Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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"Eu estou entre o abismo e a ponte."


— Jalison Santos

"O Éden era para nós, mas eu me tirou de lá."


— Jalison Santos

O mistério é:
"Mas Quando eu estava na caminhada para me reerguer.
Porque nem um pingo de atenção você me dava?"

Mesmo sem querer.
o futuro obriga a dizer, mas é Triste ter que dizer:
"Eu teria feito tudo por você."

Eu disse que estou caindo.
e não é uma queda rápida
é lenta, contínua…
dessas que parecem não ter fundo.
eu estou em uma fase
que não suporta mais nada.
cada dor chega como se fosse única,
infinita, profunda, árdua…
como se eu não fosse atravessar.
e mesmo fazendo parte de um todo,
cada uma delas, sozinha,
já é um abismo.
neste momento
eu estou exausta.
cansada. triste. melancólica.
eu calo… e calo…
e ainda assim choro.
grito por dentro.
e não consigo desligar.
a vida me chama pra continuar,
me pede presença, responsabilidade, cuidado…
mas por dentro
tudo em mim só queria parar.
eu preciso ser forte para os outros,
mesmo quando ninguém é por mim.
então eu guardo a minha dor no bolso
e sigo… como dá.
tem tanta coisa que eu queria dizer,
retrucar, gritar, responder…
mas eu me calo.
e perdoo, em silêncio,
a insensatez de quem não sabe o que diz.
porque não sabem o que eu sinto.
não sabem como eu sinto.
e talvez seja melhor que não saibam.
porque desejar que saibam
seria desejar que sentissem o mesmo.
e eu não desejo isso a ninguém.
então não…
eu não espero que me entendam.
mas eu estou cansada.
cansada de uma dor
que não parece ter fim.
e quando tudo em mim acredita
que isso nunca vai passar…
o pensamento que vem
não é sobre viver
é sobre querer que isso acabe.

Eu sinto uma angústia fatalista tão profunda e sombria. Sinto como que borboletas negras em minha barriga. Negras, avisando sobre o futuro luto… sobre a contingência… sobre as consequências de escolhas mal feitas. Mas também, sobre a vida. Suas facetas. Seus ciclos. Sua tragédia. Seu drama. Sua comédia. Sua ação. E seu fim.


[...]


Eu tenho esperança; sabe? Esperança, pelo menos agora com um pouco mais de maturidade, de um futuro. Nem melhor, nem pior, nem igual. E nem diferente. Sim, nonsense, né? Pois é! A vida é assim, às vezes. Eu aprendi que mais mal faz, encher as bagagens de esperança querendo encontrar o equilíbrio — e o pior: achando que vai — do que carregar consigo um pouco de cada tempero, até a desesperança, para… no fim das contas… mandar o equilíbrio e sua antítese às favas!

O Universo que Me Habita

Há quem passe pela vida colecionando encontros. Eu prefiro colecionar profundidades.

Nunca soube amar pela metade, conversar pela metade ou sentir pela metade. Talvez por isso o mundo, tantas vezes, pareça apressado demais para quem aprendeu que as coisas mais importantes não nascem da velocidade, mas da permanência.

Carrego valores que o tempo insiste em chamar de antigos. Eu os chamo de eternos.

Ainda acredito na palavra que vale mais que uma assinatura. Na presença que não precisa disputar espaço com distrações. No respeito que permanece mesmo quando ninguém está olhando. Na delicadeza que nunca perdeu a força. Na obediência a Deus, não por medo, mas porque descobri que Sua vontade sempre enxerga mais longe do que os meus desejos.

Sou romântica, mas não apenas no amor entre duas pessoas. Sou romântica diante da vida.

Vejo beleza no café servido com calma, nas cartas escritas à mão, no silêncio compartilhado, nas orações que ninguém ouviu, nos gestos que jamais serão fotografados e, justamente por isso, pertencem ao que há de mais verdadeiro.

Aprendi que caráter é aquilo que continua existindo quando desaparecem os aplausos. Que integridade é permanecer a mesma pessoa, ainda que ninguém reconheça o esforço. E que existem princípios que não foram feitos para serem negociados, porque, quando os vendemos, perdemos partes de nós.

Às vezes sinto que faço parte do universo. Outras vezes, tenho a impressão de que um universo inteiro vive dentro de mim.

Um oceano silencioso, profundo e quase inexplorado.

Nele existem perguntas que ainda não encontrei coragem para fazer. Sonhos que Deus conhece antes mesmo de eu lhes dar um nome. Memórias, esperanças e uma fé que insiste em florescer até nas estações mais secas da alma.

