Excelência
A excelência no ato de educar não deve ser atrelada ao resultado em avaliações externas, pois se assim estiver, não teremos formação, e sim, adestramento.
Quem enxerga a excelência na educação olhando para os resultados, obtidos pelos alunos, em avaliações externas, não consegue ver que em uma única sala de aula, exite uma enorme diversidade e ignora a forma particular que cada um possui no processo de aprendizagem.
Enquanto os sistemas de educação entenderem como excelência os resultados positivos obtidos em avaliações externas, as escolas continuarão se perpetuando como um espaço de contradições.
A excelência na educação não se manifesta em números,
mas em ações que acontecem dentro da escola
e repercute no dia a dia social, após o período escolar.
A excelência educacional pautada em números,
em resultados de avaliações externas,
não significa, necessariamente, evolução de aprendizagem,
pois o que chamam de excelência,
são frutos de ações orientadas por objetivos,
cujo foco não o corpo discente,
mas o resultado que este pode aferir para à escola.
A educação que vislumbra a excelência como o foco de suas ações, não consegue mediar a construção de uma sociedades mais justa, igualitária e consciente. O máximo que essa excelência consegue...é construir uma massa de colaboradores dirigíveis e aptos ao sistema que a estruturou.
O grande mal do neoliberalismo
é criar no homem
a falsa ideia de excelência,
pois a sua busca
o conduz ao ridículo da hipocrisia.
A educação que busca a excelência no ensino por meio de um trabalho focado no resultado do processo avaliativo, não alcança algo diferente de condicionamento educacional.
A educação com excelência é aquela que além de intruir, educa para a vida, portanto, a sua eficiência não está em resultados aferidos em avaliações externas, mas nas ações de seus discípulos na escola e fora dela.
Quando falamos em educação e focamos na excelência, ignoramos a falibilidade de todo processo educativo, que está na incapacidade de ser unânime na obtenção seus propósitos, considerando a diversidade que constitui a realidade que o envolve.
A ideia distópica de excelência na educação
é o retrato de um modelo educacional que se caracteriza pela realidade distorcida entre o discurso e a ação.
A educação que concentra suas ações na conquista da excelência imposta, deixa ser de educação e se transforma em instrução.
Educação é ação! A verdadeira excelência no ensino é uma consequência de um trabalho construído em grupo e não da própria excelência. E a mesma só é possível com a participação da família. A excelência construída fundamentada em resultado de alunos em avaliações externas, não é educação, é adestramento.
Reduzir a excelência na educação a resultados comparativos de seus alunos a indices preestabelecidos é negar a realidade na qual a própria escola está inserida.
A educação apresenta uma excelência por meio do fazer diferente, que na verdade nao o faz, de ser significativo, que ao final não consegue o significado desejado, porque o foco não é a produção, mas a exposição de como está sendo produzido.
A minha fala é de luta contra esse modelo educacional que está pautado na excelência, na educação da ostentação, onde o foco do ensino se contenta com o desempenho do aluno em avaliações com o único objetivo de aferir a competência da gestão, da escola e do sistema de ensino.
A excelência que necessita se exibir para ser aceita, não ilumina, pois o brilho que emana dela não é probo.
Inspirado por Jesus o guia moral por excelência o espírito perseverante encontra força para não " Apenas sonhar com um mundo melhor, mas edificá-lo com suas próprias mãos e intenções purificadas.
A transformação íntima é, pois, a semente espiritual do futuro regenerado, destinada a florescer nas consciências que compreendem que a verdadeira reforma começa no coração e se expande, como luz, até os confins da humanidade."
