Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu não nasci pra usar sapatos,
Eu não nasci pra pintar meu rosto de alguma cor,
Eu nasci pra ter caráter.
Simplicidade.
Eu nasci pra poesia.
O resto se compra.
Mas eu não estou à venda.
Não sou mercadoria,
Não estou exposta numa prateleira para ser escolhida.
Eu sou da música, da poesia,
Sensível, sem ser destrutível,
Sensata, às vezes até chata...
Uso a emoção em doses homeopáticas,
Controlada, nem sempre,
Mas nunca desorientada.
Cansada...
Das futilidades do mundo,
Procuro respirar fundo,
E me encontrar nas coisas que o meu Deus criou,
E nas pessoas que Ele inspirou,
Pois, não estou à venda,
Não sou mercadoria,
Nem estou exposta numa prateleira, esperando alguém me escolher.
Eu tenho valor.
Só tem uma pessoa que me importo e gosto, eu vivo para protege-lo e servi-lo e esse é o meu proposito que me dar forças.
Peguei algumas coisas de volta, o meu sorriso e outras coisas que tinham ido embora. Demorei, eu sei, não era tão fácil assim, a minha coragem, aquela que encarava qualquer obstáculo, precisava de um tempo.
Deus, ilumine minha mente para que eu escolha as atitudes certas, mas principalmente, ilumine meu coração para que eu faça tudo com muito amor
Quem escreveu meu conto de fadas fui eu. Lutei todas as batalhas e venci, tenho o príncipe que escolhi, e o dragão? Esse come na minha mão.
Noite de tormentas
É quando a noite chega
No encontro do eu com meu eu
Que as tormentas irrompem
E o silêncio do desconhecido
Abalroa-se com a turbulência da mente
Seus bramidos ensurdecem-me na calada
Não há estratégias ou fugas
Preciso me manter viva ao embate
É quando vou de encontro à janela
Fito o firmamento e
Me sobrevém à lembrança que em breve
Haverá o alvorejar, dia se tornará
E o silêncio do desconhecido se calará.
Meu Deus, me de a sabedoria da alquimia que tem o poder de transformação das coisas, de modo eu possa transformar em soro que salva, o veneno que mata.
DESCOBERTAS DO MEU EU
Perdida em céus desconhecidos
Em mundos de fantasias, incoerentes desmedidas
Desarrumei-me
Baguncei-me
Desconsertei-me
Desnudei-me
Cada etapa uma constatação
Constantes vai e vem de surpresas inesperadas
Entre risos e lágrimas
Erros e acertos
Encontros e desencontros
Entre o sim e o não
Tudo ou nada
Verdades e inverdades
Esperanças e ilusões
Entre a razão e emoção
Atrevi-me
Repensei
Revivi
Li e me reli nas entrelinhas para entender-me
Encontrei-me com meu eu novamente
Desvendei meus mistérios
Lapidei meus erros para os acertos
Descobri-me
Entreguei-me ao tempo
A vida me acolheu
Revesti-me de amor
Esperei para que ele também me abrace.
No fundo só eu conhecerei
a fundo
meu fundo.
Vocês verão minha boca
suja ou pintada de carmim
eu sentirei meus lábios
sangrado petróleo
Logo pela manhã eu insisto em criar analogias, e destruí-las. Todas elas enquanto bebo meu café, forte e amargo - como minha alma.
Se Deus me desse a oportunidade de mudar alguma coisa do meu passado, eu diria: Não quero; Até porque, não teria hoje o esclarecimento que tenho sobre o mundo, e a humanidade. Vivemos sim no presente, e o passado é fator sine qua non, para sabermos o que queremos da vida, no aqui e agora. A Roda da Vida (tempo), corre a favor dos que buscam o Bem. O mesmo vento que corre lá, corre aqui, e eu pago sempre pra senti-lo. Alcione Alípio
Pela
data do meu
nascimento...
Eu sou outono!
Por isso,
não levo comigo.
Folhas secas.
Sonhos demorados.
Amores impossíveis!
Tudo que me
causa volume
sem necessidade,
deixo-os cair.
Jogo-os ao vento.
E deixo em mim,
florescer,
sempre uma
nova primavera!
Eu só queria dizer-lhes que todo o meu silêncio que eu lhes deixava, significava que junto à vocês eu chorava!
Meu silêncio demonstrava aos ares o quanto junto a vocês eu sofria...
Não é fácil me magoar,
nem é difícil obter meu perdão...
Só quem eu amo,
me magoa...
Só quem eu amo,
perdoo!
Eu já não tenho grande vontade em escrever, ler, sorrir. Já faz tanto tempo que meu celular tocou pela última vez. É estranho, parece que ninguém sente minha falta... Já eu? sofro loucamente por várias ausências. Meus dias são sempre iguais: Trancada no quarto, esperando o tempo passar. Amigos? Não tenho. Afastei-me da minha família e me enterrei dentro de mim mesma. Eu já não sei ser a garota que fui. Hoje sou só mais um alguém no mundo que representa nada. Sou aquela por quem você passa na rua e nunca nota. Sou aquela que ama fazer novos amigos, mas vive constantemente solitária. Eu sou exatamente tudo de mais desprezível em alguém. Quando tento falar sobre as dores que sinto, esbravejam afirmando ser drama. A verdade é que talvez calar o que sinto, seja mais fácil que gritar ao mundo o tamanho das minhas dores.
Eu te vi ir embora e não pude fazer nada. Eu apenas assisti enquanto meu coração se quebrava. Por que bateu a porta desta forma? Eu ainda estou parada aqui, te esperando voltar. Não posso me culpar por sua partida, pois sei que dei o melhor de mim para te fazer sorrir. Volte aqui, eu supliquei durante noites. Meu travesseiro sabe quantas lágrimas derramei pela sua partida. Eu tentei, mas não bastou. Meu coração está se curando das dores que sua ausência o causou, e quando isso finalmente acontecer, não ouse voltar se lamentando.
