Eu Vou mais eu Volto meu Amor
A poesia tem essa magia
De nos levar pro q' passou
Eu daqui tão somente queria
Reviver o meu grande amor.
Eu tenho medo de acabar sozinho,
É como se eu procurasse um clone meu.
Em espelhos, busco traços do destino,
Mas a solidão espreita, um receio.
Às vezes, a busca parece uma cópia,
Um reflexo do que já conheço.
Mas o amor não se resume à cópia,
É na diferença que encontro o apreço.
O medo de estar só, um eco persistente,
No labirinto do coração, uma busca urgente.
Mas, talvez, no caminho da mente,
Descubra que o amor é mais que um presente.
Não um clone, mas alguém único e novo,
Compartilhando a vida, lado a lado, no renovo.
Na autenticidade, no calor desse fogo,
O medo se dissipa, e o coração se move.
Quando eu era menino,minhas noites eram bem diferentes. Meu céu era retocado com tantas estrelas que alegravam o lugar. Acho que eu tinha asas não tinha medo nem aflições, eu chegava onde eu quisesse, tudo era perfeito. Quando algo saia do controle e o medo procurava me aparecer , existia uma porta onde eu entrava . Era um lugar que me ensinava a encarar os medos e dominar os caprichos da mente. O tempo passou o menino cresceu, perdeu suas asas.Hoje janela aberta sala vazia pensamentos soltos alma fria. Me olho no espelho o menino envelheceu. Me sinto como um dia disse Renato Russo . Hoje a noite não tem luar, e eu estou sem ela, já não sei onde procurar, onde será que ela está ?
Entendimentos
todo meu miserável
desgaste, como
se tudo fosse facil.
As vezes eu quero
criar memórias,
mas lembro que ja fui
muito machucada.
As vezes eu gosto
de estar sozinha.
As vezes acho que
tenho entendimentos,
na familia mas nem
sempre quero me
reencontrar.
As vezes, tenho um
sorriso lindo no rosto,
mas é só uma
personalidade para imprecionar
todos a minha volta.
A tristeza me tem
por completo.
As vezes acho que
estou 100% curada.
mas ainda sinto que
não estou 100%
curada.
As vezes sou agitada,
mas quando fecho
meus olhos, sinto lágrimas
escorrendo pelo meu
miserável rosto.
eu era como uma rosa
de jardim.
bonita, charmosa
e admirável de se ver.
não como as outras,
me indispensável de
se ver, me sentir.
As vezes eu só queria apagar o meu eu.
Me riscar de um lugar onde posso ser vista.
Rabiscar meu rosto numa foto pra que ninguém possa me reconhecer ali. Nem lembrar da minha existência.
As vezes eu queria aparecer off-line.
Vê a vida, as coisas, as pessoas, sem que elas pudessem falar comigo, nem me enxergar.
Eu continuaria fazendo minhas coisas, só me tornaria invisível.
Eu detesto ser vista. Pelo menos por hoje, não aceito ser notada.
Eu detesto ter que ser algo que faça outro alguém achar que pode opinar sobre mim e sobre minhas atitudes.
Detesto ser sociável.
Fazer sala. Sorrir amarelo e afagar as feridas dos egos alheios.
Me desculpar por não querer falar com você. Eu não queria. Não queria gastar meu tempo com isso naquele dia, e talvez hoje também. Amanhã pode ser que eu queira. Mas eu não quero agora.
Apenas aceite sem se sentir no direito de ficar ressentido comigo. Você não é melhor do que eu por ter vontade de jogar palavras ao vento.
Não quero falar de mim, não quero escutar de você.
Eu quero apenas existir. Quieta. Muda. Em silêncio.
Olhar pra onde eu quero.
Me calar.
Hoje eu quero só Deus..
E minha filha.
Sou negra,
Sou negra beleza pura,
Como é bom ser negra!
Para toda esta beleza
Meu tipo não é europeu.
Venho da África, meu irmão,
Sou negra sem os 68 cm de cintura.
Como é bom ser negra
Do nariz largo, dos lábios grossos,
Dos olhos grandes, atentos a tudo.
Dos meus seios redondos já não sai
Mais leite para os teus filhos
Mas sim para os filhos que eu quiser!
Sou negra dos quadris invejáveis para
O repouso do homem que eu quiser ter.
Eu sei o segredo do caminhar e te envolver –
Cuidado, seu moço!
Não sou peça de prostituição!
Não sou mais do teu fogão!
Sou negra do pixaim que exibo com prazer!
Sou negra pro meu nego me chamar de pretinha!
Sou negra não pro samba de Sargentelli da vida,
Mas para o batuque do meu povo guerreiro:
No morro, na favela, no terreiro!
