Existência - frases e Textos
Vida e tempo !!
A vida é darmos significado a nossa existência.
Gratificante é quando vamos avançando no conhecimento, na autoridade , no entendimento e maturidade.
Maturidade, entendimento e evolução, é assumirmos os nossos erros com humildade e responsabilidade e nos tornando cada vez melhores.
O tempo vai construindo em torno de nós mudanças significativas, definições concretas, favorecendo e encorajando novas ideias e ideais, valores não se perdem, permanecem .
Seguimos os rumos da evolução e mudança, mudando rotas. Desfazemos laços , apertamos outros, dando continuidade a essa tão longa estrada chamada vida e tempo.
Conhecimentos se aproximam, e distancias se desfazem porque onde ha entendimento , não há perdas, e tudo vai se encaixando com a ajuda do tempo.
Neste momento vc passa a celebrar.
A vida não joga para perder.
Portas se abrem levemente, surgindo novas possibilidades e clareando fatos.
O tempo vai clareando os fatos, e dando sabor a vida !!
Simone Vercosa.
Pensar a vida e sobre a minha própria existência é uma das coisas mais incríveis que aprendi a fazer.
Um Estado que protege a economia destruindo suas próprias condições ecológicas de existência está apenas administrando o próprio declínio.
FÓRMULA PERDIDA
No caderno da existência,
De mistério e de beleza,
Há segredos que escaparam
Da maior inteligência.
Foi um deles, certamente,
Que vestiu tanta grandeza.
Quando Deus moldou o mundo,
Com perfeita harmonia,
Misturou luz e esperança,
Cor, perfume e poesia;
Mas guardou um ingrediente
Que ninguém mais descobriria.
Quando passeia no jardim,
As flores a invejam, sem pudor;
Se aparece na janela,
O beija-flor canta de amor.
Até o vento muda o rumo
Só pra sentir seu calor.
Quando vai passear na praia,
Baleias fazem reverência;
Golfinhos saltam nas ondas
Em alegre efervescência.
Como artistas do oceano,
Saúdam sua presença.
Se vai à noite pra janela,
Os meteoritos, em desatino,
Perdem a rota no espaço
Mudando o próprio destino.
Pois até o céu se distrai
Diante de encanto divino.
A lua perde o brilho,
As estrelas a direção;
O arco-íris se pergunta
Qual é sua verdadeira cor então.
Toda beleza do universo
Lhe rende admiração.
Nem os sábios descobriram
A receita da perfeição;
Nem a ciência decifrou
Tão sublime criação.
É um enigma que desafia
Toda lógica e razão.
A natureza perdeu a fórmula
Quando fez minha Bela;
Gastou toda a perfeição
Na mais bonita aquarela.
Depois disso, nunca mais
Criou outra igual a Ela.
LARVARUNCA
No terreiro da existência,
Vi um caso singular;
O varão perdeu o leme,
Deixou outro governar.
Quem já foi dono da casa
Nem se atreve a opinar.
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
Ela escolhe a roupa dele,
O destino e o caminhar;
Marca a hora, muda os planos,
Diz se pode ou não falar.
Ele apenas balança a cabeça,
Sem coragem de negar.
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
Se ela compra, ele paga;
Se ela vende, é sem consultar.
Ela muda os móveis todos,
Sem sequer lhe perguntar.
E o coitado só responde:
"Se você quiser, pode deixar."
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
No passeio ou na cozinha,
No descanso ou no labor,
Ela dita as regras todas
Com firmeza e com vigor.
Ele segue obedecendo,
Sem mostrar qualquer valor.
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
Mas cordel também ensina
Com respeito e sensatez:
Todo lar floresce mais
Quando existe altivez.
Diálogo, amor e acordo
Valem muito mais que a vez.
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
Homem e mulher unidos,
Cada qual no seu lugar,
Dividindo os desafios,
Aprendendo a dialogar.
Quem governa junto a casa
Faz o amor sempre reinar.
LARVARUNCA, Ela manda e Ele nunca.
