Eu Vou mais eu Volto meu Amor

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⁠Eu sinto o cheiro da morte.
Seu aroma é forte como cravo e canela queimando na boca do fogão.
- Isso me faz lembrar que quando criança , meus pais me alimentavam com sonhos bons e me faziam imaginar que o mundo lá fora era um conto de fadas repleto de fantasia.
Esse foi o grande problema dos meus pais , eles mi protegeram da maldade do mundo mais esqueceram de adicionar um pouco de realismo em cada conto de fadas.
Eu cresci, e tive de apreender da pior forma possível como são as pessoas de verdade. Mi feri sosinha e nas noites frias de inverno me deixei morrer por algumas horas ou talvez dias.
Hoje as lembranças fogem de min como o sangue fresco escorre pelos meus ferimentos , cada fio de cabelo do chão cada lágrima que escorre das minhas bochchas são o minimo do que eu estou por dentro.
Eu aprendi a me odiar da pior forma.

Desistir, eu?
Nunca!⁠

⁠CONEXÕES

[...] E eu, estou completamente convencido de que não serei compreendido nessa dimensão horizontal, salvo pelos poucos pares que ainda existem no mundo; alguns perto, outros distantes, muito distantes.

Ainda assim, considero corajoso querer desafiar esse teatro e seus atores nos mais diversos estratos sociais. Penso que por milagre subsisto. Embora sempre sorrindo, também sofro por tentar ensinar a desatar os nós das cordas que prendem bonecos ainda vivos, mas viciados em serem inconscientes.

Pendurados, escravizados pelo movimento repetitivo que foram ensinados a fazer, para entreter a plateia (que aprendeu a se fixar no espetáculo e só aplaudir) e para dar prazer ao dono da mão oculta que controla tudo.

Eu não tenho nenhuma missão libertária nem o que sinto pode ser chamado de amor ou paixão.
O que sinto enquanto caminho é o fluir de algo extremamente satisfatório através das conexões e do despertar da consciência alheia. E isso me é tão puro e precioso que não ousaria colocar um nome[...]

⁠Não existem adjetivos suficientes para transmitir quão maravilhosa você é; para fazer isso eu teria que criar novos vocábulos.

⁠Eu tenho medo de coisas novas, a liberdade me dá medo, tira a minha segurança, o futuro sempre foi um dos meus maiores medos, o improvável, o que será, como vai ser, tudo isso faz eu pensar, pensar demais, e acabo tendo medo, insegurança, acabo chorando e meu coração acelerando, acabo fazendo mal a mim mesmo, penso no que já passou, onde estou, e pra onde irei, as vezes meu coração acelera tanto que chega a doer, as vezes consigo não sentir isso, me sinto forte e invencível, mas logo isso quebra, parece que devo sempre tentar ser forte e feliz, uma obrigação, tudo por causa do passado.

Eu me basto, mas um pedacinho falta, e é trocar energia com você, sorrir e você sorrir de volta pra mim, quero te olhar enquanto estiver distraído até você perceber e olhar pra mim sorrindo e perguntar o que foi, enquanto a resposta disso se espalha em pequenas partículas na minha pupila pulsante, sem eu dizer uma única palavra…

⁠Quando eu era criança, fui instruído tanto na Bíblia como no Talmude. Sou judeu, mas fico fascinado pela personalidade brilhante do nazareno. (...) Ninguém pode ler os evangelhos sem sentir a presença real de Jesus. A sua personalidade pulsa em cada palavra. Nenhum mito está preenchido com tanta vida.

Albert Einstein
VIERECK, G. S. What Life Means to Einstein. The Saturday Evening Post, 26 out. 1929.

Nota: Trecho de entrevista com Einstein.

...Mais

Ninguém para bala em movimento após sair de arma de fogo, prazer.
Eu sou a bala.

⁠Eu gostando dela e ela apaixonada nele.

⁠Que eu sempre encontre a força para passar por cima de tudo, que eu sempre tenha sabedoria de lidar com uma luta e vencer em paz, que cada mau que me desejam eu ainda consiga desejar o melhor para cada um..e que acima de tudo eu continue levando meu pensamento e coração a Deus não pedindo forças nem foco somente um pouco de sabedoria e muita fé. (AC)

Nós somos iguais, você e eu. Somos duas crianças estranhas e solitárias, em busca da eternidade.

