Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Continuo escrevendo
E eu continuo escrevendo
... e você lendo.
Cada dia nascem da minha imaginação
dezenas de linhas... algumas publicadas...
outras não.
Escrevo o que sinto...
não minto
Mas não limito
os quadros que pinto
aos meus sentimentos
à minha imaginação.
Algo lido aqui...
ouvido ali,
e junto as palavras:
olha só o novo texto que escrevi.
Se aos meus sentimentos eu me limitasse
pouco teria a dizer...
Se sentisse tudo o que escrevo
ia pedir que me internassem...
estaria pertinho de endoidecer... ;)
faça me acreditar que eu posso,
faça me sentir que ainda posso.
diga me com atos e sem palavras
faça me ser o que já vivi
e deixei de estar para ser,
eu em você.
Sem ter por onde começar, eu comecei assim mesmo. Sem conhecer o caminho, apenas caminhei em alguma direção. Nunca parei para pensar em quantas pessoas eu faria sofrer durante esse percurso, nem em quanto mal eu seria capaz de causar sem jamais ter a intenção de fazê-lo.
Antes eu podia sentir. Hoje, nem esse direito me permito mais. Não posso me sentir triste, cansado, sozinho ou desamparado, porque a dor que carrego acaba se tornando muito mais intensa na mulher que amo.
E, apesar disso, sou inundado por todos esses sentimentos.
Não encontro forças para lutar por coisa alguma. Tudo o que eu queria era deitar ao lado dela, sentir sua mão deslizando pela minha cabeça e o perfume dela preenchendo o ar ao meu redor. Queria sentir seus cabelos tocando meu rosto e acreditar que fui perdoado por todas as vezes em que a magoei. Queria apenas ter a certeza de que ela ficaria bem, para que eu, enfim, pudesse voltar a sentir alguma coisa.
Mas eu não posso.
A vida tem uma estranha maneira de arrancar tudo que poderia me fazer bem. E, pouco a pouco, ela vem levando tudo de mim.
Não basta dizer: Eu te amo!É preciso convencer, à quem ouve e a você mesmo, e o convencimento vem através de atitudes que acrescentam, gestos que tocam e palavras que despertam.
Eu queria ser seu colo nos dias difíceis, não seu lenço.
Lenços são descartáveis. Colo é acolhimento, é carinho, é troca.
Enquanto alguns formulam teorias e suposições, achando que tudo é um plano contra si, eu, simplesmente, trabalho.
E assim, sigo escrevendo a cada dia mais uma página da MINHA vida."
Se me conheceu uma semana atrás,
deixe-me apresentar de novo.
Eu mudo.
Eu cresço.
Eu renasço.
Aquilo que eu pensava ontem já não me define hoje.
Sentimentos antigos deram lugar
ao novo que Deus tem revelado em mim.
Vivo em reforma constante,
porque em Deus nada permanece estagnado:
paredes caem, áreas escondidas são iluminadas,
raízes antigas são arrancadas
e uma versão mais verdadeira de mim
vai ganhando forma.
E eu sigo
não sou a sabedoria,
mas estou em busca dela.
Não sou perfeita,
mas me esforço para melhorar meu caráter a cada dia.
O que é bom permanece,
o que é ruim eu mudo,
transformo,
abandono
e renasço.
E agradeço a Deus por cada mudança,
porque pior seria ficar igual
quando há tanto em mim
pra ser aperfeiçoado.
Eu tive um amigo na infância. Nossa diferença de idade era de apenas oito meses. Fomos criados juntos, compartilhamos as mesmas ruas, as mesmas descobertas e conhecíamos a essência um do outro de uma forma que só a inocência da infância permite.
Na adolescência, nossos caminhos começaram a se separar. Ele se mudou para outro bairro, depois para outra cidade e, mais tarde, para outro país. Ainda mantínhamos um contato esporádico, insuficiente para que soubéssemos o que realmente acontecia na vida um do outro. Hoje, sequer me lembro da última vez em que nos vimos. Não lembro da última conversa, do último assunto, nem se nos despedimos da maneira que duas pessoas deveriam se despedir quando não sabem que aquele será o último adeus.
Há pouco mais de um ano, recebi a notícia de sua morte. Um tumor maligno no cérebro o levou depressa demais. Não houve tempo para uma ligação, uma mensagem ou algumas palavras que, talvez, pudessem confortar seu coração. Ou talvez fossem apenas para aliviar o meu.
Curiosamente, a dor não chegou naquele dia. Ela veio muito depois.
Foi só com o passar do tempo que compreendi o verdadeiro peso daquela perda. Entendi que nunca sabemos quando será a última vez que veremos alguém que fez parte daquilo que somos. Nunca sabemos qual abraço será o derradeiro, qual conversa ficará inacabada ou qual silêncio será definitivo.
É estranho perceber que uma vida inteira pode terminar sem que tenhamos a chance de dizer tudo o que ficou guardado.
Desde então, passei a enxergar a existência de outra forma. Somos absurdamente frágeis. Fazemos planos como se o amanhã nos pertencesse, adiamos palavras como se sempre houvesse outra oportunidade e nos afastamos acreditando que o tempo nos esperará pacientemente.
