Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite

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CONTOS QUE A NOITE CONTA:

A noite é fria e tímida
Em seus becos, seus piteis.
Suas contas que são poucas
Conta-se noutros viés
Os contos que não se conta
Dos que jaz em seus bordéis.

Inserida por NICOLAVITAL

A VOZ DO VENTO:
A brisa fria da noite
Bate levemente ao meu rosto
Levemente sem toca-lo!
Sem toca-lo... Levemente fria,
Fala ao meu ouvido incompreensivo.
Porque o vento,
Ao vento fala.

Inserida por NICOLAVITAL

MEU FINITO SER:
(Nicola Vital)


É bela e serena a noite exterior!...
A luz do luar, as estrelas, e o ar.
Iluminando montes, os prados, e seus lagos,
Refletindo rio ao mar.
Irrequieta e turva é a noite do meu ser.
Aqueles que foram sonhos,
Perderam-se sem ter (...).
Meu universo sem prado!
Esse fardo de me ser.
Tudo enfim, é nada!
Assim, é esse viver.
O sol, que em tempo brilha,
Até a noite nascer
A noite que não orvalha
Quando o sol pra si romper.
Se finda o ser finito,
Findando-se pra si o ter...
14.08.2015

Inserida por NICOLAVITAL

ZUMBIS:

Nesta noite todos os fantasmas me aprazem.
Todos!
Líricos, etílicos e telúricos.
Quão zumbis, sob os meus olhos caminham avenida a fio.
Miram os bimbos e os mimos dos linhos sem tino
A malograr o siso dos filhos das mansões.
Que irremediavelmente se vendem...
E não se entendem comumente "sãos"...
Vertem seus "ideais"
Minguam seus cabedais
Aterrando a noite
Que não se perfaz.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠EGO
Dizes-me seco, sem júbilo. Meu coração é porta sem tranca, um albergue à noite!

Inserida por NICOLAVITAL

⁠PIERRÔ SEM CARNAVAL:
O bafo da noite em cinzas,
Verticalmente desce e cai,
Quão a chuva oblíqua
Do Pessoa
A correr na diagonal
Confusa
Sobre o relvado e a clorofila
Do poetinha,
Em anunciação ao baio
Do Valença em reboliço
Ante as brumas que embaçam
Meus vitrais
Acho, penso vislumbrar
A última colombina de cristal
Em seu único e derradeiro
Carnaval.
Nicola Vital

Inserida por NICOLAVITAL

⁠AVE AGOURENTA:
Meia-Noite à hora em meu quarto insone!
Debruçado à lauda deste soneto espectro
Agourentas aves ao meu sonhar consome
Seria, o silêncio astuto de minha razão, é certo?

Por quê a mim tormento ínfima criatura horrenda?
Sob um fito olhar de sarcástico deboche
Numa afirmativa: Sou no íntimo vossa reprimenda!
Em um siso sentimento a aurora suplico à toda sorte.

Olho ao cume, vejo como homem criatura intolerante!
Seu olhar esbugalhado penetra meu quimérico sonho
Como, simples aspirante, subornar tua consciência errante?

Em um ímpeto de autodefesa brado à criatura insana
Retraia-se, por favor, ilusória criatura! ...Não vês! esta tua intolerância à humanidade emana.

Inserida por NICOLAVITAL

Série Microcontos:
Aparecia na mesma esquina todo dia. à noite jazia.⁠

Inserida por NICOLAVITAL

⁠AUTOCRÍTICA:
Às vezes, humanamente penso
Que somos o que jamais
Poderíamos ser.
Nesta noite indolente sem carinho,
Sem amor (...).
Num quarto como indigente
A companhia é o terror!
Rastros, ruídos, fantasmas.
Na escuridão da noite...
O arrastar de chinelos
Na sala ou no corredor,
São lampejos de ínfima lucidez
Na alma do pecador.
Eu que sempre fui insolente, frio,
Calculista e fingidor.
No ocaso não sou nada
Ao vislumbrar as entranhas
Do que deveras sou.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠⁠
Série Minicontos

CAFÉ SOCIOLÓGICO
À medida que serena a noite, aumenta meu interesse pela cena.
O lugar expressa luxo, frequentado aos fins de semana. Eles se arvoram celebres. Sempre ali reunidos. Celebrando das mais importantes à mais fútil.
O ar rarefeito que sopra de fora para dentro do ambiente surge com pai e filho que sempre àquela hora naquele café, pedem pizza, saem sem ser vistos e não comem.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠Série Minicontos

IDÍLIO
No limiar da noite sobre a namoradeira.
Um longo preto estampado em flores escorria sobre o corpo. Jonny, lhe adornava os ralos cabelos negros. A vovó Deinha trançava o sonho azul do netinho Pedro, que ao pé da letra dormia envolto ao mundo de fantasias. Quando acordou, estava lá.