Ele estava correndo desde o dia em que nasceu. Eu só abri a porta para o seu destino.

⁠Eu só queria não ter nenhuma preocupação por um minuto, poder respirar e sentir o prazer que é a vida.

Com o passar do tempo, você vai perceber que as coisas só farão sentido quando eu pegar na sua mão e dizer que sempre estive por perto.⁠

⁠" Eu não sou um pacifista, mas um pacifista militante. Estou disposto a lutar pela paz."

⁠Era noite, eu estava admirando o céu estrelado enquanto as pessoas riam, bebiam, dançavam e.. eram felizes sem se importar com suas opiniões sobre as roupas que usavam ou palavras que os deixavam sem graça.
Então me perguntei.. por que eu não sou como eles?

Tu chegastes tão de repente
ou melhor, eu quem lhe busquei.
Você se aconchegou tão bem
ou talvez eu tenha ⁠te inserido aqui.
Acho que a sensação de me sentir completa, me fez perder a cabeça.
Ou talvez eu me importasse mais contigo do que comigo
E faz parte, mas não está tudo bem...

A CARA DA MORTE

Eu vi a cara da morte
Numa certa encruzilhada,
Cangaceira bem armada,
Com faca e foice de corte.
Pude contar com a sorte
Assim que me golpeou,
A bruxa quase acertou
O meu bucho avantajado.
Eu me vi sendo estripado
Quando a dita me ajudou!

Foi encima de um lajedo
Que o pantim aconteceu...
Um calango amigo meu
Tremeu na base do medo,
Mas confiou-me um segredo
Que não conto pra ninguém.
Quando me tornei refém
Da sovina, usei a dica
Do calango, o que explica
Porque me safei tão bem!

Dei-lhe um soco no cachaço,
Que a canguinha escorregou
Do lajedo e mergulhou
Na lama de um riacho,
Não fui conferir, mas acho
Que sumiu dentro do chão
E não volta no Sertão
Enquanto lembrar de mim.
O calango diz que sim
Balançando o cabeção!

O lagarto é um coringa
Colorido da Savana
Nordestina, que esgana
Contorcendo-se com ginga,
Na quentura da Caatinga
É um sábio professor
Pré-histórico, driblador
De instinto muito forte,
Que sabe enganar a morte
Camuflado, sem odor!

Peguei-me calangueando
Quando ainda era menino,
Na pedreira do destino
Fui um brincante, laçando
Lagartixas e levando
Pra brincar no meu quintal,
E depois, sem fazer mal,
Eu as deixava ir embora.
Esse bom tempo de outrora
Para mim não foi banal!

Que cá não monte trincheiras,
A morte. E não me visite
Tão cedo, e nem apite
Nunca mais pelas ribeiras
De Sapé a Cabaceiras,
Do Anel do Brejo ao Sertão,
Fique lá pelo Japão...
Deixe, eu dormir no terreiro
Na sombra do juazeiro
Em minha esteira, no Chão!

⁠Mesmo nunca tendo te olhado nos olhos
Eu já sinto algo muito grande por você
As vezes me pego sorrindo do nada
E na hora vem em minha mente você
Imagino cada detalhe com você
Imagino teu sorriso, teu olhar fixo em mim, teu corpo quando a gente se entrelaçar em um abraço bem demorado, um abraço de saudades
Saudades essa que mesmo nunca tendo sentido o teu
Eu sinto saudade
Saudades da sua voz, do teu carinho e até mesmo saudades do seus beijos
Que tenho a certeza que um dia, eu irei te beijar todas as noites pra te dar boa noite, e todas as manhãs para te acordar com um bom dia e dizer que eu amo você.

⁠Eu creio numa forma extraordinária, que eu não consigo entender, eu não tenho a pretensão de entender, mas eu creio em Deus.

Enéas Carneiro
MORAIS, André G. B de. Enéas, o brasileiro por excelência. Viseu, 2022.