Evangelho
O falso evangelho da prosperidade é uma patologia do ego que transforma o Soberano e Santo Deus em um mordomo celestial dos caprichos humanos. É a liturgia do 'eu', uma aviltante mercantilização da graça que só sabe balbuciar barganhas por bênçãos e triunfalismos infantis. Fiquem longe dessa heresia infernal!
O Evangelho é profundo demais para fincar raízes em um coração que deseja continuar superficial. Deus não revela Seus maiores tesouros a quem apenas busca Seus benefícios, mas àquele que se rende à Sua presença.
O teólogo liberal remove a essência confrontadora do evangelho. Ele adultera a Palavra para que não sirva de obstáculo ao homem natural, transformando a fé cristã em uma mensagem inofensiva que agrada a todos, mas não salva ninguém.
O Evangelho é o poder de Deus para a salvação. Um cristão que vive exatamente como um descrente é uma contradição viva e um escândalo à fé.
Quem eleva a 'soberania' ao custo de anular o amor e a misericórdia de Deus, pregando um evangelho que exclui o mundo da reconciliação, ensina um falso sistema teológico.
O Evangelho é a boa nova de salvação para todos, sem exceção, pois Deus não faz acepção de pessoas, desejando que todos se salvem e cheguem ao pleno arrependimento (1Tm 2:4; 2Pe 3:9). Longe de qualquer decreto incondicional de reprovação ou eleição arbitrária, a graça preveniente de Deus capacita e chama todos os seres humanos à reconciliação. A mensagem deve ser proclamada a todos, mas a salvação é aplicada apenas àqueles que creem.
O verdadeiro Evangelho exalta Deus, adora a Cristo, honra o Espírito Santo e confronta o homem; na ausência de qualquer um desses pilares, o que se proclama é outro evangelho.
Deixa essa tolice de julgar quem é diferente e acorda para o Evangelho: quem não ama o próximo na sua fraqueza não conhece a Deus nem vive na verdade.
"No princípio era o Verbo" é a abertura do Evangelho de João (1:1). Todo aquele que conquistar a freqüência da criação, falará diretamente com Deus, com a vida em plenitude e abundancia, não precisando mais de intermediários que são as religiões do mundo. A freqüência é a única ferramenta tonal que consegue alterar de imediato a matéria, a consciência e o espirito humano. Os mais antigos sabiam disto perfeitamente, o poder dos mantras.
Muitos mestres do ensino superior parecem temer o Evangelho, disfarçando de rigor acadêmico a repulsa profunda que sentem por qualquer verdade que não caiba nos limites estreitos da razão pura.
Calçar os pés com a preparação do Evangelho da paz é evitar que os vermes da terra corrompam a saúde do corpo, da alma e do espírito.
Dizem que o Evangelho é de graça, mas o sistema religioso moderno construiu um pedágio para o céu. A maior hipocrisia não está na fé em si, mas no abismo que existe entre o carpinteiro que não tinha onde reclinar a cabeça e os impérios de concreto que se levantam em Seu nome.
A Imunidade que Vira Impunidade
O sistema é blindado. Enquanto o cidadão comum se sacrifica para pagar o IPTU, o IPVA e o Imposto de Renda, a instituição religiosa opera em um universo paralelo de isenção total. Sob o pretexto de "ajuda social", templos acumulam patrimônios bilionários. São donos de prédios, terrenos e frotas, mas a conta de luz e água — muitas vezes subsidiada — não se traduz em pratos de comida na mesa de quem precisa.
É o paraíso fiscal perfeito: o dinheiro entra como "oferta de amor" e sai como estilo de vida de luxo para uma liderança que se comporta mais como CEO de multinacional do que como pastor de ovelhas.
O Espetáculo do Templo
A hipocrisia veste terno caro e usa microfones de ouro. Gastam-se milhões em isolamento acústico para que o louvor não incomode a vizinhança, mas o isolamento é, na verdade, espiritual: o sistema de som de última geração abafa o grito de socorro de quem está na porta.
Pregam a humildade, mas ostentam relógios que custam anos de trabalho de um fiel.
Pregam o desprendimento, mas condicionam a bênção de Deus ao valor do depósito bancário.
Falam de Reino, mas estão ocupados demais construindo impérios imobiliários e políticos.
O Marketing da Piedade
Transformaram a caridade em peça publicitária. A doação de uma cesta básica vira um evento filmado em 4K, postado com trilha sonora emocionante para atrair mais doadores. É a "indústria da culpa": convencem o pobre de que a sua miséria é falta de fé (ou falta de oferta), enquanto o líder enriquece justamente com a esperança de quem nada tem.
Se a igreja não paga aluguel, se é isenta de impostos e se o trabalho é feito por voluntários, o dízimo deveria ser o maior fundo de assistência social do planeta. Mas, na prática, o dinheiro que entra para "salvar almas" acaba servindo para polir o ego e o mármore dos altares.
O Veredito do Chicote
A maior ironia é que o Jesus que eles pregam foi o mesmo que expulsou os mercadores do templo com um chicote na mão. Ele não aceitava que a casa de oração fosse transformada em "covil de ladrões".
Hoje, as mesas dos cambistas não estão mais no pátio; elas estão no palco, nas máquinas de cartão de crédito e nas chaves de PIX projetadas no telão. A hipocrisia é clamar pelo céu para fugir da Terra, enquanto se acumula nela todo o ouro que conseguem carregar.
"Eles devoram as casas das viúvas e, para disfarçar, fazem longas orações. Esses homens receberão condenação muito mais severa." (Lucas 20:47)
Para quem é narcisista, o Evangelho não é sobre sacrifício, é sobre o privilégio de estar sempre certo.
No palanque do narcisista religioso, o Evangelho é o roteiro e o fiel é o financiador de sua sede de poder.
Atualmente, alguns ministros do evangelho têm disseminado mensagens que não refletem a verdadeira essência da fé. Mencionam a imoralidade, enquanto vivem em contradição a essa pregação; falam sobre prosperidade, ao mesmo tempo em que se encontram imersos em uma falsa realidade de prosperidade; proclamam o amor ao próximo, mas suas ações revelam o contrário. Em Mateus 24:11-24, está escrito que surgirão muitos falsos profetas que enganarão muitos. Será que é tão difícil assim pregar a verdade?
"O evangelho do mal se estabeleceu no interior de cada comércio montado nas esquinas de cada bairro de cada cidade do país. Templos são grandes empresas montadas por pessoas do mal, que comercializam a fé se baseando no dinheiro que cada fiél se sujeita a doar em cultos pseudoreligiosos. No interior dessa máquina de tirar dinheiro fácil dos humildes, pseudopastores submetem fiéis à inúmeras lavagens cerebrais, criando desafios e metas para enriquecerem esse comércio, de forma lícita, abusando da fé do povo."
A plenitude da bênção do Evangelho está reservada para aqueles que buscam a Deus com jejum, oração e inteira consagração. A Spiritual Journal, Entrada de Diário, 15 de Março de 1756.
