Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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Sem dizer uma palavra
és meu continente austral,
a Via Láctea, a respiração,
a inspiração e a silenciação.

Sem dizer uma palavra,
és meu continente austral,
a Via Láctea, a respiração,
a inspiração e a contemplação.
És a verdadeira significação
existencial do que é o amor
plenamente na imensidão.


Seja no Médio Vale do Itajaí
ou na adorada Ilha da Magia,
em tempos de agosto
e da florada do araçazeiro,
Tu me deixas devotada
com o teu doce e amoroso jeito.


Íntegra mesmo sem estar
sob a tua amorosa presença,
sempre vejo beleza, mágica
e luz até nos dias sombrios,
Porque não impedem de traçar
rotas entre os beijos e os arrepios
que haverão de ser bem recebidos.


Porque a semente para encontrar
o Sol conhece primeiro a sombra,
E há tempos de mim tomaste conta
aqui em Rodeio, da onde a minh'alma
encanta inteira quando te encontra.

Meu delicioso sorvete,
te quero apaixonado:
[[infinitamente]].

A minh'alma feita
de América do Sul,
Ao vento confia
que o meu beijoalcance
os seus doces lábios.

O coração passou
a dançar no mesmo
ritmo do que o meu.
Percebi que somos
quasares distantes,
unidos pelo mesmo fio.


[Abismos cósmicos
podem nos unir.
Decididos podemos
brilhar mais do que
a Via Láctea inteira...]

O meu romantismo poético é opção estilística, uma maneira de manter a chama acesa e também é filtro num mundo habitado pela guerra dos sexos e pela vulgaridade extrema.

Cada verso meu é
um balão ou uma pipa
nas mãos de cada
criança palestina. 🇵🇸

Janela de Baade
para enxergar se
és meu de verdade,
Não quero a metade,
quero completo
e sem saciedade.

A tua presença é uma estrela no meu céu...

Meu peito primaveral
celebra a estação
no Hemisfério Austral;
Floresce a primícia
do ciclo da vida,
e põe a teus pés
amor, paixão e sinestesia.

O Hemisfério Celestial Sul
no meu coração faz eco.
Da meia-noite à meia-noite
não é segredo que o amor
em nós tem construído
um particular império;
não existe explicação
para este nosso mistério.

Bastaria um esbarrão com o iluminado que inventou esse VAR para comprometer meu réu primário.

⁠⁠Sempre que vejo religiosos divididos, digladiando e se julgando pela Mãe do meu Senhor, lembro o quão fácil foi persegui-lo.


E ainda há quem defenda o Céu com flechas e pedras na mão.


Quem diga amar o Cristo, mas incapaz de reconhecer o amor no olhar do irmão.


Quem cite versículos para erguer muros — e não pontes…


Sem se esquecer dos que se valem do nome de Deus e da igreja para se esconder, aparecer e se promover.


Talvez o maior escândalo da fé não esteja nas diferenças doutrinárias, mas na incapacidade de amar sem rótulos.


Foi esse mesmo zelo sem ternura que O condenou — não o ateísmo, não o império, mas a arrogância de quem julgava conhecer melhor a vontade do Pai.


E assim, em nome d’Ele, seguimos ferindo o que há de mais Divino: o Amor ao próximo!

⁠⁠Meu corpo não será velado, se alguém tiver a má intenção de lhe oferecer coroa de flores, pode se render à hombridade de convertê-la em quentinhas para tentar enganar a fome de moradores de rua.

⁠⁠Meu Pai só permitiu à Tristeza me abraçar até a minha alma aprender a chorar, porque Ele já havia tecido Lenços de Misericórdia.


Há dores que não chegam para nos destruir, mas para nos ensinar a linguagem que antes não sabíamos falar.


A Tristeza, quando autorizada pelo Pai, não vem como castigo, vem como professora silenciosa.


Ela nos abraça não para nos aprisionar, mas para que a alma — ainda rígida, ainda orgulhosa de resistir — aprenda a chorar.


Embora haja choros de remorsos e infortúnios, chorar é um verbo sagrado.


Ainda que muitos infalivelmente fortes considerem fraqueza.


Mas admitir isso seria também admitir que o Filho do Homem fraquejou.


É quando o coração finalmente admite que não é de ferro, que precisa ser cuidado, que não foi criado para atravessar desertos sozinho, longe do Pai.