Mas ele nunca espera.
A vida é cruel. Não apenas porque nos tira as pessoas que amamos, mas porque quase nunca nos avisa quando está prestes a fazê-lo.
A amoreira
Hoje fui colher amoras e me lembrei de quando eu tinha oito anos. Estava na casa do meu cunhado, junto com a minha irmã, e fui brincar com as crianças no fundo do quintal. Ainda pequena e ansiosa para alcançar as amoras, peguei uma ripa de madeira pesada e a joguei para cima, na esperança de derrubar os frutos.
Mas a madeira voltou e atingiu minha cabeça. Entrei em casa dizendo que havia me machucado. Fui socorrida e levei alguns pontos.
Hoje, ao colher amoras que estavam exatamente na altura das minhas mãos, percebi o quanto essa lembrança se parece com a vida.
Quantas vezes tentei alcançar coisas e pessoas que ainda não estavam ao meu alcance? Quantas vezes não tive maturidade para lidar com o peso de determinadas situações e, por isso, acabei sangrando?
Mas o tempo passou. Eu cresci. Hoje, muitas oportunidades estão ao alcance das minhas mãos, e cabe somente a mim decidir o que colher. Aprendi que tudo tem o seu tempo determinado para acontecer e que todo plantio, um dia, se transforma em colheita.
Por isso, saboreie a sua amora. Mas nunca se esqueça das cicatrizes que carrega por ter tentado colher antes do tempo certo.
SUPERAÇÃO...
"Não fui eu que lhe ordenei? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar." (Josué 1.9)
Você já percebeu que nada pode tirar de nós a força de querer vencer? Independentemente de você crer ou não, Deus é especialista em nos dar essa força: superação!
- Superamos o medo nas adversidades.
- Superamos as perdas nos naufrágios da vida.
- Superamos os traumas deixados pelo tempo.
- Superamos as lágrimas nas noites frias.
- Superamos as crises quando o céu parece de bronze.
- Superamos a desconfiança em tempos de silêncio.
- Superamos a dor quando ela insiste em morar em nós.
Passei apenas para lhe dizer: reaja! Não permita que os seus medos o afoguem.
Você nasceu para isso!
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FREQUÊNCIAS NÃO SINTONIZADAS
Se me perguntassem hoje se eu acredito em conexões reais, eu diria que depende muito, creio fielmente que o amor exista de forma verdadeira, mas a afinidade entre dois seres humanos, é algo quase que intangível pra mim. Sintonizar-se com a estação certa é tarefa difícil nos dias atuais, são diversas ondas eletromagnéticas pairando pelo ar. E como achar a frequência certa? Aí que mora uma das maiores questões da humanidade.
Reflito isso noite e dia, dentre tantas sintonias, nenhuma se encaixa na minha orquestra e isso dói demais. Dizem por aí que o problema está em mim, mas penso que não tem como gostar de uma música vazia, sem sentimentos, algo superficial como um leito de riacho seco. Minhas águas são profundas, só me encontro com oceanos vastos,e por isso me julgam por eu não me juntar com ninguém. Mas como? Se todas as estações de rádio já estão sintonizadas ou então são como chiados, não se ouve, nem sente nada. Olho ao meu redor e me decepciono cada vez mais, amores puramente biológicos, fascinados em uma casca que apodrece com o passar do tempo.
O pior de tudo isso, é quando o mundo cobra a conexão, se você não se calibrar a uma frequência, corre o risco de ficar flutuando no ar sozinho para sempre. Confesso que tenho medo disso, mas ao mesmo tempo sinto que carrego uma pressão enorme em cima da minha cabeça, preciso gostar de alguma sinfonia logo, se não a minha orquestra ficará incompleta. Da mesma forma que esse pensamento vem, outros também aparecem ,como: E se eu não precisasse daquela sinfonia? Meu concerto musical seria único, afinal tenho um grande desfiladeiro para seguir na jornada da vida, posso finalmente entrar em sintonia com 60 anos de idade. As pessoas do mundo atual, se precipitam em seus encontros e acabam no fundo do poço, por medo de serem julgadas, mas eu prefiro um rádio sem interferências e chiados chatos, mesmo que essa qualidade leve uma vida para vir à tona.
Conexões não nascem da noite pro dia, nem mesmo de uma mensagem de texto, sintonia é no olhar, é na fala, antes mesmo de qualquer contato físico, são como ondas de rádio, invisíveis porém sentidas. Elas só brotam, quando olhamos no olho de uma pessoa, e vemos a profundeza de seus mares, somente essas pessoas podem sentir essa sintonia. Só que para encontrar essas águas profundas, é como achar uma agulha em um palheiro, talvez não estejam em extinção, só presas em um mundo de frequências falsas, e sabe lá quando encontrarei minha confluência.
A lua chorou ao ver minhas lágrimas de tristeza atrás das grades. e eu percebi que a pior moldura é o ferro, que corta em fatias o céu que um dia foi meu por inteiro.
