Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Nem toda dor quer palco.
Algumas só querem consciência.
Quando eu dei nome ao que doía,
a dor diminuiu
e eu cresci.
🌙🌱
Carta à Hora Zero
Eu queria voltar
não para mudar o mundo,
mas para silenciar o relógio
antes do primeiro “agora”.
Às 00h00 de um janeiro antigo,
o tempo piscou
e eu já estava aqui
presa dentro de um corpo
que sente demais para este chão.
Não cheguei em casa.
Caí em território desconhecido,
com uma memória vaga
de algo que parecia
mais verdadeiro do que isto.
Nasci sem mapa,
com nervos de vidro
e uma saudade
que não cabe em palavras.
Enquanto outros aprendiam
as regras do jogo,
eu procurava
a porta de saída
do labirinto.
Carreguei dias
como quem carrega pedras no peito
e ainda me pediam
que eu chamasse isso de vida.
Hoje os parabéns
chovem sobre mim
como pétalas sobre um velório:
belos para quem olha,
dolorosos para quem ficou.
Não é sobre morrer.
Eu só não reconheço
este lugar
como o meu.
Se eu pudesse falar com o Criador,
não pediria o fim,
só uma explicação:
“De onde eu vim
que nada aqui me parece lar?”
Mesmo cansada,
continuo respirando,
não como escolha,
mas como quem ainda
não recebeu permissão para partir.
Talvez eu seja isso:
uma alma em exílio,
olhando o mundo
como quem olha pela janela
de um trem que nunca escolheu pegar.
Amizades que Sabem Ficar
Eu sou feita de profundidade.
Quem me ama aprende a nadar,
quem me teme fica na margem
e me chama de silêncio.
Minhas amizades não me prendem ,
criam raízes.
Algumas vivem sob a terra,
outras sustentam o tronco dos dias,
há galhos que seguem outros sóis
sem nunca romper a origem.
Também acolho folhas.
Elas chegam leves,
embelezam a estação,
partem quando o vento pede.
E está tudo bem.
Nada que foi verdadeiro se perde.
Sou oceano em estado de gente.
Não grito minha maré,
não imploro mergulhos.
Permaneço.
Aprendi cedo
que amar não é disputar espaço,
é reconhecer profundidade.
Que vínculo não se mede pela presença constante,
mas pela lealdade silenciosa
de quem nunca tentou me apagar.
Quando sinto desalinho,
recolho a voz.
Meu silêncio lê.
Meu coração decide.
Quem é raiz volta.
Quem é fruto permanece.
Quem é superfície segue ,
sem mágoa, sem ferida.
E sigo assim:
inteira, líquida, verdadeira.
Com poucas mãos nas minhas,
mas todas capazes de sustentar
o peso bonito de quem eu sou.
O mundo não já estava pronto e eu...
Incompleta!
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Pietisa do cerrado
Copyright direitos autirais
Aqui estou eu.
Super alinhada para provocar choques sem para raio..!
Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado
Copyright direitos autirais
Hoje a tristeza me inspira, a ansiedade me devasta e o medo toma conta de mim, hoje eu queria apagar minhas ruins memórias e tirar de dentro do meu coração tudo que me faz te lembrar, eu queria bloquear teu número e esquecer que nesse mundo você é alguém, hoje eu imploro ao meu subconsciente que te esqueça e que quando eu esqueça da dor que tu me causas-te ele me afogue em memórias para eu nunca mais te querer, eu te amei em um nível explosivo e deixei de me enxergar, adoeci minha criança e frustei a mulher que eu sonhei me tornar, hoje eu sonho em me resgatar do fundo do poço que me deixas-te eu sei que aqui não é o meu lugar.
Me perdi de quem sou e pra ser sincera me perde teve um alto preço, eu me analiso em frente ao espelho já não tenho mas identidade, sou um reflexo de fracasso criado pelo meu amor, como um boneco de massa fui moldada para ser sua, quem eu fui já nem sei.
Para aonde foi aquele garota? Para aonde foi seus sonhos ?
