Existência - frases e Textos
No palco complexo da existência, somos tanto atores quanto espectadores de nossas próprias
narrativas. A verdadeira sabedoria reside em compreender que, enquanto protagonistas,
temos o poder de moldar nosso destino, mas como observadores, aprendemos a acolher o
fluxo da vida com humildade e gratidão.
Ninguém é mais desonesto do que um filósofo procurando motivações para a existência. Sem saber a causa, como conhecer o motivo? A filosofia mais honesta é aquela que apregoa o cristalino mistério do Ser — que ninguém na vida jamais alcançou, seja com a razão, seja com a intuição.
Sintaxe da Existência
Existem pessoas de muitas formas: enquanto uma sorri, a outra chora.
Existem pessoas sem sentimentos; umas são eternas, outras apenas de momentos.
Uma é vírgula tensa: define a pausa, mas não a sentença.
Outra é travessão: exibe a fala de alguém, mas nunca a própria visão.
Há quem seja interrogação, sempre com dúvida no coração.
Há quem seja exclamação: quando aparece, traz emoção.
Há quem se pareça com o ponto e vírgula, cheio de hesitação na vida.
E existem os dotados das ciências, como as reticências —
sabem muito, mas nunca dizem tudo.
Um dos grandes Segredos da Existência, é conquistar a independência, dos vícios que escravizam, de pessoas que manipulam, de associações que exploram. Sendo livre, seu medo morre, sua vontade se conecta com o Livre Arbítrio e seu SER mais profundo encontra o ABRIGO SEGURO, que procura para SER
em ESSÊNCIA.
F. Meirinho
"Que sejamos senhores dos nossos sonhos e autores da nossa própria existência. Que ninguém determine onde posso chegar ou onde chegarei, pois o limite está em mim, e nunca na opinião alheia.”
"O silêncio é valioso; porém, há instantes em que a existência exige voz, para que não sejamos sufocados pelo ímpeto daqueles que fazem do silenciamento a sua força.”
“Querem milagres para crer em Mim, mas ignoram o universo que Eu já criei. Minha existência precisa de espetáculo?”, diz Deus.
EXISTÊNCIA
De quem somos?
Nos colocamos a perguntar.
Não somos do mundo, nem daqueles que nos rodeiam e nos amam.
Somos d’Aquele que, para o Seu propósito, nos fez; designou nosso trabalho e o tempo que teríamos para concluí-lo.
Ao concluirmos… precisamos nos despedir.
Mesmo que cause dor, não somos donos de nossa existência; somos servos cumprindo um propósito em uma curta vivência.
Mas… por que choras?
Minha obra apenas terminou…
Quando completares a tua, nos veremos novamente, junto ao Autor da vida, que um dia aqui nos enviou.
Fui… até breve. ❤️❤️❤️
Te esperarei lá, com um grande sorriso e com aquele abraço que, por “segundos”, foi interrompido aqui.
Cícero Marcos
A psicologia do “amor” e da “auto-ajuda” nega o não que é a própria essência da existência de quem o nega.
Todos somos movidos por propósitos, motivos ou razões de existência, mas estes nem sempre nos fazem felizes ou são o que realmente queremos ou desejamos seja. Ainda que destinados a tais feitos, vale olharmos para além de nós mesmos, para percebermos as maravilhas que nos cercam e se preciso for, mudar a rota e melhor aproveitar este incrível caminhar.
Este amor transcende o romântico; é um estado de presença que colora a existência. É a reverência pelo nascer do sol, o acolhimento das imperfeições, a mão estendida na dor. É a coragem de se doar sem garantias, de enxergar poesia no trivial e de florescer mesmo na aridez. É um verbo ativo que se faz no cuidado, no respeito e na celebração do simples fato de estar vivo. No fim, toda essa entrega e encantamento se revelam como uma única e profunda verdade: é um amor pela Vida.
A existência humana lembra muito a travessia descrita por Søren Kierkegaard, que dizia que a vida só pode ser compreendida olhando para trás, mas precisa ser vivida olhando para frente. Cada pedra no caminho não é apenas obstáculo é estrutura. É fundamento. É aquilo que, ao ser superado, fortalece a musculatura da alma.
As dificuldades são provas não no sentido punitivo, mas pedagógico. Assim como ensinava Friedrich Nietzsche: “Aquilo que não me destrói me fortalece.” A dor, quando não nos quebra, nos amplia. Ela revela nossas fragilidades, mas também nossas reservas ocultas de coragem.
As decepções, por sua vez, são rupturas de expectativa e expectativa é uma construção do ego. Quando a realidade não corresponde ao que imaginamos, sentimos frustração. Mas é nesse exato ponto que nasce o recomeço. Recomeçar não é voltar ao início; é voltar mais consciente.
A metáfora da vírgula é especialmente poderosa. Uma vírgula não encerra a frase — ela cria pausa, respiro, continuidade. Assim também são os momentos difíceis: não são pontos finais, são suspensões que nos convidam a reorganizar o sentido da narrativa. Um erro pode se tornar aprendizado. Uma perda pode se tornar sabedoria. Uma queda pode se tornar direção.
Como ensinava Santo Agostinho, “Deus escreve certo por linhas que parecem tortas.” Muitas vezes, o que chamamos de desordem é apenas um capítulo ainda não compreendido.
A vida não é apenas o que nos acontece é, sobretudo, o que escolhemos fazer com o que nos acontece. As atitudes são a caneta com a qual reescrevemos a própria história. Não podemos apagar os capítulos anteriores, mas podemos decidir como continuar a narrativa.
Você tem tratado suas pedras como pesos ou como degraus?
Suas vírgulas têm sido pausas conscientes ou lamentos prolongados?
Talvez a grande sabedoria seja compreender que cada dificuldade carrega, silenciosamente, a semente de uma versão mais lúcida de nós mesmos.
E enquanto houver vírgula, há possibilidade.
O nascimento é o surgimento da existência, e a morte é o fim dessa existência.
A vida é um loop eterno entre esses dois lados.
O nascimento e a morte são duas ilusões, pois o que prevalece e é eterno é a vida. A vida nada mais é do que uma consequência constante entre o nascimento e a morte.
O fim é o início, e o início é o fim. Nascemos para morrer, e nascemos da morte. A vida é eterna.