Inserida por NICOLAVITAL

⁠MISTÉRIOS
A noite, assim como o mar à noite.
Realçam-se de mistério e telúrica.
O sol se encolhe saindo de cena
Para as estrelas surgirem na ribalta.
Permitindo que a orquestra das ondas
Rebente à praia sobre mar bravio
Deflorando com fulgor as marés
Dócil ao campo gravitacional da mãe lua
Salpicando medo em seu resplendor
Lançando aos passantes
Os mistérios de seus encantados
Para um novo alvorecer.

Inserida por NICOLAVITAL

Que fosse assim, mas sem destruir,
Por mais que errei, sei, reconheço,
Dia sem sol, noite sem lua, sombrio.
Torturem-me, comiserem-me, dó.

Moribundo, inebriado com o cálice
Dos estroinianos, casualidade, quiçá.
Se um dia quiseres voltar, esqueças
Da razão que um dia não foi em vão.

Rosa, anjo de lume, airosa, minha ébano.
Sempre indulgente, que se inspira, branda.
Opulenta de bondade, generosidade.

E por egoísmo, martirizo-te sem perceber,
sem entender, por amor, amor fugaz, célere.
Bálsamo! Acalenta-me, finda a minha excitação.

Inserida por NATALINO1980

Insônia... A noite escura leva com ela o brilho das estrelas e o sonho real torna-se apenas a ilusão de um vida que ainda não acordou em um amanhecer de paz.

Inserida por LucianoSobral

A LUZ do mundo brilha noite e dia, sem cessar!

Inserida por realidade5D

O Sol nasce ao longe, mas, atinge a gente de forma serena e quente.
A lua não esfria a noite, ao contrário aquece os coração da gente.
Nem sempre o amor vai aparecer.Mas, a vida foi feita pra ser consciente espiritualmente.

Inserida por realidade5D

Muitos enriquecem da noite para o dia da extrema pobreza para extrema pobreza de espirito.

Inserida por GoisDelValle

⁠Olhos escuros e cabelos negros como a noite, teus olhos pretos como dália negra, oh fascinante és perante a todos que te cercam.
És belo
És imprevisível
És harmonia perante àqueles que jogam conversas fúteis a cada instante
Em meio a turbulência de dúvidas e incertezas,
Teu olhar se perde ao meu.
Só tu, só tu
És tu, és tu, talvez seja tu!
Oh sorriso misterioso!

Inserida por Evenisaldanha

Já imaginou qual o limite do carinho? Um homem, 22h da noite num ônibus lotado, protege o seu buquê de flores de um terrível fim: ser amassado pelo vaivém cotidiano dos engravatados, dos bem-arrumados e dos nem tão bem-arrumados assim. Ele desce da condução e corre loucamente pra casa, esquece o cansaço de um dia inteiro de trabalho, abre a porta e encontra sua namorada arrumando a mesa do jantar.
Ele esquece suas preocupações, seu dia difícil, porque ali, nos braços de quem ama, ele encontrou o seu pedacinho diário do paraíso. As histórias de pessoas comuns, suas vidas simples e sem a mesma emoção de um dublê de cinema, esconde uma beleza muito sutil e calorosa.

Inserida por MatheusHoracio

Em uma incomum noite chuvosa e tempestuosa, encontraram - se de baixo de uma velha marquise de um antigo banco. Sorriam ao demonstrar seus ardentes sentimentos, envoltos em olhares de amor e prazer. Suas vontades não podiam esperar, nem mesmo diante da torrencial chuva que caía. Desses amantes ouvíamos as juras eternas, palavras de deleite, estupor e desejos sóbrios, sombrios e latentes. Menções luxuriosas de mentes nada confusas sobre o que sentem. O apego tornou-se o ardente desejo do ser.

Inserida por MatheusHoracio