poesias,
Não cabem em certos pensamentos,
São inspirações extraídas da alma,
Extraídas de uma história ou da imaginação do Poeta,
Certa vez
Eu disse a uma pessoa:
-De-me um pouco de trigo,
-De-me uma única lâmpada,
-De-me também um lápis,
Que mostrarei o que fazer.
Sabem qual foi a resposta:
-Para que você quer isso?
-E a quem você quer entregar?
Mal essa pessoa sabia que eu precisava apenas disso,
E com um lápis em punho,
Faria uma imensa obra de arte,
Pois onde há trigo, há também o Pão;
Onde há lâmpada , há também luz,
E a energia que extraio de mim,
Posso também saciar a fome de muitos,
E fazer também,
O Sol.....
Autor:Ricardo de Melo.
O Poeta que Voa.
Doce amargo sabor da cafeína.
Sentado de frente a minha janela,
Uma xícara de café,
Lá fora a fina chuva vai mansamente causando-me uma infusão,
Na mesa,
Meu caderno de rascunhos fica como testemunha dessas horas que parecem nunca passar,
Um gole aqui,
Outro gole alí,
O doce amargo sabor da cafeína me faz ter uma visão,
Cravo a grafite nas folhas já rasuradas,
E um desenho emerge diante do meu olhar,
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São as estrelas junto a garoa fina e fria que caem dos meus olhos,
Fazendo-me delirar nos meus próprios pensamentos,
E também me fazem chorar com uma canção...
Autor:Ricardo Melo
O Poeta que Voa.
Sonhos
Não sei o que houve...
Mas...
Vou procurar não saber o motivo...
Assim é melhor...
Deixe que o tempo fale...
Tudo é questão de tempo...
Mesmo que eu não tenha uma resposta...
Vou deixar pra lá....
Os Meus sonhos...
Minhas metas...
Meus desejos....
Vejo que foram...
E se dissiparam pelo Ar....
Ainda carrego dentro de mim...
Uma esperança....
Ja chorei...
Esperniei....
Ja voei....
Será....
Se sonhei demais....
Ou tudo isso....
É mais que uma aprovação....
Será se os meus sonhos...
Eram apenas sonhos...
Enfim...
Um sonho dentro de outro sonho.
Sei bem eu...
Que Tudo que vivi...
Tudo que planejei....
O passado...
O agora...
O futuro...
Vou tentar viver...
Pra não me desfazer em poças de lágrimas....
Pois se eu chorar...
Minhas lágrimas irão me consumir...
Mas chorarei sim...
Quando me vier mais dor....
Vou deixar passar o tempo...
Quem sabe do meu destino...
É somente Deus mesmo...
Vou devagarinho....
Respirar o Ar que me espera....
Dessa forma....
Me sinto com a liberdade de voltar a sonhar....
Mesmo que seja apenas sonhos...
Sonhos de mentirinha....
Sonhos de ilusões....
Tentarei também....
Levantar...
Pra não me afogar em sonhos...
E levantando....
Voarei alto....
Até que eu possa...
Me sentir....
Me ver completamente por dentro...
E nessa minha vida...
Vou eu...
Caminhar por rumos desconhecidos....
Sem destino....
Em busca do vazio...
E chegando lá...
Vou me ocupar com algo que possa....
Me fazer sentir-me com pé no chão....
Mas sei eu também....
Que tudo que sonhei....
Foi tudo por um único propósito....
Amar....Apenas Amar....
Só Amar e nada mais que Amar....
Mas Amanhã....
Será outro dia....
Quem sabe....
Posso eu....
Tudo que sonhei....
Ou até mais que sonhei.....
E vem em minha vida....
Concretizar.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Meu lado inspirador.
Minha dinâmica visão,
Me permite tudo filmar,
Dou a solução para seu pensamento,
Estou aqui para nele inspirar,
E você terá o poema do relato que me descreveu,
Formato seu pensamento,
Sem perda de dados.
Assim você terá a confiança do Poeta,
Sou prático e objetivo,
Sou assim,
Colho imagens,
Vou coletando momentos,
Conte-me e abrevie-me a tua história,
Conte-me e abrevie-me teus sonhos e desejos,
Que deles eu faço uma escrita,
E ainda com cores primárias,
Cravo em sua memória,
Meu lado profissional de escritor e compositor,
Nessa área eu não sou o mestre dos mestres,
Mas tenho um que me conduz,
Seu nome é Jesus,
Não sou a principal arte,
Mas dela eu faço parte,
Dou garantia das minhas inspirações,
E qualquer que seja o tema,
Dele eu faço um poema,
Você ! Vida humana,
É o melhor e maior bem que o Deus Poderoso fez,
Cheio de segredos,
Cheio de manhas,
Cheio de histórias,
Fortes e juntos chegaremos em um futuro mais promissor.
Resolver sua história em forma de poesia,
Para mim não há problema,
Isso não é ilusão ou propaganda,
É apenas uma parte de mim,
Que faço o que gosto e não por vaidade,
Faço por dom,
Dom de escritor,
Dom de Poeta,
Um nato compositor...