Há um instante raro na existência em que o homem percebe não estar mais apenas perseguindo aquilo que sonhou, mas efetivamente vivendo o que um dia lhe pareceu distante. É o ápice da realização pessoal: quando as adversidades deixam de representar obstáculos e passam a constituir evidências da própria evolução; quando esforço, maturidade e propósito convergem, e a consciência finalmente reconhece que a plenitude não está em possuir tudo, mas em tornar-se exatamente aquilo que tantas batalhas exigiram para chegar até aqui.
"O homem é o único animal capaz de moldar o próprio destino. Diante do abismo da existência, cabe a você decidir: será o espírito livre que emana a própria paz, ou a força caótica que manifesta o inferno na Terra?"
DEUS E VOCÊ.
— A ALIANÇA SILENCIOSA QUE SUSTENTA A EXISTÊNCIA.
A relação entre o ser humano e Deus não se estabelece por imposições exteriores, nem por ritos vazios repetidos mecanicamente ao longo dos séculos. Trata-se de um vínculo íntimo, anterior a qualquer cultura, anterior à própria linguagem, inscrito na consciência como lei viva e atuante. Desde as civilizações mais antigas, a humanidade buscou compreender essa presença invisível que orienta, corrige e consola, reconhecendo, ainda que de forma imperfeita, que há uma inteligência suprema governando todas as coisas.
Na perspectiva da filosofia espiritualista, especialmente sob a ótica espírita sistematizada por Allan Kardec, Deus não é uma abstração distante, mas a causa primária de tudo o que existe, conforme exposto em "O Livro dos Espíritos", questão 1, publicada em 18 de abril de 1857. Essa definição não apenas inaugura um pensamento racional sobre o divino, mas desloca o homem da passividade para a responsabilidade moral. Se Deus é a causa primeira, o homem é o agente consciente de suas próprias escolhas dentro dessa criação.
Essa compreensão implica uma consequência profunda. Deus não se impõe ao indivíduo, mas se revela por meio das leis naturais, especialmente a lei moral, inscrita na consciência. Cada ato, cada intenção, cada pensamento estabelece uma sintonia com essa ordem universal. Não há favoritismo, não há privilégios, apenas a perfeita correspondência entre causa e efeito, princípio esse que rege a evolução espiritual ao longo do tempo.
Sob o olhar da psicologia espiritual, essa relação pode ser compreendida como um diálogo constante entre o eu profundo e a ordem divina. Quando o indivíduo se afasta dos princípios do bem, experimenta o desequilíbrio, a inquietação e o sofrimento. Quando se alinha com a justiça, a caridade e a verdade, encontra paz e lucidez. Não se trata de recompensa externa, mas de um estado íntimo que decorre da harmonia com as leis universais.
A antropologia das religiões demonstra que, em todas as épocas, o homem buscou Deus fora de si, em templos, símbolos e sistemas. Contudo, o avanço do pensamento filosófico e espiritual indica um movimento inverso. Deus não está distante. Ele se manifesta na consciência, na razão e no sentimento elevado. Essa interiorização do divino representa uma maturidade espiritual, na qual o indivíduo deixa de temer Deus para compreendê-lo.
A tradição evangélica reforça essa ideia ao apresentar o Reino de Deus como realidade interior, acessível a todos que se transformam moralmente. Não é um lugar geográfico, mas um estado de consciência. Assim, Deus e você não estão separados por distância, mas apenas pelo grau de percepção e entendimento.
Portanto, a relação com Deus não exige espetáculos, nem provas exteriores. Exige coerência, disciplina moral e vigilância interior. É no silêncio das decisões cotidianas que essa ligação se fortalece ou se enfraquece. É na escolha entre o egoísmo e a caridade, entre a vaidade e a humildade, que o homem define sua proximidade com o divino.
A grande questão não é onde está Deus, mas em que estado você se encontra para percebê-lo.
"Frase " Aquele que ordena a própria consciência segundo o bem descobre que Deus nunca esteve distante, apenas aguardava ser reconhecido na retidão silenciosa do próprio espírito.
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“Tu perceberás, um dia, que as maiores grandezas da existência não fazem ruído. Elas apenas permanecem.”
" A manhã não resolve os enigmas da existência, mas ilumina o bastante para que não desistamos deles. "
"Quem percorre os caminhos da existência descobre que compreender um coração vale infinitamente mais do que julgar uma aparência."