Não tenho pressa de chegar à superfície.

Algumas riquezas só existem nas grandes profundidades.

E talvez seja esse o meu jeito de existir: mergulhando.

Porque quem vive apenas na superfície conhece as ondas.

Mas quem aprende a descer encontra o silêncio, a verdade e Deus.

E é lá, onde poucos se aventuram, que a minha alma se sente em casa.

Deus, hoje eu só preciso que o Senhor me enxergue.

Não vim fazer uma oração bonita. Não vim repetir palavras que já não conseguem traduzir o que existe dentro de mim. Hoje eu só vim porque já não consigo carregar sozinha o peso que tenho sentido.

O Senhor conhece cada renúncia que fiz. Conhece cada desejo que calei, cada lágrima que escondi, cada vez que escolhi obedecer mesmo quando tudo em mim queria desistir. Eu tentei ser fiel. Tentei acreditar que toda espera teria um propósito e que nenhuma entrega feita ao Senhor seria em vão.

Mas existe um lado da espera sobre o qual quase ninguém fala.

Ninguém fala da angústia de um corpo que também sente. Da mulher que também deseja ser acolhida, amada, escolhida, desejada e cuidada. Ninguém fala da solidão que visita o quarto quando a noite chega, nem da batalha silenciosa entre a carne e o espírito. Como se viver um propósito anulasse aquilo que também fomos criados para sentir.

E eu sinto, Deus.

Sinto falta de um abraço que permaneça. De um olhar que me encontre. De alguém que faça o meu coração descansar sem que eu precise lutar tanto para acreditar que vale a pena continuar esperando.

Há dias em que me pergunto se não estou apenas assistindo à vida passar pela janela. Enquanto tantos vivem, constroem histórias e encontram companhia, eu permaneço aqui, presa entre crenças, renúncias e promessas que ainda não consigo tocar. Às vezes, tudo parece distante demais. Até a esperança.

Perdoa-me por dizer isso, mas hoje a espera pesa.

Pesa porque eu também sou carne. Sou mulher. Tenho emoções, tenho desejos, tenho medos. E, por mais que o meu espírito queira Te honrar, há dias em que meu corpo se cansa de esperar por respostas que nunca chegam.

Então eu Te pergunto, com toda a sinceridade que ainda me resta: o que o Senhor quer de mim que eu ainda não consegui compreender? Onde estou falhando? O que ainda preciso aprender? Porque eu tenho tentado. Tenho obedecido dentro das minhas limitações. Tenho permanecido quando tudo em mim queria correr para qualquer lugar onde a dor parecesse menor.

Se for para continuar esperando, faz com que essa espera se torne leve. Se ainda não chegou o tempo da resposta, sustenta-me até ela. Mas, por favor, não permita que eu me perca de mim enquanto caminho em direção à Tua vontade.

Olha para mim, Deus.

Não para a mulher que tenta parecer forte diante dos outros, mas para a filha que hoje se sente cansada, confusa e profundamente aflita. Acolhe aquilo que nem eu consigo nomear. Abraça o que em mim está ferido. E, se eu estiver caminhando na direção certa, dá-me apenas a graça de continuar.

Porque hoje eu não preciso de explicações.

Hoje eu só preciso sentir que o Senhor continua aqui.

Não me queixo
Eu não soube te amar
Mas não deixo
De querer conquistar
Uma coisa
Qualquer em você
O que será?

Como nunca se mostra
O outro lado da lua
Eu desejo viajar
Do outro lado da sua
Meu coração
Galinha de leão
Não quer mais
Amarrar frustração
O eclipse oculto
Na luz do verão...

Saudade até que é bom
É melhor que caminhar vazio
A esperança é um dom
Que eu tenho em mim, eu tenho sim

Tudo era apenas uma brincadeira
E foi crescendo, crescendo, me absorvendo
E de repente eu me vi assim
Completamente seu

Vi a minha força amarrada no seu passo
Vi que sem você não há caminho, não me acho
Vi um grande amor gritar dentro de mim...

⁠Por que você me esquece e some?
E se eu me interessar por alguém?
E se ela, de repente, me ganha?

Caetano Veloso

Nota: Trecho da música Sozinho, com composição de Peninha.

Depois que eu li "Eu que nunca conheci os homens" me peguei fazendo uma profunda reflexão sobre a razão da minha própria existência e no que eu quero pra mim mesmo e eu tenho ambições tão baixas que fico me perguntando se tudo isso não é só um ciclo repetitivo de dias até a morte.


