Euforia
Os que confundem alegria com euforia e comemoração com rojão, quase sempre ignoram qualquer coisa…
Inclusive os gemidos dos corredores de um hospital.
Há quem acredite que a alegria só se prova no estrondo, que a celebração precisa ferir o silêncio ensurdecedor do outro para existir.
Confundem euforia com plenitude, barulho com sentido, rojão com gratidão.
E, nessa mesma confusão ruidosa, seguem cegos para quase tudo — inclusive para os gemidos baixos que ecoam nos corredores de um hospital.
Ali, onde o tempo anda quase sempre mais devagar e a esperança aprende a respirar em doses mínimas — quase a conta-gotas — não se pede festa, mas introspecção e respeito.
O problema não é atravessar o réveillon entre leitos, soros e orações sussurradas.
O que dói é saber que, do lado de fora, há quem precise assustar para se sentir vivo, incomodar para acreditar que está celebrando, ignorar para não ter de sentir.
Enquanto alguns estouram fogos, outros lutam para não estourar por dentro.
Enquanto uns anseiam pelo ano novo, outros tentam apenas continuar no ano que ainda não acabou.
E talvez a maior das misérias não seja a ausência de festa, mas a ausência de sensibilidade.
Porque a alegria que precisa ferir o outro para existir, já nasceu vazia.
E toda comemoração que não cabe no silêncio respeitoso diante da dor alheia não passa de barulho — alto, breve e profundamente oco.
Aos que respeitam o outro — especialmente os enfermos, autistas, bebês, idosos e os animais — Feliz Ano Novo!
As Palavras Impensadas, ditas em meio à euforia, podem inviabilizar a calmaria de alguém.
Às vezes, não é o que sentimos que machuca — é o que deixamos escapar sem passar pelo crivo do silêncio.
Palavras ditas na euforia nascem sem freio, sem cuidado e sem escuta alguma.
Carregam o peso do instante, mas podem pousar na vida de alguém como sentença duradoura.
O que para quem fala é só excesso de emoção, para quem ouve pode ser o início de uma inquietação que não pediu para carregar.
A calmaria de alguém é frágil como água parada: qualquer pedra jogada sem intenção cria ondas que demoram a se desfazer.
E há palavras que, mesmo ditas sem maldade, afundam fundo demais.
Por isso, nem toda verdade precisa ser dita no calor do momento.
Há silêncios que não são covardes — são cuidados.
Porque preservar a paz do outro, muitas vezes, é um ato de maturidade muito maior do que vencer qualquer euforia passageira.
Mensagens não entregues,
Mal entregues
Causam euforia ou até mesmo aflição
Mesmo para os sãos
Que se dane o coração
E mesmmo que minhas dúvidas nunca fossem respondidas
Que meus sentimentos nunca fossem encorajados
Eu estava ali, e eu viveria assim por muito tempo se fosse a única forma de te ter ao meu lado.
Um amor em sol maior, que em meio à euforia da minha poesia e do teu cantar nos encontramos Max Reygson.
Balança da alma
De uma euforia total
A um desastre sem igual
Tudo isso dentro da mente
A alegria é um exagero
Tão igual é o desespero
Isso é o coração que sente
O julgamento que odeio
É o mesmo que semeio
Não há nada de diferente
A cabeça que muito pensa
Gera uma indecisão imensa
E pouco vivo no presente
Imagine uma circunferência: a metade é a euforia, a outra metade é a depressão. Por isso sempre andam juntas. Imagine agora uma linha no meio: é o equilíbrio ou entusiasmo. Cuidado para não cair num círculo vicioso.
Se for para escrever, que seja uma carta de euforia, daquelas que não há hora, lugar certo e papel apropriado. Quero uma daquelas bem reais, onde você é início, meio e fim, sem abreviações e com sentido. Que registre as nossas alegrias mais eméritas, loucas e intensas. Onde tenha a sua mão grudada na minha, seu perfume pela casa depois do banho e bagunça decorando meu quarto. Que haja muito de você e pouco de mim, mas o suficiente para nós dois. O encaixe perfeito em suas expectativas e o humor inteligente de nossas conquistas. A união de dois corpos perdidos no espaço, mas encontrados no olhar que não paira, flutua. Que seja breve, doce e pesada nos termos ilegais da insanidade. Nossa doce loucura cotidiana.
