Eu Vou mais eu Volto meu Amor
"Tentando chegar ao paraíso antes que fechem as portas"
Tudo o que eu construí em míseros 15 anos de vida me levaram a pessoas que querem me matar por quem eu amo e quem eu sou.
Minha personalidade se baseia em quem eu me inspiro e quero ser, mas se perde no caminho tentando alcançar a perfeição impossível.
Sem a autocrítica eu estaria perdido,
Ou livre.
Ostento atualmente algo que eu não sou e alimento a mim mesmo algo que eu nunca vou puder ser. As quatro paredes que me rodeiam quando eu durmo falam mais do que qualquer outro terapeuta, e fico fora de contato fazendo poemas em esperança de uma grande deixa.
Sair correndo de um problema deu certo, mas não posso fugir da minha cabeça.
"Esse é o tipo de coisa que eu não sei sobre ninguém. Jamais sequer me questionei. Então, por que alguém deveria saber de mim?"
"Eu ainda acho que preciso chegar ao topo antes de convidar alguém para subir comigo. Como se o amor fosse um prêmio entregue ao final da corrida."
"Zaratustra subiu a montanha para falar com o sol, pelo menos algo ele fez, eu me escondi no meu quarto esperando merecer, um dia, a claridade que já me era dada de graça.
Passei a vida querendo ser como o sol, sendo que talvez bastasse ser uma janela aberta.
Talvez eu só precise parar de esperar o dia perfeito para começar a viver o dia de hoje."
"Às vezes eu paro e penso: é meio loucura alguém confiar um bebê em mim e simplesmente sumir. Mas é aquilo que eu sempre falei: por fora, ninguém imagina. Você não olha pra mim e pensa: 'essa pessoa é absurdamente solitária'."
"Pelo menos, eu fico pra lavar a louça e recolher a bagunça quando todo mundo vai embora. É isso que me configura como boa pretendente a mulher da sua vida."
"Sinto como se eu ainda fosse aquela criança mostrando a nota 10 na prova pra mãe, e ela respondendo que eu não fiz mais do que minha obrigação."
"A verdade é que a culpa não é deles. Sou eu. Eu mimo tanto que acabo estragando. Saio por aí quebrando caráteres."
"Ela nunca vai me dar parabéns por nada. Eu sempre serei essa coisa sem nome na vida de todas as pessoas da minha família."
"Eu não beberei, pai. Não importa quão boa fique a conversa, quão quente esteja a noite. Não beberei nem álcool nem veneno. Roupas pretas pai. Sem maquiagem. Eu não tenho vaidade. Não cometerei o erro de vocês. Eu sou abstinência de felicidade."
A Jovialidade de um Devaneio Poético numa Dança Audaciosa.
Ao avistá-la, eu fiquei fascinado, ela, como sempre, estava linda, serena, pensativa, expondo a sua jovialidade atraente e certamente trazendo aquela emoção intensa no seu coração; parecia até que uma arte veemente havia ganhado vida ou que a inspiração tinha sido personificada — presença marcante e bastante expressiva, cuja intensidade não se acaba, está cada vez mais viva na essência da sua alma.
Em pouco tempo, a partir daquela ocasião exata, a minha mente e os meus olhos ficaram impactados, entrei em um daqueles devaneios que a poesia me permite e logo, estávamos juntos em um belo cenário, onde a nossa euforia era verdadeiramente recíproca e sublime; um pôr do sol de verão já estava presente, nos proporcionando uma iluminação naturalmente calorosa, enquanto os nossos olhares conversavam intensamente.
A realidade a nossa volta prontamente foi congelada e de mãos dadas viajamos ao passado, fomos para uma época distante quando o essencial era mais valorizado; tudo ao redor está coberto por um nevoeiro, entretanto, conseguimos chegar até as margens de um rio, pois estava iluminado por várias estrelas; de repente uma canção intensa foi tomando conta, nos convidando a dançarmos sobre as águas uma dança audaciosa com o fervor das nossas almas.
"Algumas pessoas se orgulham da quantidade de opções que têm. Eu sempre admirei quem sabe reconhecer quando uma boa opção já é suficiente."
Dicionário incompleto
Em português se diz: eu te amo.
Em poesia se diz: minha boca só sabe rezar o teu nome quando tenta dizer qualquer outra coisa.