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Estado de emergência.
De repente,
Um tum-tum em minha cachuleta,
Por segundos meus olhos se fecharam,
E quando se abriram,
Me vi em um estado de emergência,
Algo veio querendo me consumir,
Motivo único e próprio,
Decidi isso escrever,
O livro da vida é esse,
O momento é agora,
O que passamos não volta mais,
A vida é como um livro,
Cada dia ou cada hora,
É uma página vazia ou preenchida,
Com odores e ótimos sabores,
Outras com dores e dissabores,
Na mente do poeta há uma ilusão,
Não por adivinhação,
E sim por crer no amanhã,
Porém ele ainda não chegou,
As folhas do passado já estão escritas,
Umas com rasuras,
Outras amarrotadas,
A maioria posso até dizer,
Bem escritas , bem quistas e bem guardadas,
A minoria estão e ficarão em branco,
As poluídas estão numa caixinha,
E no fundo de um porão estão armazenadas,
Resolvi deixa-lás enterradas.
Por estar na página nova,
Posso escrever uma história diferente,
Assim me encontro no meu presente,
Dou cláusula boa para o que ainda possa vir,
No próximo capítulo há uma promessa,
E também não posso me dar ao luxo de ficar na ansiedade,
O que tiver de vir,
Que venha também acompanhado de uma borracha,
Alguns momentos serão necessários apagar,
Agindo assim,
O livro ficará bem editado,
Aí , não precisarei mais ficar,
Em estado de emergência......
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Juiz é um ser solitário, mas solitário por opção, ou melhor, por devir. Embora cercado de advogados, servidores e assessores, é sozinho que decide, que condena, que absolve.
Essa solidão que envolve os nossos magistrados garante a cada um deles a primazia do juízo imparcial, longe dos desejos, das paixões, tendo concentrada as atenções àquelas folhas processuais e, analisando prova e refutando argumentos vazios, profere, enfim, sua sentença.
Sentença, por sua vez, vem de sententiam, o sentir do juiz. Entretanto, esse sentido é racional, e não embebido de torpes paixões e desejos incautos. A sentença é o resultado de uma longa jornada, que começa com a propositura da ação, passa pela análise e aceitação da peça, tem como ápice a instrução do processo e, só depois, após todas essas importantes etapas, vem a assinatura do juiz ao final da sentença.
A situação é ainda mais grave quando não se está diante de um magistrado, mas sim de uma dezena deles, reunidos em colegiado, servindo ali não mais como arautos da revisão de imprecisas e injustas decisões, mas jogando com a mídia, que nunca está saciada , sempre na espreita de recolher o último vernáculo e, quando lhes falta algum, recorta o contexto das falas.
O juiz corrompeu-se a partir do instante em que, antes de proferir a sua sentença, ligou o telejornal ou tateou o impresso diário. Eis o momento a partir do qual o magistrado largou a toga, a caneta, e travestiu a praguinha, o microfone e, andando em direção ao fórum, contornou a urbe e foi discursar e prestar contas de suas ocupações togais.
Poema do Celular
De dia
De noite
Vem nos iluminar
Não traz energia para as flores
Nem aquece o nosso lar
Distancia
Angustia
Traz noticia
Informação
Não leva à ação
Vem o novo
Vem o falso
Vem o excesso
Sem limite delimita
Vicio, ambição
Das crianças leva o tempo
Acelera, tira o sono, não acorda pela manhã.
E dos jovens leva os dias, não se põe nem nasce, sempre irradia.
Da família faz parte e parte
Solitária companhia
Te encontro online
Quando decidi transformar minha vida em uma vida virtuosa, sabia que iria passar por duras provas, como de fato venho passando; hoje nada me afeta, nem mesmo as ofensas pois estou no controle das minhas emoções...
Estar em paz comigo mesmo é o que me faz sentir melhor, e contágio o próximo com essa paz.
Talvez essas palavras não saiam do papel, pois;
Existem palavras mais doce que o mel, que Acalmam nossa alma, outras que são mais amargas que o fel, que acabam com a gente por dentro, outras tão dolorosas que se transformam em lágrimas, que chegam até o céu.
Debaixo desse Luar.
Cheguei,
E aqui para ti,
Estou.
Estou fixado em te querer.
Observe,
Descrevo-te porque te sinto.
E se te sinto ,
Dscrevo-me também em ti.
Nunca duvides de mim assim.
Filósofo também não sou.
Mas o que sou posso eu te dar,
Todo meu calor.
Amo-te como nunca ninguém te amou.
Debaixo desse luar,
Em sua janela agora estou.
Não sou o que te falaram.
Em sua vida ,
Sou muito mais que um ator.
E esse poema que te entrego.
Eu sou dele,
O autor.....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Aguenta Oh ! Alma Poética , Aguenta.