O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
QUADRO DA VIDA ESPÍRITA E A PRESENÇA DOS ESPÍRITOS NA EXISTÊNCIA HUMANA.
Artigo: Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
A Doutrina Espírita desde sua formulação inicial apresenta um dos mais profundos e desafiadores deslocamentos da consciência humana. Ela não se limita a oferecer uma promessa futura ou uma explicação consoladora para a morte. Ela reorganiza a compreensão do que seja viver. Ao afirmar a sobrevivência da alma e a presença constante dos Espíritos no cotidiano humano o Espiritismo desloca a vida do eixo do acaso para o eixo da responsabilidade moral contínua.
No texto clássico publicado na Revista Espírita no ano de 1859 encontra se delineado um verdadeiro tratado de psicologia espiritual. Nele a morte não aparece como ruptura violenta nem como aniquilamento. Ela surge como transição gradual marcada por estados de perturbação lucidez adaptação e reconhecimento. Esse processo descrito com sobriedade e precisão retira da morte o caráter fantástico e devolve lhe a dignidade de fenômeno natural submetido a leis.
A ideia do nada após a morte apresentada como hipótese materialista é descrita como psicologicamente insustentável. A angústia diante do vazio absoluto a dissolução da memória o apagamento dos afetos e a inutilidade moral de toda ação revelam se como fontes profundas de desespero existencial. A razão humana segundo o próprio texto não se satisfaz com uma existência futura vaga indefinida e sem estrutura. É justamente nesse ponto que a revelação espírita intervém não como imaginação poética mas como observação racional dos fatos mediúnicos.
A alma segundo a Codificação não é abstração metafísica nem princípio impalpável sem propriedades. Ela é o Espírito individualizado revestido de um envoltório semimaterial que lhe confere forma percepção identidade e continuidade. Essa concepção rompe com séculos de indefinição teológica e filosófica. O Espírito vê sente pensa recorda ama sofre e progride. Ele não se dissolve no todo nem se reduz a centelha impessoal. Permanece sendo alguém.
Do ponto de vista psicológico essa continuidade da identidade é decisiva. A consciência humana necessita de sentido de permanência para manter equilíbrio interior. A noção de que tudo termina no nada desorganiza a psique aprofunda o medo da perda e gera comportamentos de apego desespero ou indiferença moral. A Doutrina Espírita ao afirmar a sobrevivência consciente oferece uma base sólida para a maturidade emocional. O indivíduo compreende que suas escolhas não se apagam com a morte e que seu mundo interior o acompanha.
A presença constante dos Espíritos descrita no texto não deve ser interpretada como vigilância punitiva nem como interferência arbitrária. Trata se de convivência por afinidade. Os Espíritos aproximam se segundo a sintonia moral intelectual e afetiva. Esse princípio possui enorme valor educativo. Ele desloca a ética do medo para a ética da coerência interior. Não se evita o mal por temor de castigo externo mas por compreensão das consequências naturais da própria vibração íntima.
A psicologia espírita reconhece que pensamentos emoções e desejos constituem campos ativos de atração. O Espírito encarnado não está isolado em sua interioridade. Ele emite e recebe influências. Essa interação explica muitos fenômenos psíquicos ignorados pela psicologia materialista como certas obsessões angústias persistentes impulsos incoerentes ou estados de inspiração elevada. A Codificação apresenta esse mecanismo com clareza ao afirmar que os Espíritos veem ouvem observam e participam da vida humana conforme lhes seja permitido pela afinidade moral.
O estado de erraticidade longe de ser ocioso é apresentado como intensamente ativo. Os Espíritos trabalham aprendem orientam protegem inspiram e deliberam. Essa descrição dissolve a ideia infantil de um céu estático ou de um inferno material. A felicidade e o sofrimento são estados de consciência decorrentes do grau de lucidez e harmonia interior. Espíritos elevados encontram alegria no serviço. Espíritos inferiores sofrem pela impossibilidade de satisfazer paixões que ainda conservam.
Essa concepção tem profundo impacto moral. Não existe salvação instantânea nem condenação eterna. Existe progresso gradual sustentado pelo esforço pessoal. A responsabilidade é contínua mas também é contínua a possibilidade de reparação. O sofrimento não é vingança divina mas consequência educativa. Essa lógica restaura a confiança na justiça da vida e elimina o desespero metafísico.
