Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Cansei das pessoas julgando o que devo ou não sentir
Quem eu sou de verdade, saco?
É fácil pra caralho apontar o dedo e críticar o outro
Mas assumir os próprios erros e falhas é difícil né?!
Cansei dessa hipocrisia do caralho!
Já fiz e faço merda, assumo!
Sou completamente falha!
Ainda não sei agir, sentir, pensar, amar
Mas eu tô tentando porra!
Minha carne é fraca, meus pensamentos ecoam
Me sinto em expansão, pronta para explodir
Sinto a minha vida por um fio
E eu não tô sabendo lidar com nada
Quanto mais eu sinto mais eu surto
Como se os meus sentimentos
Fossem grandes demais para o meu corpo.
Aprendi a usar armadura, a não me revelar
A ser a grossa, fria e seca
Mas que quando o bicho pega
Se desmancha toda e se mostra, se arregaça
Eu sou a porra de uma mulher
Vivendo um turbilhão de coisas
E a vida parece que ora faz sentido
Ora não faz porra de sentido nenhum.
Saco?
QUANTAS VEZES
Quantas vezes
Eu senti prazer
Em ler suas poesias
Quantas vezes
Eu me encantei
Com os versos que fazia
Quantas vezes
Você me surpreendia
Quantas vezes
Um novo poema surgia
Era diferente como escrevia
Quantas vezes
Na rede me embalava
Ouvindo a sua voz
No poema que falava
E me emocionava
Ah! Quantas vezes !
No banzeiro eu remava
Olhava o horizonte, na nascente
E via o céu e o rio, no poente
No encontro com a mata e me encantava.
Quantas vezes !
Descia o rio de canoa
Remava léguas pra te buscar
Na subida enfrentava a correnteza
Só pra gente ficar numa boa
Quantas vezes !
Fiz juras de amor toda hora
Nas noites enluaradas
No frio da madrugada
E ao romper da aurora.
Jose Gomes Paes
Poeta e escritor urucaraense
Membro da Abeppa e Alcama
( A cruz, símbolo do cristão )
Corpo de Cristo
Não quereis que eu me entregue assim
A minha imagem ainda está manchada
Deixa eu pedir perdão a quem ofendi
Para que eu possa me apresentar com alma lavada
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Os meus pecados ainda me perseguem
A cruz de Jesus é o meu refúgio
Não erreis mais na caminhada que se segue
A confissão, aos meus atos, de repúdio
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Que possa me perdoar de todos os meus pecados
Que confessei ao padre e a igreja
Na presenca de Jesus e comunidade na sacristia
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Que o fardo seja leve, manso e alado
Aberto ao amor que o coração eu esteja
Para receber o corpo de Jesus na Santa Eucaristia.
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Amém.
Poeta José Paes
De Urucará
A melancólia anda lendo Nietzsche na beira da minha cama
Eu te disse não sou um super home
Não Men solte eu não sei voar
Eu queria ficar ao invés de tá sempre rodando dentro da minha cabeça
-As vezes eu só paro pra pensar,em quem Deus se inspirou?,o que eu tenho sido pra Ele?
É cada pergunta na minha cabeça,tipo,quando Jó o questionou,mas não me comparo a Jó,pelo simples fato,de Jó ter tido o interesse de ser fiel.E eu,aah,eu sou um abatido pecador,que não se arrepende das coisas que faz,apenas sinto "remorso".
Deus em toda a sua criação,nos ensinou que ninguém nasceu pra ser sozinho,mas eu ainda insisto em me prender em um quarto de quatro paredes,ainda me vejo sozinho,mesmo sabendo que "Deus,Jesus o Espirito Santo" ambos permanecem comigo.
Mas ainda que eu me isole,ainda que eu sinta os prazeres da dor da solidão,eu ainda tenho forças pra ajudar pessoas,pra que elas não acabem como eu,talvez.Talvez eu tenha entendido,que mesmo que eu esteja preso,eu esteja preso pra libertar pessoas,de problemas não iguais,ou piores que os meus,mas o fato de se "libertar",sempre vai ser a forma mais parecida de dizer,"Estou livre".
Diz o Senhor: E fui eu que criei o assolador para destruir;
E até o fim haverá guerra e estão determinadas desolações, tristezas...
E sobre as asas das abominações, maldades, desamor, antipatia, aversão virá o assolador;
até a destruição determinada...
Já ouvi muitos aqui na terra orarem determinando o cessar do desolador;
E por mais que os mesmos digam em nome de Jesus, isto me intriga,
ao observar a vida dos mesmos;
Poderia Deus voltar atrás em sua palavra, quebrar princípios, deixar de ser Deus por falta de conhecimento de um humano?
Responda você mesmo;
A falta de conhecimento leva a destruição, ruína o homem carnal.
