Eu Vou mais eu Volto meu Amor
De vez em quando eu acordo e preparo um café da manhã especial pra mim, levo para minha cama, e isto me faz, me sentir amado.
Sabe, as vezes escrevo coisas para me livrar da solidão, eu tenho o hábito de sonhar com a vida repleta de amor, mas cada dia que passa eu acordo e vejo que tudo não passa de um sonho.
Quando estamos em sintonia com o nosso "eu" interior e exterior, até o que respiramos carrega um ar de alegria.
Deitado na minha cama
eu reflito
Acho que poderia ter feito diferente
Eu acho que sou meio inútil
E no final
eu encontro conforto
Nos meus sonhos.
Bem assim.
Algumas coisas e algumas pessoas que não me fazem bem, eu arquivo, outras no entanto eu deleto. Preciso tratar muito bem meu cérebro e meu coração. Não posso sobrecarrega-los com coisas que nao me farão bem, ou me causam algum desconforto. A vida precisa ser leve e nossos fardos também. Enquanto eu puder, vou selecionando meus sentimentos. A gente aprende na dificuldade.
Até hoje eu não identifiquei se a saudade é boa, ou se ela é ruim!
Não sei explicar... Só sei que senti-la é péssimo!
Parece que é um abismo sem fim...
Um frio na barriga...
Uma ardência no peito...
Um frio úmido dentro do coração...
Lágrimas quentes, passando pelo meu rosto!!!
Um nó na garganta...
Respiração descontrolada...
Aí como dói... Aí como a saudade me maltrata!
Eu não sou deste mundo!
Pertenço a família dos anjos renegados
Um mero forasteiro bastardo, onde o horizonte não tem fim...
Meu abraço é dissimulado, e carrego o veneno
na alma perdida.
Vim de um mundo onde eu era caçada por criaturas colossais, com olhos ofuscantes como de um farol, era tudo tão sepulcral, sem vida, sem cor, sem alma. Eu queria fugir, mas não sabia como, a cada dia que se passava, me perdia no mais profundo pensamento, só sabia correr, chorar e sofrer.
As arvores mortas de pinheiros, cobriam o céu inteiro, a neblina constante, afastava a luz do sol e da lua. Meu amargo cosmos de dor, bestas me perseguem na noite imperecível, me pergunto se há esperanças...
Eu não pude fazer nada, me entreguei as trevas, desisti de minha dolorosa vida, peço desculpas a minha desprotegida alma, pois hoje estarei partindo desse universo lutuoso.
Enquanto as pétalas caem daquela pequena flor que estava morrendo, eu observava o céu nublado, um dia escuro e inexpressivo, será que não é uma metáfora de minha própria vida? Na minha cláusula assinei a felicidade, agora se encontra rasgada no chão.
Ouvi dizer que quando estamos intensamente tristes, conseguimos sentir muito mais do que normalmente sentimos, o amor, a dor, a empatia, e talvez estejam certos...
Ao anoitecer costumo ler alguns livros fictícios, isso me ajuda a ir além do que consigo ir, já que não posso tirar os pés do chão, quando há uma corrente me prendendo. Sim, eu estou nessa casa a décadas, uma vida imortal, com o mesmo clima, os mesmos acontecimentos e os mesmos livros, todos os dias, as mesmas palavras.
UM POUCO DE HUMOR Dizem que tudo que vai volta. Certa feita emprestei um dinheiro e eu acho que ele se perdeu no caminho porque nunca voltou.
Eu poderia citar milhares de qualidades e até alguns defeitos, mas aí você perderia a chance de me conhecer. Caso me encontre por aí, faça de tudo para não me perder. Não costumo voltar e se eu pagar ranço de você é bem provável que não consiga me reconquistar.
Nada, tudo, tanto faz.
Se eu não tenho nada, logo tenho tudo,
pois tenho a liberdade de fazer tudo, sem medo de perder nada.
Como se eu tivesse vivido a minha vida inteira
Antes da primeira luz.