A presença dos Espíritos amados após a morte reorganiza também a experiência do luto. A dor da ausência não é negada mas é ressignificada. O vínculo não se rompe. Ele muda de plano. Essa certeza impede que a saudade se transforme em desintegração psíquica. O amor deixa de ser posse e torna se comunhão duradoura. Esse ponto foi amplamente desenvolvido nas obras mediúnicas do século 20 que aprofundaram com detalhes psicológicos aquilo que a Codificação apresentou em estado germinal.
Do ponto de vista coletivo essa doutrina restaura a dignidade das relações humanas. Nenhum gesto de bondade é inútil. Nenhuma fidelidade é esquecida. Nenhum esforço moral se perde. A vida deixa de ser aposta incerta e passa a ser construção consciente. O bem acompanha o Espírito. O mal pesa sobre a consciência até ser reparado. Essa lógica educa sem ameaçar e eleva sem iludir.
A compreensão da vida espiritual apresentada na Codificação e confirmada pelas comunicações posteriores constitui uma das mais coerentes arquiteturas morais já oferecidas ao pensamento humano. Ela une razão fé observação e ética em um mesmo corpo doutrinário. Não promete facilidades mas oferece sentido. Não infantiliza mas responsabiliza. Não assusta mas esclarece.
Quando essa visão se instala no íntimo o ser humano deixa de viver como quem atravessa o mundo às cegas. Cada pensamento adquire peso. Cada emoção ganha direção. Cada escolha prolonga se além do instante. A vida cotidiana torna se escola e preparação. E o indivíduo passa a compreender que viver bem não é agradar forças invisíveis mas harmonizar se com a lei profunda da existência que governa tanto o mundo visível quanto o invisível.
Fontes doutrinárias.
Allan Kardec O Livro dos Espíritos 1857. O Céu e o Inferno 1865. Revista Espírita 1858 a 1869.
José Herculano Pires traduções e estudos da Codificação Espírita.
Francisco Cândido Xavier obras mediúnicas de André Luiz especialmente Nosso Lar e Os Mensageiros.
O TEMPO E NÓS.
O tempo é o tempero da existência. Envolve-nos tanto nos atos mais simples quanto naqueles de extrema relevância. É o grande transformador das almas, fazendo do aflito um ser esperançoso no porvir, demonstrando que tudo está intimamente ligado às mudanças expressivas e inevitáveis no grande altar da humanidade.
Mesmo sob o véu que, por ora, desce sobre os nossos sentimentos, sejam eles aliados ao bem ou comprometidos com a ausência dele, o tempo abre-nos as perspectivas das inúmeras existências já vividas, as quais se sucedem como uma imensa catadupa lançada na eternidade, revelando-nos que somos Espíritos imortais.
Aquele que se beneficia do bom aproveitamento do tempo permite-se transformar, perdoando e também perdoando a si mesmo, pois urge a necessidade de um novo recomeço, que se renova a cada instante em que se busca alcançar a mansuetude do amor.
Contudo, não raras vezes, para não nos comprometermos conosco mesmos, esperamos que o Evangelho faça a sua parte sem a nossa participação. Suas palavras permanecem escritas, mas ainda não vividas. Entretanto, o perfume dessa Boa Nova, que repousa implicitamente em nosso íntimo, cedo ou tarde transforma-se em espinho na carne, nas circunstâncias que o próprio tempo, soberano educador, coloca diante de nós.
O valoroso instante em que passamos a enxergar, naquele a quem antes chamávamos de algoz, um irmão de jornada, possui a extraordinária capacidade de transformar a inimizade em fraternidade, permitindo que aquele que outrora nos feria seja, agora, a mão amiga que nos acompanha na caminhada existencial.
O tempo, no universo, não aceita desertores, porque ninguém está desprovido dele em sua expansão infinita. Carregamo-lo em nós mesmos, comprometidos para sempre com as consequências de nossas ações e reações. Cada um é protagonista da própria vida, mas é necessário permitir que outros também participem dela, para completar a grande película da história, que jamais se cansa de registrar os passos da humanidade.
Por isso, meus amigos e meus irmãos, saibamos compreender o tempo. É impossível afastar-se daquilo que pertence intimamente a cada um de nós e que, ao mesmo tempo, nos une a todos.