Tudo que eu queria na minha vida é nunca mais trabalhar e passar meus dias indo tomar um sorvete na praça enquanto eu leio um livro, é só isso... então penso, isso é normal? Alguém querer tão pouco da própria vida? Alguém ser tão recluso como eu? Será que eu não poderia viver minha pobre vida no silêncio de uma página?


Então eu vou envelhecer ou talvez até morrer sem saber como é a tranquilidade de uma vida pacata com os livros, quando eu tiver velho e cheio de doenças, gastando todo meu dinheiro com plano de saúde e remédio, não vou ter como aproveitar do jeito que eu aproveitaria se fosse jovem.


O quão injusto é não termos o direito de desfrutar da nossa juventude? De termos 1 mês no ano pra tentar repor as energias para mais 11 meses ou mais de trabalho ininterrupto, eu não quero trabalhar, não quero acordar cedo, não quero nada disso, eu só quero ficar na minha casa, acordar 10hrs da manhã, tomar café, arrumar a casa, ler, tomar banho, assistir uma serie, ir na biblioteca, ir num restaurante no final de semana, passear na praia, ir no cinema, sem pensar que no dia seguinte eu tenho que voltar pra mesma rotina cansativa.


Eu não sou uma pessoa enérgica, todas minhas relações pessoais são de baixíssima manutenção, eu sou introspectivo, eu sou pacato e caseiro, essa é a vida que eu quero levar.


É impressionante a quantidade de vezes que eu preciso continuar me perguntando qual é o meu propósito na terra, por que estou aqui? Por que preciso fazer o que faço? Tem sentido ainda eu continuar? E por mais que eu insista em dizer pra mim mesmo que o sentido sou eu quem faz, no fim do dia tudo parece vazio, e eu continuo novamente mentindo pra mim mesmo, de novo e de novo, sem nunca conseguir me convencer.


Mas aqui eu estou, vivendo um dia após o outro, aceitando que talvez eu nunca tenha respostas pras minhas perguntas, que vou continuar lendo livros existencialistas e nunca me sentindo satisfeito.


Será que se eu fosse rico eu ainda ia pensar assim? Provavelmente não, mas quem sabe? Tudo que posso fazer é um exercício de imaginação.


Quantas perguntas mais eu preciso me fazer até me dar conta de que não existe porquê faze-las se nunca terei as respostas?


Os livros são o único lugar em que me permito viajar e vivenciar mais vidas e perguntas do que me cabem.

⁠— Morrer é fácil. Tem coisa muito pior que morrer. Eu acordo todo dia querendo morrer.
— É?
— É... Você não entende ainda, mas vai entender... Vai aprender o que é dor. Vai aprender o que é perda. Eu vou te esfolar vivo e vou ficar lá, vendo você morrer.

⁠Eu só faço aquilo que você não consegue. Você bate e eles levantam, eu bato e eles ficam no chão. Eu garanto que eles não retornem e tenho muito orgulho disso.

⁠Os dias vai e vem, as rotinas vem, e eu? Ah eu aqui com meus pensamentos... me decifrando, me recompondo, me editando e me reeditando sobre meu silêncio, um silêncio que está aos berros e só eu posso escutar e assim vou tentando ir, sobretudo em frente, porque querendo ou não a única saída é ir em frente....

Quando tudo for tempestade eo sol da minha vida voltar a brilhar, que eu esteja de coração grato por me amparar e cuidar.
Pois sei que tu Senhor sempre está pronto para me ajudar.

⁠Setembro Amarelo...

Não prenda sua tristeza,
a felicidade que entrar.
E eu estou aqui se precisar conversar.
E poder te ajudar.

Liddy Viana✍

Perguntas.....





O que eu ainda to fazendo aqui?
Esperando você ligar?
Esperando o mundo dar mais voltas
Esperando te encontrar


Sendo que eu talvez ja esteja morto
No fundo do oceano
Sem muitas chances de sobreviver
Me iludindo como quem parou no tempo


Será que ainda há esperança?
Será que tu ainda pensa em mim?
Será que ainda existem dias futuros nos esperando?
Será que eu estou enlouquecendo?


Enquanto espero
Vou viver e também morrer
Mesmo ja estando morto...
Eu ainda te quero
E talvez sempre vá querer...
Mas sei que... nada posso fazer

Desabafo:
A minha vida é uma longa história, e nela eu aprendi que nem sempre vai ser uma história de felicidades, vai ter amor, felicidade, tristeza, dor, medo, inúmeras coisas que vai se passando e construindo grandes histórias em nossas vidas, seja de fracasso ou superação... todos os dias temos novas linhas para serem traçadas em nossas vidas!