Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Eu só lamento uma coisa na minha vida, não ter tentado certas situações que eu pensava que era difícil, mas não era.
Eu não sou modinha para sair imitando todo mundo... Sou estranho? Prefiro ser num mundo de aparências.
Eu não quero tirar sua liberdade, não quero lhe podar de nada, só queria que você voasse baixo para eu poder te tocar
Eu tenho um encanto pela dona felicidade. Assumo. Alguns dizem que não dá pra ser feliz todos os dias. Que gritar a felicidade é quase ofensa. Que a afugenta. Que atrai inveja. Eu discordo. E (lamento dizer pra quem se incomoda) ela estará sempre estampada em mim. Não consigo ser diferente. Às vezes, certas tristezas tomam o lugar dela. E ela bonita e discreta, se aninha num canto e espera. E volta no meu primeiro sinal. Ela sabe que um sorriso é um convite. E volta. E se senta do lado e sorri também. Ela é paz. Cor. Cheiro. Ela é antídoto. Remédio. Salvação.
Eu venho de um lugar...
Onde a palavra DESISTIR,
simplesmente não existe...
E as dificuldades, as lutas
só me fortalecem!
Talvez eu não seja quem deva ser, isso se alguém continuar a pensar que não sou aquilo que ela queira que eu seja. No entanto, tudo pode ser ou deixar de ser conforme você ou eu queremos que seja...
Um dia ainda viro poeta, mas poeta não quero ser, o que escrevo são apenas palavras falando sobre eu e você.
Foi uma aventura prazerosa, eu sei moça.
Foi prazeroso perceber que as borboletas em seu estômago estavam alvoroçadas assim que eu me aproximava.
E suas bochechas, coradas com um tom meio rosado incriminava a sua timidez.
Sim, foi prazeroso.
Mas entenda moça, eu precisei ir. Precisei sair naquele instante.
Estava a um triz de cometer alguma loucura que não condiz com o meu caráter, você sabe.
E então precisei ir pra longe.
Longe de você, do teu perfume, do seu sorriso, da sua risada, e dessa sua doce voz, meiga e mimadinha. Mas fui.
Fui sentindo muito.
Sentindo tudo.
Sentindo demais.
Sentindo só.
Fui forte! Permiti que a razão falasse mais alto.
Mas agora, sozinho neste lugar, a culpa invade minha memória.
Como eu gostaria de ter me permitido, moça.