O hoje é um reflexo de destruição um ponto no meio de uma multidão, uma voz calada, uma vontade de ir e um medo de encarar o novo, o hoje é um acreditar de que não é capaz de conseguir, e a insegurança de ser quem é, quem me moldou assim? Há foi o meu amor !
Eu gosto da minha solidão.
Gosto da paz de estar comigo, da liberdade de fazer minhas escolhas, do silêncio e da tranquilidade que construí dentro de mim.
Mas isso não significa que eu não queira amar.
Eu ainda anseio por conhecer alguém que tenha a mesma vontade de construir, cuidar, demonstrar e viver um amor de verdade.
Alguém que não tenha medo de sentir.
Que entenda que amor não é apenas estar junto, mas fazer questão.
Que saiba conversar, respeitar, demonstrar carinho e escolher a relação todos os dias.
Eu não quero alguém para preencher um vazio.
Porque eu aprendi a ficar bem sozinho.
Quero alguém que venha para somar à paz que já encontrei.
Alguém com quem eu possa dividir a vida sem precisar abrir mão de mim.
Porque estar sozinho é uma escolha que eu sei viver.
Mas encontrar alguém que queira amar com a mesma intensidade que eu?
Isso eu ainda espero.
Eu gosto da minha solidão,
da paz que encontrei em mim,
do silêncio que não pesa
e da liberdade de ser quem sou.
Mas estar bem sozinho
não significa não querer amar.
Ainda desejo encontrar alguém
que saiba ficar, cuidar e sentir.
Alguém que faça questão,
que escolha o amor todos os dias
e entenda que amar também é presença.
Não quero alguém para preencher vazios.
Quero alguém que chegue para somar,
que caminhe ao meu lado
sem me fazer perder de mim.
Porque aprendi a ser inteiro sozinho.
Mas, no fundo, ainda espero
encontrar alguém que queira amar
com a mesma verdade e intensidade
que eu tenho para oferecer.
Observe o sol.
Canalize a luz.
Sinta o movimento.
Escute o próprio corpo respirar.
Eu fui uma pequena partícula,
sem saber da imensidão que carregava.
Agora, arrasto os pés pela terra,
levanto poeira
e incendeio o caminho.
Sou coração.
Sou alma.
Sou fé.
Tenho medo, mas continuo.
Porque não existe esperança em desistir.
Eu sou a esperança.
E quando a luz ferir meus olhos,
ainda assim,
vou olhar para o alto.
Observe o sol.
Eu poderia ser uma adolescente normal se não tivesse uma família formada por 11 pessoas.
Eu deveria ter sido uma criança normal se não fosse as responsabilidades que eu cumpria.
Eu gostaria de gostar do que eu faço se não fosse obrigada a fazer.
Eu deveria freqüentar ambientes de lazer se não tivesse que trabalhar
Eu deveria reclamar quando dizem algo que eu não gosto, se não tivesse inspiração para descrever cada situação.
Eu poderia reivindicar quando sou julgada injustamente, mas calo-me e a humildade prevalece.
Eu deveria ter uma péssima impressão da vida se não fosse a paixão que eu tenho pelo viver.
Eu até poderia entregar rosas, mas as malditas têm espinhos. Então, preferi entregar determinação, amor, paz, cuidado e a melhor versão de mim.
P.S.: Estou falando de frente para o espelho.