Minha mãe não é Nossa Senhora,
Mas sim Nana Buruku.
Meu herói não é Princesa Isabel,
Mas sim o grande Zumbi.
Como é bom ser negra!
Sou negra e sou Miss da Negritude;
Sou negra e sou Rainha do Congo, na Angola,
Na Nigéria ou no Brasil.
Sou negra apesar de você me denominar de moreninha,
Mulata, jambo ou outro matiz.
Sou negra e não reforçar o sistema que está aí
Sou negra apesar de você não admitir,
Eu sei o jongo de capoeira
Eu sei o jongo do afoxé,
O segredo do candomblé
Eu sei dar o tempero certo para o vatapá
Que eu quero comer.
Como é bom ser negra!
Negra para toda essa negritude!
Sei que sou o veneno, a pimenta
Com meu sorriso aberto, meus pés grandes
e firmes
Sou negra
Sou gostosamente negra!
Extasiantemente negra!
Conscientemente negra!
Meu coração brada quando eu te vejo
No peito, sinto uma forte emoção
Como espinhos perfurando uma flor
Isso deve ser coisa da paixão
Só você pra realizar tal feito
O meu coração já te reconhece
Porque cada vez que estou ao teu lado
O meu corpo vibra e o peito estremece.
É tão contraditória a forma que o meu cérebro funciona. Eu quero muito que você me veja e me reconheça por quem eu sou, que entenda que meus medos e traumas vieram de um passado difícil e que eu estou trabalhando para melhorar. Ao mesmo tempo, que não quero que você saiba das minhas vulnerabilidades pra não me achar problemático, difícil, não-amável ou pior, usar minhas dores contra mim. Como se abrir sem se abrir demais?
O MURO LÁ DE CASA
[...] E assim, de repente, meu eu se encurva;
E reconhece que não é a mão, mas a luva.
Que protege, espreme o fruto da vide, e dá o bom vinho.
Que bebi e fiquei sóbrio, humilde, olhei para quem abriu o caminho.
Aquele que cantou, riu, chorou e me deu ninho.
Sempre pronto, com impulso simples, mas fez voar seus passarinhos.
E se há ainda um desejo escondido na alma.
É de voltar a rir assim, livre, leve, repousar nessa dádiva, a sua calma.
E essa inabalável timidez, quase insegurança;
Que sendo já adulta, sabe se fazer de criança
E o seu sorriso que denota satisfação enquanto conquista a cidade;
Foi o elã que embalou os meus sonhos, e não mudou com a idade.
Aqui, de longe e saudoso, mas muito maduro;
Vejo de onde veio a luz, que me guia no escuro;
Esse seu jeito de ser, meio doce, olhar puro.
Cercou nossa infância, nossa casa, seu abraço foi nosso muro.
E essa poesia é frágil, apenas uma epopeia, você é o poema.
Sua vida, seu modo peculiar de encarar um problema.
Aprender o seu verso e imitar a sua rima, é o meu eterno dilema.
Me orgulhar de ser seu filho, é o meu melhor esquema[...]
Sergio Junior, para seu pai
(Sergio Santos)
Eu sou quem sou, e isso é bonito,
Com erros e acertos, sigo o meu rito.
No espelho, vejo a força em meu olhar,
Um amor por mim mesmo, pronto pra brilhar.
As falhas são partes do que eu construí,
E cada passo em falso me ensina a seguir.
Acolho minha essência, sem medo de errar,
Porque ser eu é a minha forma de amar.
Eu sou vocês
vocês são a minha voz
o meu poder e o vosso poder
juntos somos imparáveis
somos invencíveis
nós somos construtores, construimos
hoje somos o melhor que a natureza pode criar
somos o fruto de tudo de bom que pode acontecer
nossa forca esta em nossa união
somos invencíveis
podemos vencer sempre os jogos banais
com dedicação e empenho, venceremos sempre os jogos difíceis
porque somos um, sabemos fatiar os problemas e distribuir a quem melhor os entende.
nossa obra nasceu em cima da confiança mutua
porque podemos ver o que somos e o que pensamos
porque somos o mesmo DNA em diferentes pontos do universo
sintonizados na mesma energia
a energia do eu imortal
e cada um se identifica como o eu
somos energia que vibra com o nosso DNA
nosso DNA é uma antena
somos a melhor sonda que o universo criou para saber mais sobre si mesmo
somos a união de todos os que sem freios, buscaram o auto conhecimento
estamos juntos.
Nós somos a combinação dos eus que existe dentro de nós
Eu, peço a ti meu Pai, que em tudo, nunca deixe minha fé morrer, e mesmo sem saber fazer, que eu continue; Em tua obra e isso é tudo que me importa.
Pois sempre ouvir dizer que a fé sem obras é morta.
