Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Por que eu gosto tanto de viajar? Porque eu volto a ser aquela lá do início do namoro, leve, apaixonada, vivaz, feliz... Aquela que você lamenta não ter conhecido antes... Pois é. As minhas fugas, quero dizer, viagens, são sempre planejadas para ME procurar. E eu ME encontro, e ME namoro em minha melhor fase!
REFÚGIO
Enfim, depois de tanto tempo longe de você
Eu volto novamente pra te ver.
E vejo
Que ainda sabe acender a lareira
E a fogueira aquece o que restou de mim.
Ainda tens a mesma confiança
E acredita o quanto que eu posso mudar
Ainda me percebes a criança
E o pouco que eu tenho pra lutar.
Tão vadio, tão ingênuo, insistente
Por valados nas mazelas me lancei
Lamentando a mesma dor, insipiente
Mesmo assim na mesma cela eu entrei.
Vi nas noites densas trevas na retina
E a geada os meus passos congelar
A friagem, garras firmes assassinas.
E o naufrágio conluiado com o mar.
Deixe-me aqui por esta noite apenas
Meu amigo, meu cantinho protetor
Que se converta em perdão as minhas penas
E que das cicatrizes, raízes de amor.
Depois que o sol enfim brilhar naquela serra
E a energia deste chão me socorrer
É nessa hora que o meu pranto se encerra
E outras terras, buscarei-as pra viver.
Daqui eu tenho que sair
Para cá eu não devo tão cedo voltar
(Eu queria ir para lá)
Eu volto para o meu casulo
Volto e me refugio do restante do mundo
(Te espero para me alegrar por mais um instante)
Basta um olhar
Ou mesmo um olha
No fim da história
Eu sempre volto pra você
Basta um alô
Não mais que isso
É sempre assim
Vou correndo pra te ver
Quando um coração
Está apaixonado
Fica cego pro que é certo ou errado
Não consegue separar os sentimentos
Não se liga em pensamentos
Vive só de uma paixão
Amar é mais do que pedir perdão
Quem dita a regra é o coração
Eu só queria te querer
Preciso desse amor
Meu abraço quer teus braços
Quer você
Meus pensamentos ficam no mundo da lua
Quando você esta por perto
Decidido eu não volto pra casa
Ao lar que ocupe todas as palavras
Que a vontade conseguir pensar
Segue o vento sob minhas asas
Eu não mando mais em nada
Eu sei que é alto, mas eu vou pular...
Eu sinto o quanto sou rico quando volto para casa, sou recebido por minha familia, tenho um chuveiro quente, um prato de comida, luz eletrica, um vaso sanitário e uma cama para deitar.
Sem pensar um minuto
Volto a mim
Logo eu, que estive por ai
Me perder de novo?
Preciso me lembrar de meu lugar
Lembrar onde preciso estar
O que merece ou não meu tempo
Dar um pouco mais de atenção a meus pensamentos
Do contrário, quem escreverá esses poemas bobos?
Quem será o coração mole da casa?
Quem é que chora calado e morre por um adeus?
Adoçado no mel e na água
Um coração enorme e com esperança de amor
Com fogo por dentro, mas não pra queimar
Pra proteger e manter se movendo
Com lembrança de quem foi e medo de voltar
Voltar a pedir pelo que deve vir ao acaso
Voltar a oferecer o que não foi pedido
Se perder e não saber o caminho
Me fiz luz, pra brilhar e de longe ser visto
Pra servir de resgate
E pra se fazer encontrado
Pra iluminar ate o dia mais nublado.
Eu grito,eu choro,eu danço,eu rio,eu me perco,eu me encontro;eu fujo,eu volto,eu sou grossa;eu sou tímida,eu sou carinhosa,eu sou uma pedra,eu quero mimos,eu quero espaço,eu quero tudo do meu jeito,eu quero-te,eu sou independente,eu imagino,eu faço planos,eu tranco a cara,eu me irrito,eu sou você,eu não ligo,eu não oiço,eu vejo tudo,eu me importo,eu finjo bem,eu peço desculpas,eu deixo de querer,eu quero mais ainda,eu não gosto de competições,eu amo ganhar,eu não tiro a liberdade a ninguém,deixo voar,eu sou e quero isso tudo e lá no meio ainda quero e sou VOCÊ.
Toda vez que eu sinto saudade,eu volto ao ponto em que eu fui esquecida, rejeitada, lembro de como doeu e o quanto que doeu, e lembro que é exatamente por isso que não quero mais estar lá!
Eu tropeço, mas não caio
Eu não volto atrás
Eu não sou fácil
Eu não dou mole
Eu não sou de ninguém!
Eu sou minha!
..
As vezes eu tento odiar voce, mas ai me lembro que o ódio é pecado e caladinho volto te amar em dobro para adquirir o perdão.