Locomotiva única,
Parece que foi projetada para suportar toda carga em mim existente.
Em cada estação,
Uma pausa para repensar e caminhar.
Frases de uma viagem.
Versos de um presente e do passado.
Cada vagão me propõe uma inspiração poética.
Ferrovia traiçoeira e difícil de entendê-la.
Nessa vida de Poeta que me deram...
Ah! Se cada maquinista pudesse decifrar o que sinto.
Ah! Se cada passageiro entendesse tudo que eu penso.
Destino ou sina?
Traçados embaraçosos que percorrem minha imaginação.
Causam medo, coragem
E ousadia no peito e vão explorando minha ilusão.
Não tenho como escrever sem sentir.
Descobrir o que há por trás disso tudo é o mesmo que tentar encontrar um único grão de areia na selva.
Cortejado pelo meu olhar,
Ja paguei eu acho o preço que me ofertaram.
Nessa trilha ou em outra,
Ainda passarei por varias estações.
Onde será ?
Até onde essa trilha me levará?
Será se amanhã chegarei ao Final?
De minha parte estou embarcando e desembarcando a cada segundo com minha respiração.
Aguenta oh! Alma Poética, aguenta!
Aguenta Oh! Coração inspirador, aguenta!
Equilibrem-se nesses vagões ,
Pois a locomotiva que vos leva é bruta e com ela não há quem possa parar......
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Somos iguais
Olha filho,
Um dia estaremos diante do criador para prestarmos conta.
Nessa hora não terá desculpas.
Você é muito pequenino para entender essa vida dada pelo Criador.
Sabe,
Ja vi tantas coisas erradas nesse mundo.
Mas levo comigo muitas experiências.
Você,
Em meus braços agora está.
Daqui algum tempo estará adulto.
Espero estar vivo para passar algumas coisas para você.
Ensinarei e espero que ouça e pratique cada conselho meu.
Digo isso oh! Filho meu,
É porque esses olhos viu,
E esses ouvidos ouviram,
Tem pessoas que acham quê é melhor que as outras.
E lembre-se,
Eu também tive muitas falhas.
Pois são elas que me leva a ser assim.
Se eu não tivesse falhado.
Talvez eu não estava escrevendo isso.
Mas nunca entrei no baile de muitos.
Racismo?
Nem pensar.
O teu sangue é igual ao meu.
Até hoje não vi um Branco ter nas veias sangue de ouro,prata ou diamante.
Que eu saiba todos são vermelhos.
Todos temos vida,
Todos nascemos e morremos,
Todos somos de carne e ossos,
E falamos como qualquer um.
E aos olhos daquele que nos fez.
Somos todos filhos dele,
O TODO PODEROSO,
E O SEU NOME É,
JESUS....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Retratos de um Poeta
O Poeta imagina o que não sabe.
E quando sabe ,nem ele mesmo sabe que está imaginando.
Retrata o que não vê.
O poeta maquina uma ilusão nunca vista ou vivida.
De repente os retratos reais e metafóricos começam e mostrar suas virtudes e seus defeitos.
Lembranças conexas e desconexas se perdem em seus retratos.
Os Retratos de sua alma inspiradora vão tomando suas formas.
Alguns são retratos demasiados e vem de cenas que não existem,
Ou de filmes que não passaram nem no cinema e nem na televisão.
As histórias se criam ser ter passado pelos filtros da emoção.
Seus retratos são pintados sem tintas e sem pinceis.
Ele sente que algo faz fechar seus olhos e sem ele esperar o poema ja se retratou.
Esse modo de retratar as coisas pertence só a mente de quem é poeta e ele, não precisa do retrato para saber como sua mente inspirou,
Apenas imaginou sem perceber,
E foi assim que esse poema
Se formou....
Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Ilusão de um Poeta
Escrevendo,
Ainda irei decifrar o amor , a gratidão , a compreensão , a luz , as trevas e muito mais.
Mas como sou pequenino demais,
Não sei se sou tão capaz.
Mas tentar é meu dever.
Por vezes choro sem saber porque estou chorando.
Por vezes, minha alma se alegra.
Por vezes, nem sei o que estou escrevendo.
Começo a pensar e fico meditando.
E pensando não consigo fluir em minhas escritas.
Eu preciso estar totalmente fora de mim para uma poesia escrever.
Certas situações me adormecem,
É como se eu estivesse num coma profundo.
E quando eu volto, já terminei o que nem sei o que comecei.
Estranho é tudo isso.
Só espero nunca sair de mim e escrever algo que comprometa a mim e outras pessoas.
Certo dia me perguntaram o meu nome,
Como eu não soube responder com precisão,
Apenas enfatizei:
-Sou um poema que ainda não começou;
Sou uma ilusão incacaba;
Sou um passarinho solto no ar;
Esse sou eu.
Quem quiser saber mais sobre mim,
Terá que aguardar um pouco,
Pois,
Quem sabe na próxima inspiração
Posso eu dizer,
Quem eu sou.......
Autor : Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