Somos irmãos.
Deus é o Autor da vida.
O tempo é o instrumento que Ele nos empresta durante a existência corporal, para que nos tornemos agentes conscientes do aprendizado e do aperfeiçoamento moral, unidos pela certeza de que somos aqueles que abraçam o tempo para, sem o término da alma, alçarem voo, plenificados em um só amor, de volta à Casa Celeste.
"Muita Paz!"
"Catarina Labouré"
Viver é uma jornada repleta de oportunidades para celebrar a existência, enquanto a morte é o destino final que nos lembra da efemeridade de cada instante vivido.
No âmago da existência humana, uma pergunta ecoa como um grito constante: o que é o amor? É uma indagação que ressoa através dos séculos, uma busca incessante pela essência mais profunda e intangível da experiência humana.
Para alguns, o amor é uma chama ardente que consome tudo em seu caminho, uma paixão avassaladora que os consome por completo. É uma explosão de emoções intensas, um turbilhão de sentimentos que os envolve em uma névoa de êxtase e êxtase.
Para outros, o amor é mais calmo, mais sereno. É uma conexão tranquila e profunda, uma sensação de pertencimento e intimidade que transcende as palavras. É um laço que une duas almas de maneira indelével, mesmo nos momentos mais sombrios e desafiadores.
Mas o que é o amor, realmente? É uma pergunta que pode não ter uma resposta definitiva, pois o amor é tão vasto e multifacetado quanto a própria experiência humana. Pode ser encontrado nas pequenas gentilezas do dia a dia, nos gestos de apoio e cuidado, nas risadas compartilhadas e nas lágrimas derramadas.
O amor é uma força motriz que permeia todos os aspectos da vida, moldando nossas escolhas, nossas esperanças e nossos sonhos. É o que nos faz sentir vivos, o que nos dá propósito e significado em um mundo muitas vezes tumultuado e incerto.
Assim, enquanto a questão sobre o que é o amor pode persistir, talvez seja a própria busca pelo amor que nos ensine mais sobre sua verdadeira natureza. Pois, no fim das contas, o amor não é apenas uma emoção ou um conceito abstrato - é uma jornada, uma jornada que nos leva ao cerne mais profundo de nossa humanidade.
"Somente o espírito que aceita o fluxo inevitável da existência alcança a serenidade que nenhum acontecimento pode roubar."
QUANDO A PORTA SE ABRE PARA A ESPERANÇA.
Há momentos na existência humana em que o espírito sente-se cercado por sombras interiores. As perdas, as frustrações e os silêncios da vida parecem fechar todas as portas da esperança. Contudo, no ensino luminoso de Jesus, encontramos uma das promessas espirituais mais profundas já pronunciadas.
No Evangelho segundo Evangelho de Mateus capítulo 7 versículo 7 lê-se.
"Pedi e dar-se-vos-á. Buscai e achareis. Batei e abrir-se-vos-á."
Essa tríplice exortação possui um sentido progressivo e profundamente pedagógico. Não se trata de mera fórmula devocional, mas de um método espiritual. Primeiro o ser humano pede reconhecendo sua necessidade e sua humildade diante da Providência. Depois busca, o que implica movimento interior, reflexão e transformação moral. Por fim bate à porta, gesto que simboliza perseverança ativa na fé.
O mesmo ensino reaparece no Evangelho segundo Evangelho de Lucas capítulo 11 versículo 9 reafirmando que a espiritualidade não se constrói pela passividade, mas pela confiança persistente no amparo divino.
A tradição cristã sempre interpretou esse ensinamento como uma lei espiritual de reciprocidade entre o esforço humano e a misericórdia divina. Aquele que busca com sinceridade acaba por encontrar caminhos que antes pareciam invisíveis. Quem bate com perseverança vê portas abrirem-se onde antes havia apenas silêncio.
Assim, quando o coração imagina que tudo está perdido, a mensagem do Evangelho recorda que nenhuma noite espiritual é absoluta. Há sempre uma porta invisível esperando o gesto da fé.
Porque o espírito que continua a bater, mesmo em meio à escuridão, já iniciou o caminho pelo qual a esperança inevitavelmente retorna.