QUASE HERÓI
Um dia desses, sol forte, bom clima, cidade grande, euforia, passava eu em meio de uma pequena multidão de pessoas alegres e cantantes, que trovavam o hino do seu time, que saudavam umas as outras. Abraços, sorrisos, pareciam irmãs, íntimas apesar de nunca terem se visto antes. Era a explosão de ser campeão Brasileiro de futebol.
Mas o que realmente tomou minha atenção foi um objeto ambulante que vinha de qualquer lugar e parecia estar andando em direção à terra do nunca. Caminhava devagar, como quem espera pela morte, fazia ziguezagues como quem não tem pressa de chegar a lugar nenhum. Em sua cabeça uma peruca "Black Power" colorida como aquelas de palhaços parecia ser uma forma de gritar bem alto com a voz baixa "Eu ainda existo! Olhe, olhe, sou como você, sou um ser humano!" Vai ver decidira não mais gritar para poupar que o julgassem maluco, para evitar que corressem de sua presença. Em sua pele o cinza berrava o amargor da tristeza. Em seu ombro descaia uma bolsa da cor de sua pele que substituíra sua solidão até então. Seus olhos pareciam não ver ninguém, como quem aceita ser um poste, que nada interfere, que não encara, que não interage. Era um ser humano que nasceu como eu, que chorou como eu, que tentou ser como o seu super-herói da liga da justiça, mas que justiça não fora feita para com ele e lhe sobrara o cinza do mundo, a escuridão da noite fria. Sua peruca, vai ver, fosse um tentativa se tornar um quase super-herói. A vida sem piedade criara um autista forçado. Se bobear em sua mente haviam sonhos e ideias mirabolantes, que vazavam apenas colorindo sua frontal da cabeça.
"-Qual é? chega aí. Aí, vê se esse bagulho é bom, é só puxar, vai ficar nas nuvens que nem um super-herói!" - Está criado, mais um zumbi a vagar nas ruas do Rio.
Não preciso de palavras bonitas e nem euforia, preciso mesmo é da sua companhia. Para poder sim, descansar nesse teu colo que anseia pela minha alegria.
17/10/18
Bom dia anjo de amor,
Sabado de alegria e euforia!
Postura sempre ajuda,
destaca,
dá sempre um tcham à mais.
Pose qualquer um faz, manter postura nem sempre dá,
é algo natural, intrínseco, beira à algo sensacional.
Postura não pede traje, rigor, nome ou identidade;
acompanha o portador e,
dele se faz companhia inseparável.
Postura é o próprio equilíbrio interior que identifica seu valor,
não se diminui, nem se aumenta; se projeta!
Postura e vaidade se entrelaçam
Enquanto uma cuida da aparência a outra cuida do encanto.
A gente pode perder a beleza da juventude,
mas não perde o encanto da maturidade.
"Tudo tem sua beleza e encanto em cada ciclo de vida,
e em todos eles reinam sempre a beleza do encanto e,
a magia do amor!"
Quando a rotina é quebrada pelo inesperado, o inesperado causa euforia, medo, insegurança, mas também trás a certeza de que tudo pode ter um novo recomeço!
28/07/2018
Bom dia de alegria e euforia, final de semana em foco, é tudo de bom!
Vamos partir para o agito, para o abraço para a alegria.
Bom estar com as pessoas que nos fazem bem e com quem gostamos de compartilhar nossos sentimentos e o que temos de bom.
Difícil uma andorinha solitária ser feliz em pleno verão.
Quer voar, ganhar o mundo, planar exibir seu voo preciso, rápido e plenamente habilidoso.
Assim também desejamos voar além de nossos espaços e limitações,
e que cada um prove para sí,
de que é capaz de ousar mais, conquistar, e ganhar o mundo.
As pessoas que nos afetam são nosso campo de treino e apoio, onde recebemos e doamos talentos.
Com elas aprendemos que uma andorinha só, não faz verão!
A vida é um ciclo baseada em duas vertentes: a euforia e a angústia , as quais , vivem oscilando ao decorrer do tempo. Todavia, quando o vendaval chegar , estejas preparado...de outra forma , se não tens destreza , desfrutaras intensamente das dores , do que dos prazeres .
Entardece a noite cai nas sombras da alma.
reluto em ver o luar numa euforia,
em volta do meu ser...
o medo se perdeu no passado
numa verdade da evolução
o que somos além do nosso ser
do lugar da criação apenas
uma jornada de conhecimento,
sentir o suportável é transformador,
num evento evolutivo apenas alterações
reprimidas no que define o ser mais desconhecido,
relevâncias nos tropeços da vida,
hostilidade parece ato de ignorância,
na fragilidade a dor que oprime a luzes dos céus.
