Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu irei
Vou-me embora
Embora, irei
Para o mundo agora
Ainda não sei.
Irei para onde?
Onde o vento me levar
Sei que em algum lugar
Irei chegar.
Maravilhoso será
Quando ali chegar
Onde os pássaros e o verde
Têm liberdade para reinar.
Na casinha,
Ao pé da serra
A paz irei encontrar.
quando essa galáxia implodir
eu vou lembrar que resistimos
eu vou lembrar que estivemos
onde pudemos estar
e das palavras que arremessamos
como um jogo de pingue-pongue
nem sempre eu alcanço a bola
mas faço questão de buscá-la no chão e jogar de volta
para que você a receba e o jogo persista e as horas passem
mesmo pressentindo as implosões futuras
mesmo quando o fim escala o muro e entra
a cada toque da raquete ainda espero
uma imensa millennium falcon a nos buscar –
ela não chega
mas a bola ricocheteia rente à rede em uma jogada
tão linda
meus braços elásticos a resgatar a bola da queda
e a gente ri e esquece
de ver o mundo acabar
Mas é que eu sei que eu nunca vou ser boa o bastante, para que na ponta do lápis alguém me torne poesia.
Parece que eu sempre vou estragar tudo. Tudo que eu toco, se desfaz. Toda pessoa que amo se vai. Talvez eu não sirva pra amar.
Já devem ter me perguntado um milhão de vezes se vou parar ou não. Eu me divirto inventando coisas. Ninguém quer que eu saia, sabendo que ainda dou conta.
Pode até ser que vamos durar
Mas sinceramente eu nem vou apostar
Eu sou de resolver
Você, de causar
Quero construir
Você quer desabar
Assim que eu puder ver o mundo outra vez, vou sentir o perfume das flores, vou ver a beleza das cores, e contemplar a imensidão do mar até onde a vista alcançar, vou andar sem pressa nas praças, respirar o ar puro das matas, vou sorrir outra vez vou sonhar.
Se você e eu
Sairmos uma noite
Eu vou te mostrar coisas boas
Prometo que vou mudar sua mente
Vou te enlouquecer
Mantenha isso entre eu e você
Eu vivo acreditando
Que dias melhores virão
Que um dia vou me libertar
Dessa grande solidão.
Escutando as batidas
Desse meu coração
Conseguirei sair
Dessa enorme prisão.
Viverei a vida
Como uma bela canção
Mesmo que seja
Com pouca emoção
Palavras me alimentam
Como o poéta que sou
Escrevo versos e rimas
E os contando eu vou
Nesses pequenos versos
Vou contando a minha história
Fascinada por palavras
Falando de dias de glória
Mais como qualquer ser humano
Por sofrimento eu passei
E pouco a pouco
Cada um eu superei
Fiz da minha tristeza
Minha cima
E da angústia
Minha rima
Com cada palavra
Minha melanina
VIDA
Trecho da Peça: Ansiosos para viver
Hoje, eu vou apresentar para vocês, ela!
A Vida!
Vida era uma pessoa assim, como eu, você, ...podemos dizer,..uma pessoa comum?
Uma vida corrida as vezes,
Uma vida parada em outros momentos,
Uma vida com certezas do que queria fazer na vida, mas outras vezes
Dúvidas... e olha que eram muitas...
Quem acha vive se perdendo
Por isso agora eu vou me defendendo
Da dor tão cruel desta saudade
Que, por infelicidade,
Meu pobre peito invade
Batuque é um privilégio
Ninguém aprende samba no colégio
Sambar é chorar de alegria
É sorrir de nostalgia
Dentro da melodia
DE MÃOS DADAS COM VOCÊ
Caminhando eu vou
Rumo ao infinito
De mãos dadas com Você.
Por mais que o caminho
Seja obscuro
Vou seguindo...
Porque sempre estarei
De mãos dadas com Você.
Você, que a cada dia
Dá-me razão nova de viver
Você, que ao segurar-me
Com firmeza,
Não me deixa no tropeço
Do caminho.
Lado a lado com o vento
Lá vou eu... por mais
Que a ventania esteja contra...
tudo isso porque confio,
Quando me asseguras
Que sempre estarei
De mãos dadas com Você...
Eu vou tirar, vou limar de vez sua voz
dos meus ouvidos
Eu vou tirar você e eu de nós
o dito pelo não tido