E Ele sabe disso.


Por isso, Ele não impede o abraço da Tristeza de imediato.


Ele permite o tempo exato: nem um minuto além do necessário, nem um segundo aquém do aprendizado.


Enquanto a alma aprende a chorar, o céu trabalha em silêncio.


Cada lágrima encontra um destino, cada soluço é ouvido, cada queda é contada.


Antes mesmo que o pranto escorra pelo rosto, Lenços de Misericórdia já estavam sendo tecidos — fio por fio, com paciência eterna, do tamanho exato da dor.


Esses lenços não apagam a história, mas secam o excesso de peso.


Não negam a ferida, mas impedem que ela infeccione.


São gestos suaves de um Pai que nunca esteve ausente, apenas respeitou o processo.


Quando a Tristeza se retira, não leva consigo a fé; deixa uma alma mais humana no lugar, mais inteira, mais capaz de consolar.


Porque quem foi enxugado pela Misericórdia aprende, um dia, até a ser lenço nas mãos de Deus.

⁠Acho que já nasci meio Cético, mas tenho certeza de que o Immanuel Kant poliu meu Ceticismo Desapaixonado.


Não porque tenha me ensinado a duvidar de tudo, mas porque me ensinou a desconfiar das certezas fáceis e, sobretudo, das fabricadas.


Há uma diferença enorme entre não acreditar e aprender a perguntar.


O ceticismo apaixonado, imaturo, fecha janelas; o pensamento crítico mete o pé na porta.


O mundo se move com as respostas, mas subsiste com as perguntas.


Kant me fez perceber que a razão, tão orgulhosa de sua capacidade de compreender o mundo, também precisa reconhecer os seus próprios limites.


Há coisas que podemos conhecer, coisas que podemos apenas pensar que conhecemos e outras diante das quais só nos resta o silêncio.


Talvez a verdadeira Maturidade Intelectual comece justamente quando deixamos de confundir aquilo que pensamos com aquilo que sabemos.


Com o tempo, descobri que duvidar não é necessariamente afastar-se da fé.


Às vezes, a dúvida é o caminho mais curto pelo qual a fé deixa de ser herança, hábito ou medo e passa a ser uma escolha consciente.


Uma fé que nunca enfrentou perguntas difíceis pode ser apenas uma convicção protegida do vento.


Já aquela que atravessou noites de dúvidas talvez tenha aprendido a permanecer de pé sem precisar fingir que possui todas as respostas.


Talvez por isso eu desconfie tanto dos que têm explicações definitivas para quase tudo.


Há uma espécie de Arrogância Intelectual em quem transforma o mistério em certeza e uma espécie de Sabedoria Portentosa em quem consegue dizer: “não sei”.


Afinal, pensar não é acumular respostas; é aprender a formular perguntas melhores.


E talvez o meu Ceticismo Desapaixonado tenha começado como uma resistência a acreditar em qualquer coisa, mas, depois de Kant, tornou-se algo mais humilde: a disposição de não acreditar cegamente nem naquilo que eu gostaria muito que fosse verdade.


No fim, talvez seja essa a grande lição: não precisamos abandonar a fé para respeitar a razão, nem abandonar a razão para admitir o mistério.


Podemos caminhar entre as duas, conscientes de que há verdades que a mente alcança, verdades que o coração intui e mistérios diante dos quais ambos precisam aprender a se calar.


Porque, às vezes, duvidar não é perder a fé.


É apenas impedir que a nossa certeza se atreva a tentar se tornar maior do que a verdade.

3657 🗳️ Pronto! Minha Votação 2026 concluída. Será que já posso conferir se Meu Candidato venceu? Apostei com Meu Cunhado FANFO, o FANFARRÃO. Quem perder a Aposta faz churrasco de Picanha🥩, Lagosta🦞 e Camarão🦐VG para o Outro. Será que Meu Cunhado vai perder, de Novo? Será? 'O que será que será? HeHeHe ou HaHaHa!

2 Coríntios 12:9

E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo.

“É na minha fraqueza que Cristo revela Seu poder!”

⁠Não tenho medo de perde pessoas, mas sim, de que elas roubem meu tempo

"Se o meu silêncio te incomoda, senta-te e escuta-te a ti mesma,
também em silêncio — talvez consigas entender um novo
abrigo, um novo lar."

Jorge B Silva