Eu acredito que estava doente, ou talvez ainda esteja assimilando a forma como conduzo a minha vida durante esses seis meses em que estou me tratando. Acabei vivendo coisas que não me convém dizer com tanta firmeza, como estar doente mentalmente. Às vezes, reconhecer isso é o seu maior autodiagnóstico, e talvez seja uma coisa muito boa para poder refletir. Por exemplo, eu vejo passarinhos voando para além daquilo que eles parecem limitados a fazer, e eu sou igual a eles: para desviar das rotas dos ventos, acabei escrevendo livros, colocando imaginações onde talvez não devessem ser colocadas e me aprofundando em coisas que um passarinho jamais poderia mudar em seu trajeto. Ou seja, talvez eu não seja um passarinho. Ou talvez uma loucura maior seja apenas a sua própria lucidez gritando mais alto. Mas por que a gente grita mais alto se pode simplesmente dar um passo adiante e pensar? Eu imagino que o mundo seria muito colorido, como um arco-íris. Parei para pensar e ressaltar aqui: nem o arco-íris é tão bonito quanto a minha mente. Eu acho o arco-íris colorido demais, enquanto eu ainda vivo em preto e branco. Não consigo me desligar daquilo que sou, do mundo em que estou, para enxergar apenas o mundo que as pessoas veem. Um passarinho, às vezes, você vê como um animal silvestre; às vezes, vê um pombo; às vezes, qualquer outra espécie. Mas eu sou um tipo raro. Sou um tipo raro que ainda não sei descrever. Já parei para pensar que um passarinho pode ser desleal com a própria vida e que, se formos como um passarinho que descobriu a razão de voar e mudar sua rota para além dos limites geográficos e daquilo que lhe foi concedido durante a vida, talvez sejamos iguais a um passarinho preso em uma gaiola, presos dentro da nossa própria cabeça, em um lugar onde ninguém mais consegue entrar e, ao mesmo tempo, onde só nós conseguimos sair e entrar. Meu diagnóstico é o CID 411, mas, mesmo assim, será que vou estar bem? Só me resta saber se um dia estarei. Se um dia eu, como o passarinho que afirmo ser agora, voarei para bem longe, bem, bem longe mesmo, para que um dia eu não precise mais estar preso nessa gaiola. Talvez, por eu ter o sobrenome Silva, eu fosse como esses passarinhos silvestres que tentam prender, mas que continuam sendo tão silvestres, tão grandes em sua forma, tão bonitos e devastadores em sua inteligência e capacidade. Mas não estou falando mais de passarinhos. Passarinhos são apenas uma metáfora que estou usando para tentar desiludir as pessoas que pensam que estão doentes ou imaginam estar, embora eu esteja, de fato, passando por isso. Quero que elas acreditem que um passarinho, mesmo preso dentro da própria consciência, consegue fazer-se voar para bem longe. É uma coisa muito boa imaginar que você está livre. Você é um passarinho e quer viver livre, não em uma gaiola, não em um cativeiro, não em coisas que não lhe agradam. Por exemplo, você pode ser uma historinha contada pelos outros ou por si próprio, mentindo para si mesmo. Mas, convenhamos: somos passarinhos e precisamos sentir que essa metamorfose, ou essa história de estarmos doentes, não nos define por completo. Estamos doentes? Talvez estejamos. Estamos totalmente doentes? Talvez. Mas isso não limita quem somos, nem resume a nossa existência a um diagnóstico ou a qualquer outra coisa. Eu posso ter o CID 411, mas, ao mesmo tempo, existe uma pessoa dentro de mim e uma vida que eu carrego. E essa pessoa não é um passarinho, não é o CID 411, não é coisa nenhuma disso. É a pureza de viver apaixonadamente pela vida e por aquilo que ela nos dá em troca, enquanto tentamos vivê-la de uma forma tão boa, tão dócil e tão maravilhosa que só conseguimos descrevê-la em uma única coisa: amar a si mesmo acima de tudo, afirmar-se acima de tudo e permitir-se voar além de um passarinho comum, além de qualquer limite que pareça ter sido colocado diante de nós. Mas, acima de tudo, permanecer firme onde você estiver e onde quiser estar daqui para frente. Não viemos em vão para a Terra. Talvez todos tenhamos um propósito, e resta a nós procurá-lo. Então eu digo a mim mesmo: estou procurando o meu