E eu tentei traduzir isso pro silêncio,
mas o silêncio me devolveu tua voz.
Tentei escrever em outras peles,
mas meu dedo só desenha o mapa
de como chegar na tua cicatriz.
Eu te amo é pouco, é raso, é dicionário.
O que eu sinto é verbo que não conjuga sozinho.
É porta que range só quando cê encosta,
é chá que só esquenta se for dividido.
Então eu guardo esse "eu te amo" na gaveta,
junto com as cartas que nunca mandei.
Porque poesia não manda recado,
poesia sangra baixo,
e espera que você escute o barulho
do meu peito batendo teu nome.
Eu não julgo a escuridão de ninguém... Pois, afinal, eu conheci a minha e quase fui arrastado por ela.
Hoje eu entendi algo que nunca havia sentido com tanta clareza.
Há uma dor silenciosa em estender a mão e vê-la permanecer vazia. Há um sentimento difícil de explicar quando o coração deseja ajudar, quando os olhos enxergam uma necessidade, quando a alma se dispõe a caminhar junto, mas a ajuda é recusada.
Não por falta de amor.
Não por falta de disposição.
Não por falta de cuidado.
Simplesmente porque o outro não quer.
E foi nesse momento que percebi uma verdade que, até então, eu apenas conhecia na teoria: o verdadeiro poder da mudança não está nas mãos de quem oferece ajuda, mas nas mãos de quem decide recebê-la.
Podemos aconselhar, insistir, orar, chorar e até carregar no peito a preocupação por alguém. Podemos estar dispostos a fazer tudo. Mas existe uma porta que ninguém pode abrir por outra pessoa.
A porta da decisão.
Hoje senti o peso dessa realidade dentro de mim. Senti a impotência de querer fazer algo e descobrir que nem todo amor é suficiente para mudar alguém. Porque existem batalhas que só começam a ser vencidas quando a própria pessoa decide lutar.
Talvez uma das maiores provas de amor seja justamente entender isso: continuar se importando sem controlar, continuar disponível sem forçar, continuar presente sem invadir.
Porque ajudar é um ato de amor.
Mas aceitar ajuda também é um ato de amor.
Que na maioria das vezes é confundido com escolha apenas.
QUANDO EU BEBIA!!!
Quando eu bebia
O mundo parecia
melhor
e a dor que me
consumia
essa eu sabia de
cor.
Bebida era doce
sabor
entre tantas
histórias
no peito sentia
calor
na brasa de minhas
memórias.
Quando eu bebia
Viajava por entre
mundos
parecia tudo magia
desejos assim tão
profundos.
Era rodeado de
amigos
que riam de
felicidade
antes fossem
inimigos
perante minha
fatalidade.
Não queria ter
sofrido
tamanhas e cruéis
experiencias
mas depois de
acontecido
pude ver as minhas
demencias.
Quando eu bebia
Tudo era pura ilusão
amigos dessa grande
monotonia
queriam ver-me
jogado ao chão.
Perdi-me entre
tantos caminhos
achando que eram
reais
vivia por entre
espinhos
que podiam ser tão
fatais.
Hoje quando olho
pra trás
sinto forças e
grande alegria
desse mal eu não
bebo jamais
histórias que
conto... Quando eu bebia!
João
Batista Barbosa.
Um amigo escreveu e me mandou, para o dia dos namorados.
Se eu fosse seu namorado.....
Se eu fosse seu namorado, eu não ia querer só os seus dias bons. Eu te amaria mesmo agora, nesse momento em que o cansaço bateu e a sua força parece ter dado uma trégua. Eu estaria ai pra segurar sua mão enquanto você descansa desse peso todo.
Sei que o passado não foi fácil e que as decepções deixaram marcas que ainda doem. Sei que muita gente falhou e que isso te fez levantar muros pra se proteger. Mas, se eu estivesse com você, eu amaria essa sua versão que sobreviveu a tudo isso, com todas as cicatrizes e receios.
Eu não teria medo das suas feridas, nem da sua tristeza atual. Eu ia querer estar do seu lado justamente agora, pra te mostrar que, apesar de tudo o que já deu errado, você não precisa enfrentar esse desânimo sozinha. Em todas as suas versões — a que sofreu lá atrás e a que está tentando se reencontrar hoje — eu escolheria você.
