Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Pulso ao impulso onde esta meu curso,
atrás do dia a noite logo vazia
derrete minha visão ao turvo clarão,
o que dizer se as palavras vem transcrever
um livro torturado no final de outro parágrafo .
colheita de pensamento jogado ao talento
de um verme escrivão.
Vem, filho meu,
Me leva nessa estrada
De anões, dragões e fadas
Que habitam teu quintal.
Vem, filho meu,
Papai está tão sozinho,
Me ensina teu caminho em que o bem
Vence eternamente o mal.
Me dá tua mão,
Me leva passear.
No teu mundo encantado
O bicho papão não vai pegar.
Vem, filho meu,
Vem me fazer contente.
Que a vida raramente
Convida a gente pra brincar.
No silencio, e no escuro do meu quarto sinto sua falta.
Penso como foi bom o tempo que passamos juntos
São momentos marcantes que minha mente sempre lembrará
O vazio da noite me mata pouco a pouco
Hoje sem você meu mundo é sozinho
Pois não tenho suas mãos que me tocava com carinho
Se olhar que marcava meus pensamentos
Seu cheiro que sempre ficou em meu nariz
Seus lábios que me beijava com tanta delicadeza
Pequenos atos que fazem falta
Em minhas lenhas só existe palavra vazia
Uma poeta sem amor
Folhas molhadas com lagrimas de amargura
Tristeza que é minha verdadeira amiga
Que esta em todos os momentos do meu dia
As lagrimas salgadas escorrem em meu rosto
Meus olhos não têm o mesmo brilho de alegria
Meus dias demoram mais pra passar
Minhas noites são curtas
Tudo por que você não esta mais aqui
Aquela noite em que você se foi
Nunca vou esquecer
Era madrugada, seus olhos estava cheio de tristeza.
Eles estavam te rodeando, com desespero.
Algo de ruim estava para acontecer
Eu tentei mais não consegui
O que eu mais temia foi decretado
Seus pecados seriam comprados em dobro
Um anjo de pretos veio ao seu lado
Eu o medo tomou conta de você
Esse anjo te queria, seu tempo chegou ao fim.
Aos poucos seu olhos foram fechando
Seu coração parando
E aquele barulhos significa você se foi
E o anjo chamado morte pegou em suas mãos
E te levou para onde você nunca quis ir
Seus erros foram julgados
E sentença dada
Quando acordo, a madrugada.
E não te vejo ao meu lado.
Vem a tristeza malvada.
Pra me lembrar do passado.
Passado que foi divino.
Que foi tão maravilhoso.
Que fez de mim um menino.
Com um amor tão gostoso.
E agora que estou sem ti.
Só a saudade me ampara.
Chega assim sem querer nada.
A sorrir da minha cara.
Quando acordo, a madrugada.
E não te vejo ao meu lado.
Vem a tristeza malvada.
E eu fico então calado.
Enquanto as estrelas brilharem
em nossas noites,
quero tenha certeza,
que meu anseio por ti estará vivo
cheio de movimentos harmoniosos.
Escrevo hoje para retratar
o meu desejo,
minha triste arte de amar
o meu sofrer, meu agonizar
dito aqui palavras de um puro meditar,
da descrença de amanhã te reencontrar.
Minha escola é a vida, os professores são os meu ouvidos, os diretores são meus olhos, as provas são praticas, os exercícios são sempre mentais e quem me aprova ou reprova é a vida...
A saudade
A indiferença,
A ingrata crueldade!
Num coração sem piedade e essência
Constrange
Meus olhos choram sem clemência.
Eu choro,
Lamentoso!
Pranteio.
Eu choro
Um choro choroso!
E nas cordas da minha viola
Um choro chorado e doloroso.
E num canto isolado
Soluçando um canto embargado,
O tristonho
Cavaquinho.
Revelando meus sonhos
Muito jururu canta seu Chorinho!
Ao ouvir meu pranto estriduloso
Até o sabiá chora apertado!
O chororó não canta
Mas chora um berreiro chorado.
É quando a viola
E o cavaquinho
Em meu imo,
Troveja um choro
E um Chorinho
Divinamente encantado.
