Eu Vou Errando e Acertando
Mas quando vou saber
Quando o coração, de tão ferido
Bombeia excesso de ilusão
Na num indivíduo?
Eu não sei.
Só sinto minha mente explodindo
Numa guerra contra quem já está ferido
E delirando, sem abrigo
Meu coração é o único que não sabe
Mas quem ele mais quer como amigo
É um soldado que mudou pra outra tropa
E toda a distancia, o transformou em inimigo.
Vou te pedir, praticamente ordenar, com aquela minha cara de mulher decidida, quando na verdade estarei no meu eu mais oculto e mais sincero esperando simplesmente que você não me obedeça.
E em meio às incoerentes linhas dessa vida desordenada vou caminhando me contorcendo entre mais espinhos que flores...
Atiro-me ao primeiro choro, me arrisco ao primeiro soluço, me reviro na cama à procura de algo que nunca tive ou esqueci que tive ou quem sabe tenho e não sei conviver com tal.
Entrego-me a primeira música, sem abreviações me faço completa e pergunto a mim mesma que negócio é esse de ficar assim sempre nessa melancolia de doer. Aonde ando que não me encontro?
Mais um dia à procura de mim mesma nos estreitos vãos da vida.
Serena vou levando a vida
Meus planos estão na minha mente
Lembro deles todos os dias antes de dormir
Sonho com meus sonhos
Cada dia um degrau
Sobe dois desce um
Desce tres sobe um
Vai saber o que será o amanha
Vou levando a vida como o vento
Comovendo
As vezes parada e pesado de um mormaço
As vezes furioso antecipando a tempestade
De la para cá balançando os cabelos
Tirando as folhas de suas arvores
Espalhando sementes
Deixando um rastro que marca
Marcando presença
Invisível como lembrança
Não importa se são boas e ruins
Sou essencial sou ar que respira
Sou vento que refresca
Sou a falta que se sente falta
Sou sentida na flor da pele
Por quem me conheceu.
Escrever uma nova vida começar tudo do zero.
esse e meu jeito que vou escrever você em minha historia de vida.
As velhas casas da Ubá
As velhas casas da Ubá, que vou enfim conhecendo ao passar diante delas, revelam um lugar onde o tempo ficou esquecido, salvas raras edificações nela presentes que podem até mesmo passar desapercebidas em meio a tanto passado.
As janelas lacradas, mas nalgumas delas permite-se ver um tempo longínquo, quando observado através das mesmas. Quem resiste em meio à penumbra de seus interiores? Talvez pessoas que testemunham, de longas datas, estas mesmas residências... Esta rua.
As antigas árvores também estão lá, mas algumas são jovens e talvez sejam elas o que há de novo num lugar onde tudo parece ter ficado esquecido por resistência daqueles que ainda não morreram.
Na última esquina, ao passar em frente a um velho bar, olhei, inesperadamente, a face de um senhor, que também me fitou. Senti que, naquele semblante, se revelava como seria o meu quando eu chegasse à sua idade. Não sei bem o que ele poderia ter pensado ao me olhar, se também me viu, nele, quando tinha a minha idade. Mas tudo foi assim, em poucos segundos, e lá estava eu virando a esquina, deixando a Ubá.
O que me desperta a atenção num lugar pelo qual jamais me interessei, são os mistérios que começam a ser revelados através dos mesmos.
Estou dando um tempo...
Decidi balancear, peneirar e reeducar meus sentimentos. Vou garimpar energia e paz interior e o tempo me dirá o momento de retorno.
Não se preocupe com o amanha
Por que vou escreve-lo
Não se preocupe com o destino
Por que agora quem controla meu destino sou eu.
Amanhã quando acordar quero ser outra pessoa. E a primeira coisa que vou fazer é esquecer a pessoa que sou hoje.
Vou para pra respirar!
Tudo o que aconteceu
sono cose della vita:
só um amor que nasceu e morreu.
Estou pensando em você
que um dia na minha vida apareceu
e como um poente
desapareceu.
Vou parar pra respirar,
preciso descansar,
a mente organizar,
o coração faxinar,
pra o outro amor
achar lindo e leve o lugar...
Sono cose della vita...
Acho que vou tomar um
drink no inferno.
Melhor: num inferninho
dessa beirada da cidade.
Carqueja ou jurubeba?
Haverá de ser algo bem forte,
amargo.
Para dar um pouco de consistência
a essa vidinha rala
e adocicada desses dias.
