Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Aos vinte, eu sonhava com amores épicos. Aos trinta, eu só quero paz. Cansei de investir em promessas vazias e gente que não sabe nem o que sente. Não é frieza… É filtro. Aprendi que charme sem conteúdo é só perda de tempo e meu tempo, agora, é sagrado.
Demorou, mas eu entendi:
a solitude não é ausência, é presença.
É quando a gente aprende a ficar com a própria companhia
e percebe que o silêncio pode ser um abraço.
Que a paz mora onde não há cobranças, só verdade.
Foi na solitude que me encontrei de novo.
Sem precisar provar nada, sem máscaras.
Ali, enxerguei as feridas que escondi por tanto tempo
e tive coragem de curá-las.
Com calma.
Com verdade.
Com amor-próprio.
Descobri que estar só é diferente de estar vazio.
E que, às vezes, a gente precisa da solidão pra lembrar de quem é.
Aprendi a me escolher, sem medo.
A cuidar de mim, sem pressa.
A não aceitar menos do que eu sei que mereço.
Hoje, se não for inteiro, eu não fico.
Se não for recíproco, eu me retiro.
Porque depois que a gente conhece a paz da solitude,
não se contenta mais com metades.
Me amar foi o início da minha cura.
E a minha paz… virou sagrada.
Eu desejo que você se cruze com alguém que não só te queira, mas que precise de você, que saiba enxergar suas sombras sem medo, e te faça se sentir única em um mundo de distrações. Que essa pessoa não apenas chegue, mas se instale em sua alma, te preenchendo com uma vontade insaciável, te dando paz no caos, e fazendo cada abraço parecer um refúgio. Que ela te ame não só com palavras, mas com a presença que te define, e que em cada olhar você saiba que, ao lado dela, você é a melhor versão de si mesma. Eu desejo um amor que seja tudo ou nada, que te desafie a sentir profundamente, e que, com cada toque, te faça entender que esse é o único lugar onde você pertence.
Teve um tempo em que eu me perdi…
tentando caber onde nunca fui bem-vindo.
Me doei esperando migalhas…
e confundi amor com resistência à dor.
Mas o tempo me ensinou…
que amor de verdade não pesa.
Que presença não se implora…
e que quem quer, prova.
Hoje, eu não insisto mais onde falta entrega.
Não me diminuo pra caber.
Não imploro pra ficar.
Se quiser estar ao meu lado…
que seja pra somar.
Porque depois que a gente se encontra…
entende que metade… nunca mais será suficiente.
Vida de solteiro resumida: zero contatinhos, zero conversas, só eu e a esperança insistente de que o universo vai se cansar da minha cara e, num surto de bondade, me mandar alguém tão extraordinário que vai me fazer aposentar a solteirice de vez.
Alguns quebram e nunca voltam. Eu quebrei... e me tornei inquebrável. No fim, entendi: a queda não é fracasso. E convite. Pra levantar mais forte do que antes.
Se eu não morri com tudo o que me aconteceu,
é porque nasci para ser protagonista.
Não figurante de dor alheia, nem espectador do meu próprio fim.
Já me perdi em abismos que ninguém viu.
Engoli silêncios, virei cicatriz.
Vi o mundo desabar… e ainda assim, fiquei de pé.
Aprendi a costurar minha alma nos dias em que só o vazio me acompanhava.
E foi ali, no fundo, que descobri:
quem sobrevive, não volta igual.
Volta dono da própria história.
A dor tentou me enterrar,
mas esqueceu que eu sou semente.
Hoje, reescrevo meu destino com coragem nas mãos
fogo no peito.
Porque quem já esteve no fim…
entende que o recomeço é um lugar sagrado.
E eu?
Não aceito mais ser pequeno onde nasci para ser imenso.
Ser emocionado virou piada. Sentir demais virou fraqueza. Mas eu te digo: fraco é quem finge não sentir. Fraco é quem vive pela metade pra parecer forte. Eu prefiro ser exagero, prefiro ser verdade. Prefiro transbordar do que secar por dentro. Porque gente rasa... não mergulha. Só toca a superfície e vai embora. Mas quem sente com a alma, quem ama de verdade, quem se entrega sem medo... esses ficam. Esses valem a pena. E se for pra amar, que seja com coragem. Que seja com tudo. Sem medo do ridículo, sem medo do "e se", sem medo de sentir. Que os emocionados se encontrem. E que ninguém mais se envergonhe por ter um coração que ainda pulsa de verdade. Exploda-se, amor! Seja emoção, seja intensidade, seja alma. Porque quem sente pouco... vive pouco.
"Me perdi tentando agradar… me encontrei na solitude."
Te juro… eu quase me perdi tentando ser tudo o que esperavam de mim.
Quase esqueci quem eu era, tentando caber em espaços que me diminuíam.
Me calei por medo, por cansaço, por amor.
Mas sabe o que mais doeu?
Perceber que, mesmo dando tudo, eu ainda era tratada como se fosse nada.
