Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Quisera eu ser perfeito,
Não para realizar grandes feitos
Ou ser reconhecido no mundo
Também não pela beleza vã
Pelo poder, rapidez ou prestígio
Quisera eu ser perfeito
Pra te dar um amor também perfeito
Para não esquecer datas e horários
Te fazer sorrir mesmo com lagrimas
Sabendo o que dizer no momento certo
Quisera eu ser perfeito
E não cometer tantos erros
Não guardar tantos ressentimentos
De palavras e ações mal pensadas
E que já não é possível mudar
Quisera eu ser perfeito
Pra descobrir como diminuir suas dores
Como vencer os seus medos
Eliminar as suas incertezas
E te ajudar em suas tantas indecisões
Quisera eu ser perfeito
Pra ser capaz de te explicar o inexplicável
A começar pelo quanto te amo
Também o tanto que te preciso
Ou o que você significa pra mim
Quisera eu ser perfeito
Mas infelizmente nunca serei
O que te ofereço é minha vida e meu amor
E a promessa de que farei o meu melhor
De melhorar um pouquinho a cada dia
Eu já havia descoberto toda sua via, já havia ligado todos os nossos pontos em comum e os que não tinham menor cabimento também.
Nesses olhos me perdi, nesse sorriso me encontrei, nesse corpo enlouqueci e nesse coração eu me mudei!
Sergio Fornasari
“E se nos 70 anos que eu provavelmente viverei, eu for feliz pelo menos um dia, morrerei com a certeza de que tudo valeu a pena.”
Eu gosto de viver tudo de uma vez! Quando encontro uma pessoa despida de medos e com a certeza de que o limite do prazer está no horizonte, deito e rolo. Pegamos o mesmo rumo — sem medir distância —, perdemos alguns segundos de vida, mas nunca o rebolado. Encaixamo-nos porque queremos a mesma coisa: histórias sem finais.
Hoje eu estou assim..
Amando quem me ama...
Esquecendo quem me esqueceu..e fazendo de terceira opção por quem me fez de segunda..
- Alô?
- É, eu tô diferente. Tô mudada, tô drasticamente alterada e, não...não há mal nenhum nisso. Não quero mais uma ficada, uma balada, uma acariciada. Não tenho mais paciência para ser quem eu era, àquela garota impulsiva que era tão garoto quanto, que fazia seu próprio manual de "como não parecer idiota e cadela abandonada". Claro, que agradeço muito por todas as coisas que vivi nessa época, foram experiências marcantes que me fizeram chegar a esse ponto. O ápice da certeza. Já perdi minha inocência (mental) há um bocadinho de tempo, mas isso não quer dizer que não quero fazer tudo nos conformes. Eu quero seguir a risca o guia, quero dar um passo de cada vez e, isso não incluí ficar com alguém de primeira e trocar apenas uma palavra ou outra, beijar vários, ser aquela que não pega no pé e se deixa levar, se der deu senão tchau. Pode me chamar de careta, de old, de puritana, de arcaica, foda-se! Não importa! Pela minha experiência própria, descobri que essas coisas não valem a pena, hoje levam em conta tudo que é trivial como um cálice da salvação! Eu quero troca de olhares, bom dia e obrigado, educação e modos, quero que me emprestem a blusa quando sinto frio e abram a porta do carro pra mim, quero conversar por horas e horas, quero construir alguma coisa. Quero o que é verdadeiro, o sentimento, a doçura e a delicadeza. Desejo ser o primeiro pensamento e o último, a mão dada antes do abraço, e o beijo tímido no final, afinal de que adianta ter tudo e não ter nada ainda assim? Desejo a amizade, o companheirismo, a irmandade, a cumplicidade e que possamos crescer e amadurecer juntos. Espero que leve o tempo necessário para não pular nenhum degrau, que o relacionamento sério se basei em nós refletidos um no outro, não nas manifestações das redes sociais e, que haja amor verdadeiro a ponto de planejarmos o futuro com a cabeça e os pés no chão, com o realismo de que nada que vem fácil é verdadeiro, com a noção de que teremos que trabalhar duro todos os dias de nossa vida para fazermos dar certo. Ah, era só isso.
- Até mais, então.
Em orações silenciosas, eu oro
O que as palavras nunca poderiam dizer
Para alcançar o seu coração...
Da Sua boca eu sou refém,
do seu olhar eu sou também,
sorriso igual o seu ninguém o tem,
faz até ateu dizer amém.
Ela
bebia,
fumava,
cheirava...
abusava de todos os vícios que eu não gostava...
eram seus vícios;
mas entre quatro paredes
nós
nos bebíamos,
nos sugávamos,
nos cheirávamos...
abusávamos de todo desejo que gostávamos...
era meu vício.
De costas pra saudade com a arma na mão. E ela também. Primeiro passo à frente, segundo passo… Eu sei que eu tenho que apertar o gatilho primeiro, mas ela parece tão mais forte e ágil. Ela vem tentando me aniquilar faz tempo, mesmo quando se faz de boa moça e se intitula “saudade reciproca”. E eu vou me esquivando, o máximo que posso. Tentando destruir um pouco do seu corpo, mas o que eu posso fazer? Ela se regenera. E, de novo, me espia com seus olhos amedrontadores por cima do ombro. Eu fico procurando meios de ser mais forte que ela, arrisco um riso atemorizador, mas no fundo sei o quanto estou abatida e frágil e acho que ela também sabe. Terceiro passo e atirar. Ferida outra vez. Vendo a carência, o vazio, a tristeza se aprontar do lado da saudade. Todos com olhar de quem venceu. E eu sozinha. Quando isso vai acabar? Agora é tudo escuridão. Depois eu acordo.
E no fim do mundo eu estarei feliz, por ter acabado de uma maneira natural, não ter precisado que eu antecipasse as coisas para mim.
