Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu nunca soube, e provavelmente não saberei te dizer coisas encantadoras, mas se você parar pra me observa, vai vê tudo o que sinto de uma forma maior, e isso é mais do que palavras que se perdem no tempo.
Seria muito mesmo pedir pra viver aquele instante novamente, é que eu precisava ter certeza desse sentimento que me deixa sem chão e na dúvida de sua definição.
Não era minha pretensão te acorrentar, nem nunca será. Não que eu não queira você aqui comigo, mas é que somos feitos para acabar, somos feitos para fugir, somos bandidos de nós mesmos e se eu te acorrentar, certamente você quererá encontrar uma forma de sair desse lugar, fugir de mim, então as portas ficam abertas, fique a vontade, e por fim não entenda que ficar a vontade será quebra de respeito, ou você quebrará sua face caso isso ocorra e boa sorte
Bastava um sorriso para me apaixonar. Mas eu precisava saber que este sorriso realmente fora direcionado a mim... Ou, pensando bem... bastava um olhar...
Hoje eu tenho saudade do amanhã...
Tenho saudade imensa
Dos instantes em que não estarei ao seu lado...
Saudade das nossas conversas
Do som da sua voz...
Da sua risada gostosa...
- E das risadas que você arranca de mim!
Amanhã sentirei tanta saudade!
Sentirei saudade de tudo que não compartilharemos...
Das palavras que não diremos...
Das lágrimas que não enxugaremos no rosto um do outro...
Do seu colo, que não terei quando estiver triste...
Do afago que não farei pra lhe consolar...
- Da história que não escreveremos.
Sentirei saudade de não ter vivido um grande amor ao seu lado.
Sinto saudade do amanhã, mas do amanhã ao seu lado.
Saudade estranha e dolorida de tudo com que sonhei, e de tudo que não vivi...
E de – certeza cortante – tudo que nunca viverei...
Eu te amo quando estás presente,
E no vazio de tua ausência
Continuo te amando.
Eu te amo no sorriso
Que fazes surgir
Em meu rosto
E nas risadas gostosas
Que arranco de ti.
Eu te amo no sorrir,
Que imagino,
No brilho do olhar
Que vi,
No suor de tuas mãos,
Que pressinto.
Eu te amo nos teus dias de luz
E mais ainda nos dias sombrios.
Eu te amo na minha insegurança
Quando buscas a solidão
E te amo quando retornas
De teu exílio voluntário.
Eu te amo no ciúme que sinto
E no ciúme que finges não ter.
Eu te amo do meu jeito explícito.
E no teu jeito contido, te amo.
Eu te amo em teu talento,
Que transborda,
E te amo quando a inspiração
Te abandona.
Eu te amo pela atenção que me dás
E pela vontade de dedicar-me só a ti.
Eu te amo pelos gostos em comum
E pelas nossas diferenças, que fascinam.
Eu te amo por tuas ansiedades e teus desvarios,
E por me encontrares, quando perdida estou.
Eu te amo pelo desejo instantâneo
Que te provoco
E pelas vontades intensas
Que despertas em mim.
Eu te amo do meu jeito solto,
Sem explicações,
Promessas
Ou cobranças,
Sem planejar o amanhã,
Sem hora de chegar nem de sair.
Eu te amo sem devaneios
De amor perfeito.
E por me aceitares
Com esse amor
Tão único,
Tão meu e tão teu,
É que me deixas
Livre
E tão presa a ti.
Se me fosse concedido o desejo de estar em algum lugar, eu escolheria qualquer um, desde que fosse ao seu lado...
Se eu pudesse escolher uma forma de dormir hoje, seria nos seus braços...
Se fosse decidir como acordar, seria ouvindo sua voz, que me encanta...
Se pudesse eleger uma música para ouvir o dia todo, seria o som do seu riso de estrelas...
Se me fosse permitido definir um momento para ficar com você, seriam todos os dias, todos os instantes, seria sempre!
Se eu pudesse, decretaria sua felicidade, apagaria suas tristezas e seu cansaço, eliminaria seus medos e promoveria sua paz...
Se fosse eu a decidir, seríamos mais que um do outro: seríamos um para o outro, pelo tempo que durasse a felicidade de eu e você sermos nós...
Se eu pudesse, transformaria todos os “se” nesse nosso tão sonhado “sim”...
[Sim – te digo agora – por tudo, para tudo, sempre, pelo tempo que for!]
Eu não gosto de você!
Porque gostar... Eu gosto de tomar sundae, sem ficar pensando nas calorias que ele tem.
Gosto de abrir os braços e fechar os olhos quando venta forte, porque me sinto mais livre.
Gosto de andar descalça na grama, gosto de pegar jabuticaba no pé, gosto de ler revistas em quadrinhos deitada na rede, gosto de tomar café forte, gosto de ler poesias...
Gosto dessas coisas...
De você eu não gosto...
Você eu amo!
Eu sentia medo daquele entardecer. A noite sempre me parecera um refúgio nada insólito... cheia de segredos, que servira como esconderijo dos culpados. As noites eram sempre anunciadas com a morte do sol. Mas a esperança amenizava o medo, na profecia anunciada de que o sol nasceria de novo em algum momento.
A vida tinha perdido o brilho. Eu estava só e no escuro. Quem me dera ter um fiapo de luz naquele momento, uma vela que fosse, para que ao menos a minha sombra projetada em qualquer parede me fizesse companhia.
Eu tinha muito medo dos relâmpagos, na hora das tempestades. Até que um dia eu pensei: de que adianta o meu medo? Se o raio for mesmo cair em cima de mim, eu sofrerei duas vezes: antes de ser atingida e no momento em que for atingida. Se ele não for cair, eu sofrerei por algo inexistente... algo que nunca aconteceu! Desde então, não fico mais apavorada.
Uma coisa é ter precaução, se cuidar.
Outra, muito diferente, é ter medo.
Se isso vale para outras situações da vida, além das tempestades e relâmpagos?
Com toda certeza!
Dizem que todos que passam por nossas vidas deixam um pouco de si e levam um pouco de nós... eu ando por aí juntando os cacos que deixei com ninguém e que ficaram pelo caminho. E assim, de caco em caco, me reconstruo e quem sabe volto a ser inteira...