propósito. E, ao mesmo tempo, desejo que as pessoas que um dia lerem meus livros e todas as minhas obras encontrem o próprio propósito. Não sei qual é a sua idade ou em que momento da vida você esteja, mas escute bem: o maior propósito que existe não é apenas viver a vida. É fazer da própria vida uma verdadeira luxúria de existência. E a maior luxúria é vivê-la intensamente: cultivar plantas, cuidar de roseiras, construir um jardim, observar coisas lindas crescendo diante dos seus olhos. Não digo isso porque meu pai é jardineiro ou trabalha com ambientação ou algo do tipo. Digo porque já convivo com pessoas que possuem uma ligação profunda com a vida selvagem e com essas vidas silenciosas das plantas, como meu pai e minha avó, que faleceu em 2012. E quero dizer uma coisa: cultivem a vida de vocês ao máximo que lhes for permitido. Não quero que vocês olhem para este texto, para tudo o que escrevi e para tudo aquilo que carrego na minha própria descrição e entendam apenas aquilo que é permitido por Deus e pelo mundo. Talvez a maior confusão seja justamente aquilo que almejamos. Como expliquei em tudo isso, seja você mesmo com aquilo que tem hoje. Desde cultivar uma planta até apreciar um passarinho, ou até mesmo tornar-se, simbolicamente, um passarinho que deseja voar. Mas saiba: talvez não existam limites; existem apenas pessoas que querem viver além daquilo que os próprios olhos conseguem enxergar. E, ao mesmo tempo, elas podem viver isso se permitirem a si mesmas. Então é isso: permita-se viver aquilo que você tem até aqui. Tudo o que você tiver até aqui na sua vida, cultive como uma planta. Cultive até aquilo que você estiver oferecendo. Pode ser um brownie de chocolate, um bolo vendido no semáforo, um cafezinho no semáforo... não sei o que você vai fazer, mas cultive. Seja um passarinho, seja alguém selvagem, seja quem você é. Se você tiver o sobrenome Silva, carregue-o; se não tiver, faça o seu próprio caminho. Mas, acima de tudo, saiba que você é livre para decidir o rumo da sua vida. Só não faça desse rumo uma razão para derrubar a vida de outras pessoas. E, acima de tudo, persista. Vá estudar. Faça um concurso público, caso queira e esteja pensando nisso. Construa alguma coisa. Recomece quantas vezes forem necessárias. Mas seja, acima de tudo, o verdadeiro cultivador da sua própria história. Até breve, com amor e carinho. Jefferson Marconis Lima Silva (Jeff Marconis — Marconismo)
Que eu seja como o girassol: encontre força na luz, beleza nos recomeços e coragem para florescer e seguir todos os dias.
Eu vejo tudo como aprendizado, porque escolhi não carregar ressentimentos no coração. Cada experiência, seja boa ou difícil, traz uma lição que me ajuda a crescer, amadurecer e enxergar a vida com mais sabedoria. Não guardo mágoas; guardo aprendizados. Afinal, seguir em frente com leveza é muito melhor do que permanecer preso ao que já passou. Cada desafio me fortalece e me transforma em uma versão melhor de mim mesma.
Eu te amo de um jeito que vai além de qualquer imperfeição. Aos meus olhos, tudo em você é especial, e é exatamente quem você é que faz você ser perfeito para mim.
Antes de você chegar, eu nem imaginava que alguém pudesse transformar meus dias de forma tão bonita. Ter você na minha vida foi um dos maiores presentes que o destino me deu, e a cada dia tenho mais certeza de que conhecer você foi uma das melhores coisas que já me aconteceu.
Tem dias em que tudo o que eu quero é um abraço demorado, ficar colada em alguém que me faça sentir segura. Em outros, o que mais preciso é da minha própria companhia, do silêncio e da paz que só a solidão pode oferecer.
Às vezes, sinto vontade de conversar por horas, dividir pensamentos, rir, desabafar. Em outras, as palavras parecem pesar, e o silêncio se torna a forma mais sincera de expressar o que estou sentindo.
Aprendi que não há contradição nisso. Somos feitos de fases, emoções e necessidades que mudam o tempo todo. Nem sempre precisamos explicar nossos altos e baixos. Às vezes, basta respeitar o que o coração pede em cada momento. Afinal, acolher a si mesmo também é uma forma de amor.