Eu meio que criei um personagem odioso. Nesse conflito dele com a natureza, eu torceria pela natureza. Tive um certo receio de que essa antipatia pelo personagem prejudicasse a leitura, que os leitores abandonassem o livro por isso. Mas fico feliz que os leitores têm apreciado o livro, mesmo detestando o personagem, e que alguns até conseguem ter simpatia ou atração por ele.
De repente, do nada, eu me senti assim como se estupefato. Sim, não que houvesse alguma coisa ou alguém diante do que eu pudesse me sentir em raro espanto. A ocorrência da felina já tinha passado.
Pudera eu navegar no exagero dos teus olhos e me achar em qualquer lugar, pois qualquer lugar que lá esteja tais olhos, é o melhor que há de ser.
💕Quando a noite chega, eu gosto de olhar para o céu estrelado, na esperança de uma estrela cadente passar e eu pedir para ser teu namorado💕
Pode Até Me
Ferir Com Seus
Espinhos; Mas Saiba
Que Eu Sinto
Todo O Perfume
Que Exala Da
Flor Que Existe
Em Você...
E no lugar das flores eu te trouxe um flow
Daqueles que você vai se identificar
Fiz pra falar do celular que tu jogou na parede
A tela trincou por não querer te retornar
Eu não sei se você realmente vem hoje, mas só a possibilidade de você chegar é suficiente para colocar 24 horas de sorriso em minha boca.
Soneto da Saudade.
Se eu disser que sinto saudades,
Você dirá que estou sendo grudento?
E se eu falar que te amo pra toda vida,
Soará como um clichê?
Se eu der mil passos para frente,
Estarei mais próximo à você?
Mais se eu der mil passos para trás,
Ficarei mais distante?
Se eu estiver sendo bobo mesmo que por um instante,
Não me diga. disfarce.
O que você vai fazer de cada segundo vívido?
Não sabe? Então os recicle
E faça deles novos segundos para se viver.
Lembre-se que até no tropeçar
Te impulsionará para frente.
Se eu te julgar, amanhã serei julgado
E se hoje eu te amar, amanhã serei amado?
Quero um bocado dos teus beijos,
De poesias e abraços.
Um bocado de momentos,
De noites e manhãs.
E no amanhecer...
Terei meu bom café, minha poesia
E você, meu grande amor.
Escrito por
Luan C.
Queria te dizer tudo que guardo em mim, tudo aquilo que eu sempre quis falar, expressar, demonstrar...
Mas daí penso que não irei ser correspondida, que não irá me entender, por isso me prendo, me prendo por não demostrar o que quero, por não me expressar com forme os meus sentimentos, de não falar oq sempre quis falar.
Me desculpe, minha insegurança não deixa eu te amar...
Balada para a fugitiva.
Eu preferi ir ver a vida, ela não me abandonou e saiu por ai. Talvez eu a tenha abandonado, quando abri mão dos meus sonhos. Não me comprazerei com tua amargura, tão pouco com tua covardia em viver. Não mendigarei sua atenção para com minhas mazelas, pois delas tenho ciência ser de minha responsabilidade. Irei furtar-me ao direito de tua presença para não mais sofrer a tentação de vulnerabilizar-me diante de ti ou outrem.
Não verbalizarei de forma audível minha frustração, me aterei a efemeridade da escrita poética, onde poderei esconder minha raiva, contida em vernáculos pouco conhecidos e externar minha frustração de forma contida e dúbia, onde só os mais avisados poderão vislumbrar o sentimento oculto e ao mesmo tempo explicito.
Não chorarei. Não por insensibilidade, mas por convicção de inutilidade, deixarei que a vida flua, ainda que sem você. Esperarei pacientemente que as feridas se cicatrizem e partirei novamente para uma nova jornada de afeto, onde você será apenas uma cicatriz a ser lembrada e nada mais.
Lamento sim, pelo que sua covardia nos privou, poderíamos ter vivido e experimentado muito mais juntos, testado as limitações que nossas vidas nos impuseram, descoberto os prazeres que nossos corpos almejavam. Mas seu medo fala mais alto e preferistes a tua solidão.
Ouço lá fora o agouro da coruja, mas não me soa como agouro, apenas um lamento, tão lúgubre quanto o meu nesse momento. Mas a manhã vem se aproximando e vou encontra-la sem medo, renovado, ainda com certeza quebrantado, mas disposto a prosseguir, com ou sem você.
Teu choro me comoveria se fosse o choro da desilusão, por um erro cometido, um amor atrevido e não correspondido, fruto do desgaste depois de tudo tentado e ainda assim mal sucedido. Mas teu choro é o choro dos que se acovardam, portanto não é digno de complacência ou cumplicidade daqueles que te cercam, quase merecedor de pesar, mas ainda assim não o receberá de minha parte.
Siga em disparada. Para dentro de sua infelicidade, pois se te assombra o medo de ser feliz, ainda que por um ínfimo tempo, abraça já teu demônio da infelicidade que a muito te espreita e então tá, vá chorar. E seja infeliz o quanto desejares, até ao mais fundo ondes te aprazerás de tua própria auto piedade.
