Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Não importa a quantidade nem a qualidade da companhia. Estou sempre presa, enjaulada em um mundo meu. Minha cabeça é o meu inferninho particular. Fico sempre presa em lembranças e saudades infinitas. Saudades de mim, do passado, da infância, da felicidade.
Muitas vezes achei que tinha encontrado a pessoa certa pra estar do meu lado e me enganei.
Hoje tudo que sofri valeu a pena, tudo que passou agora faz sentido. Minhas forças não cessam, ela é mais resistente agora que encontrei o meu motivo de sorrir.
Posso olhar pro lado e dizer que vai sempre estar aqui.
Falsos amores vão, porém os verdadeiros permanecem!
Não vou dizer que te amo se não tiver certeza, Nem te acorrentar pra te ter sempre do meu lado. Ao contrario serei o que você vê, serei a mesma garota louca de antes. Desde que não minta pra mim.
Avistei meu prédio, agracedi a carona e a companhia. Dei um tchauzinho acanhado. Desejei que você estivesse me esperando no portão. Desejei ver teu sorriso de recém acordado. Minha casa estava vazia, em silêncio. Primeiro tirei os sapatos, para não fazer barulho. Fui me desmontando aos poucos. Vesti a calça do pijama, uma camiseta. Fui me olhar no espelho. Eu trazia um olhar cansado, fundo, borrado. Quis que você aparecesse nesse momento. Quis ouvir tua voz. Por um segundo apertei os olhos e imaginei tua figura descontraída. Conformei-me por fim.
Nunca precisei, dizer que te amava para isto estar exposto em meu olhar. Não precisei dizer que queria você quando meu corpo tinha um total impulso querendo correr em direção ao teu. Nunca foi preciso ninguém me mostrar suas qualidades para me apaixonar, ou acordar chorando até mesmo sorrindo para saber que você era o motivo. Nunca precisei ser alguém, quando tinha o seu amor. Nunca precisei. Não será hoje, com essa dor adormecida que precisarei. Você sendo minha escolha é o que vale apena! Aliás nunca precisei de ninguém para fazê-la.
Amado, cansei tanto de te escrever. Meu coração está apertado, dolorido. Chega. Ainda te amo tanto! Mas não suporto mais sofrer. Entende? Será que um dia você vai ser capaz de entender? Cansei de encher o teu ego
Ò Senhor Deus,
Ouve a minha oração!
Escuta o meu pedido.
Responda-me, pois, és fiel e bom.
Não julgues a mim, este teu servo,
Pois ninguém é inocente
Diante de ti.
O meu inimigo me perseguiu
Até me pegar
E me derrotou completamente.
Ele me pôs numa prisão escura,
E eu sou como aqueles que
Morreram há muito tempo.
Por isso, estou quase desistindo,
E o desespero despedaça
O meu coração.
A ti levanto as mãos em oração;
Como terra seca,
Eu tenho sede de ti.
Ó Senhor Deus,
Responde-me depressa,
Pois já perdi todas as esperanças!
Não te escondas de mim
Para que eu não seja
Como aqueles
Que descem ao mundo dos mortos.
Peço que todas as manhãs
Tu me fales do teu Amor,
Pois em ti eu tenho posto
A minha confiança.
As minhas orações sobem a ti;
Mostra-me o caminho
Que devo seguir.
Ignorar os fatos,não fara que eles desapareçam; É meu bem,acredite você vai ter que enfrentar tudo isso,mais agora será sozinho!
Foram bons tempos que viraram lembranças e agora são histórias. E do meu velho relógio, já não se ouve aquele tic tac.
MEU MENINO
O menino que fui está distante
Andando sobre algum lajedo,
Vendo o resto das águas acumulado em poças
Buracos que ainda cabem peixes,
Proporcionais, ao tamanho de mim.
Falo das poças dos peixes de ornamento
Querendo saltar o menino, que por aí chora.
E tudo eu faria para ir buscá-lo,
Ter sua companhia, minha que falta
Um pedaço que ficou, melhor
Do que o que se ajoelhou , rezou e partiu.
Eu queria o menino aqui comigo,
Mas como reverter as luas, transgredir as estrelas,
Os invernos que começaram e findaram,
Tantos peixes que no fim morreram.
Mas eu, se me conheço,
Não me dei tempo, e assim mereço.
O menino chora, a essas horas,
Em que as cigarras cantam pro além.
Onde pisam aqueles pés riscados de urtigas,
Onde transportam o menino, que a mim fustiga,
Sua desaparição, seu conforto de algodão,
Suas conversas longas e boas,
Tempos sorrindo à toa.
Com quem ele se parece agora?
Com as mudanças
Que à ele não se assentaram,
É do mesmo rosto, dos mesmos olhos,
É dos mesmos dias, que não se passaram,
Dos mesmos sonhos que não aconteceram.
As estacas de unha-de-gato
Devem estar ainda encostadas no pequizeiro,
Não suportam mais a casa que sonhávamos fazer.
Uma morada de quinze palmos de largura
E nove mãos de altura.
Lá íamos morar agregados de meu pai.
Mas quem para me ajudar agora,
Cavar, fincar estacas, subir a cumeeira,
Bater o piso de malho,
Pendurar as baladeiras, os bodoques,
Espalhar as esteiras
Para dormirmos ao meio dia.
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naeno*comreservas
Ao longo dos anos, muitas escolhas...
E a menina tornou-se mulher...
E meu ser foi se transformando...
Criando vínculos...
e assumindo muitos papéis...
Uma mãe que aprende e ama...
Uma amiga que compartilha e acolhe...
Uma filha que compreende e que reverencia suas ancestrais... por suas escolhas e lutas...
Uma amante que se entrega...
Uma esposa que se abre à partilha e ao crescimento...
que administra a casa...
que, com objetividade, luta ...
que caminha pelas sendas do Direito...
E que busca em DEUS força para caminhar...
Mulher que sonha e brinca de ser feliz...
Que atende o que a alma pede...
Colorindo a vida...
e espalhando flores pelo caminho...
REFÉM
Algemada, fruto do meu coração
Consumada, minha própria condenação...
Viver sem ti, é estar sem mim
Mesmo sabendo aonde estou
Certo de que nada sou.
Certo demais,
De que não sou capaz.
Confinado, olhos da minha razão
Fustigada fio da minha canção.
lembro os teus olhos
Entre as vidraças
Te acostumando ao pavor
E eu me entreguei ao sabor
Da mesma pena e da mesma dor.
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naeno*comreservas
POR TODA PARTE
Meus olhos como que varrem
Toda a extensão da terra
E pela reta do meu ponto
Ao teu olhar que se distrai
Faz da distância inatingível
Um porto pronto a me esperar.
Mas não me esperas e nem vês a mim
Por um sortilégio o vento é que traz
Estas visões dos mesmos jardins
A rosa, o cravo, dentro de mim fazem um vergel
Uma pintura suspensa, esta paisagem e o fim
Dessa esperança e da minha paz.
Todo alucinado enxerga esse cais.
Não, não é de vera esta primavera
Que antecipo ou adio na maluquice
Dos teus olhos flores, e dos meus, quimera
Porque só Deus torna à meninice
Só Ele pode refazer o que era
Que no tempo, vai e vem, resiste
Ao teu lugar. Ver-te quem dera
Poder de novo ver teus olhos tristes
Dentro dos meus na alegria mera
Olhando o cais que ainda resiste