Foi aí que a solitude me encontrou.
No começo, doeu.
O silêncio gritava, as lembranças machucavam.
Mas aos poucos… fui me reconstruindo.
Sozinho, sim. Mas inteiro.
Hoje entendo: quem aprende a se bastar não se curva por migalhas.
Superar não é esquecer.
É lembrar sem sangrar.
É olhar para trás com coragem e seguir em frente com amor-próprio.
E que fique claro: a dor me ensinou,
mas foi a solitude que me salvou.
Eu não me apaixono fácil. Não sou de me encantar com sorrisos bonitos ou palavras bem ensaiadas. Posso contar nos dedos de uma mão quem realmente mexeu comigo… e em um único dedo quem me tirou o ar, o sono e a sanidade. Porque quando eu gosto, é raro. Quando eu sinto, é de verdade. E quando me entrego… não tem meio-termo. Ou é tudo, ou não é nada. Quem me teve de verdade, teve o meu melhor. E isso… quase ninguém teve.
Ser intenso assusta, mas viver pelo raso… ah, isso eu não sei viver. Eu sou emocionado. Quero explodir, explodir de amor. Porque o raso… ah, o raso… é nojento demais para viver.Quem sente pouco nunca vai entender quem transborda.
Ser intenso é um risco, mas viver pelo raso é pior. Eu não sei viver pela metade, e quem sente pouco nunca vai entender quem transborda.
Eu sou intenso, porque viver de maneira rasa não faz sentido para mim. Sabe, o medo de se entregar, o receio de sentir de verdade... eu não entendo isso. Eu quero amar com a alma, quero transbordar em sentimentos, em vivências. O raso me repulsa, me suga. Eu sou feito de fogo, de sentimentos avassaladores, e quem não consegue viver dessa forma, não vai entender. Não sou para quem teme sentir, sou para quem está disposto a mergulhar fundo, sem medo, sem limites. Porque quem sente pouco nunca vai saber o que é ser verdadeiramente intenso.
Às vezes me pergunto: como vai minha solteirice?
Aí eu paro e penso…
Será que vale a pena sair dela?
Pra entrar nesse mundo de casais artificiais, joguinhos e desinteresse disfarçado?
Porque eu sou intenso.
Eu gosto de sentir de verdade.
Sou emocionado, sim. Quero amor real, não amor morno.
Então, sim…
Eu amo minha solteirice.
E só quem vai me tirar dela…
Ah, só alguém extraordinário.
Hoje eu fui o motivo do sorriso de alguém… e da risada também. Obrigado, calçada. O destino é irônico: tropecei no amor… ou melhor, no meio-fio.
Ser intenso… me dilacera. Mas ser raso me apodrece.Eu não sei fingir leveza quando tudo em mim é peso.Sinto demais. Sempre senti.E juro… já tentei caber no silêncio, sorrir pequeno, amar pela metade.Mas não dá.Engolir sentimento me sufoca. Me arde. Me mata por dentro, aos poucos.O mundo pede calma. Eu sou incêndio.Queria ser fácil. Mas sou verdade, crua, dura, inteira.E se isso assusta... queassuste.Antes um coração que explode… do que uma alma que se apaga. Nessa vida que exige calma e superficialidade, ser intenso é um grito solitário dentro do caos. É carregar um peso que ninguém vê, amar com a alma exposta, sentir cada emoção como se fosse o último instante. É tentar se encaixar num mundo feito para o fácil, mas não conseguir. É viver com o coração na pele, ferido e pulsante, não por escolha, mas porque a verdade de quem somos não cabe em meio-termos. Essa intensidade que cansa, que dói, que queima é o que nos mantém vivos. Porque, no fim, é preferível explodir em verdade do que se apagar na mentira do silêncio.
Se eu pudesse voltar pros meus primeiros erros, eu abraçaria aquela versão perdida de mim e diria: vai passar... e você vai se tornar alguém incrível.
Eu me perdoo por ter me esquecido de mim, tentando ser tudo para os outros. Eu me perdoo por cada vez que aceitei migalhas achando que era amor. Eu me perdoo por não ir embora quando meu coração já implorava silêncio. Eu me perdoo pelas vezes que me sufoquei para caber no espaço de quem nunca soube me acolher. E hoje, eu me escolho. Não por orgulho, mas por amor. Porque aprendi da forma mais dolorosa que quem se abandona tentando ser inteiro para os outros, se perde. Eu me perdoo. E nesse perdão, eu me reencontro.
“Você é intenso.” Sou. Não me peça para ser leve, nem me tente a ser comum. Eu sou fogo que arde sem pedir licença, tempestade que não se controla, alma que queima e não se apaga. Quem não tem coragem de encarar essa intensidade, que fique longe. Porque eu não sou para meio-termo, para quem tem medo ou para quem quer menos. Eu sou tudo, sou paixão sem freio, sou entrega sem medo. Se não aguenta, não se aproxime. Aqui, ou se vive no limite, ou não se vive.
