Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
Lisboa Oculta -
Caminhei p'la noite no silêncio
da Cidade oculta adormecida!
Lisboa sonhava com o Tejo,
e na Mouraria, um fadista,
cantava ainda à dor da despedida.
Ouviu-se então
o rumor dos passos d'um Poeta
que também chorava a desventura
do Amor ...
Ninguém passava!A noite velava!
Ninguém estava! Só eu restava!
E depois de muito ter andado, reparei então,
que a Cidade adormecia oculta sob o Tejo
abraçados num só Leito ...
Óh Lisboa, o Tejo, será sempre teu Amado!
Teus olhos pretos
Me enlouquecem
Tua voz mansa
Me faz delirar
De amor e prazer
Quando a noite cai
No apagar das luzes
Sinto o teu cheiro
Exalando no ar
E tuas mãos a me tocar
Cereja
Tem noite que é para amar diferente.
Madrugadas calmas onde os poemas nascem.
enquanto esta amando ainda podem se ouvir.
Bem na hora de um verdadeiro romance estrelas cadentes caem,
Taças e vinhos para apimentar a emoção.
Moranguinho e um cajá para dar sabor a sensação de viajar.
Para dentro de nós mesmo a eloquência de amar e se dar o bastante.
E nada é tão ofegante se você também não alimentar lá na alma,
O coração ensolarado da cor do pecado trem bala não chega a tempo.
Só seu pensamento pode materializar o amor.
E ver por entre as nuvens um céu espelhado de tão claro.
Para abençoar os movimentos volupiosos dessa enxurrada de suor só nosso.
E essa primavera que não chega para matar a cede de flor de seu pescoso doce.
Amor felino coladinhos, afinadinho gatinho no telhado.
Cabelos soltos ao vento da morena um reino encantado.
Ela se entrega toda refinada,
Aurea de deusa grega só quer ser amada.
E o silencio fechar a porta para sentir desejada!
Possuída de amor ela é o afortunado luar...
O sabor de todas as frutas e não só da cereja do serrado.
A gente fica afinado com o som e o sabor a cor desse desejo marron.
Sinto ondas e adrenalina
é de perder a respiração.
Eu entro gatinho nessa relação,
E ela me faz leão.
E o coração pira e o espírito imagina.
Como seria sempre bom no fim da tarde pegar sua mão.
Andar a praia toda de mãos dadas curti sua presença de mulher.
Sou almas que se apaixona a todo estante,
Pela garota mais elegante,
Gerada em relâmpagos de prazeres arrepiantes.
Ela é como o Evereste, o amor a fez gigante.
Quando ela vem as estrelas se inclina,
para ela gentilmente menina, brilhar!
Os olhos castanho dela é tudo de mais sério,
São meigos e puro mistério,
Mistério de uma noite de amor ao lado da flor,
Que nos meus braços semeou a mais gostosa alegria.
Se ela não existisse meu coração a inventaria.
Eternamente dentro um do outro seria;
Fogo e silêncio, amor e calmaria!
15.09 + 19.01.2022
Homenagem especial * minha neta Yasmin Sanglard
À noite, quando o sol já no ocidente,
a lua, estrelas, brilham, vejo- te como lua,
as estrelas tuas damas de companhia!
Vejo a lua, é a te que vejo!
As estrelas, tuas pajens fulgentes, num belíssimo, encantador, cortejo de rainha! Autora Solange Malosto
Linda Cristina,
Em meio ao dia, aos tantos da noite e,
mesmo na madrugada amiga, as palavras se encontravam.
Ainda dizem o que ocorre, comigo e com você.
Percebes quão puro teor?
ADORMECER EM QUEM AMA
Adormeça em quem ama o teu coração,
Descansa nele.
Reserva-te a ele.
Teus momentos...
Inclina-te como quem,
á esperar...
No silêncio,
a soma os fará...
Ascende em quem te vê
o teu preparo.
Com detalhes.
No peito do solo
se tocarão.
levantar dali?
ainda não!
Exceto se,
Com ele,
For viver noutra dimensão.
Sonetinho...
Quando o sol se põe
Quando a aurora a noite tinge
Os sentimentos aparecem
Na alma do que não finge.
Não finge a vida viver
Não finge a dor sentir
Não finge o amor escolher
Nem o não deixar partir.
A lua consigo traz
O prenúncio de noite escura
Que tenta roubar a paz!
E nesse lindo entardecer
Mesmo com o coração sangrando
Insiste em o amor viver.
VÂNIA CAETANO 🐛 🦋
Estranho de se pensar, nenhum dia é como o dia que se foi e nenhuma noite como a noite que virá! Por que, então, temer a morte, que é noite e nada mais? Por que se preocupar, se o dia que virá trará uma nova face e um novo espírito?
"Quando tive que ir embora, lembrei que tinha tido uma ótima noite, mas que ele nem se tinha preocupado em perguntar como foi e que eu iria para casa feliz (...)"
E o sono não vem.
Pior momento é quando chega a noite e o sono não vem, você pensa na vida, nas decisões que tomou, nas que precisa tomar, e o sono não vem, começa a pensar no que faria diferente, e o que pode fazer.
E o sono não vem.
Não me preocupo em me perder quando a noite está nublada, pois, o brilho dos teus olhos sempre iluminam minha alma.
Marcelo Lima
Amigo não é aquele que te dá boa noite todos os dias, isso qualquer um faz, amigo é aquele que te apoia e te incentiva, não vira as costas para você, te admira mesmo você possuindo inúmeros defeitos, amizade é feita de confiança e não de interesses, cuidado com com pessoas interesseiras, essas são piores que lobo em pele de cordeiro.
Escrevo na madrugada bem no silencio da noite, quando as estrelas saem para brincarem na imensidão do universo. O silencio o preencho com boa música e a sim faço surgir poesia.
Luminária à Senhora da Orada -
Na aldeia é noite escura,
não se vê quase ninguém.
Mas no adro da Igreja,
vai de negro vestida, Marianita do Outeiro,
que junto à porta da capela
se ajoelha p'ra rezar
profundamente por alguém!
À porta da Igreja
põe um pote com azeite
com um trapo embebido,
qu'ilumina as tristes preces,
orações, rezas, pedidos,
da pobre viuvinha
com tantos anos já vividos.
E o adro da capela fica todo iluminado
parecendo um Sol de Primavera
qu'ilumina o tumulo
de Nosso Senhor Ressuscitado.
"-Oh Senhora da Orada, vinde abençoar,
proteger, encaminhar, este vosso povoadao!"
E de pé frente à capela
um'Alma simples, boa,
pedindo à virgem esta graça!
Que a Senhora da Orada se lembre dela
como o brilho d'uma estrela
que brilha no seu manto e nunca passa.
"-Oh Senhora das novenas,
oh Senhora dos pregões,
vinde ceifar todas as penas,
vinde salvar os Corações!
Acudi ao meu pedido,
ouvide minha oração,
escutai o meu gemido,
escutai o meu pregão!"
Marianita do Outeiro
cai por terra fervorosa,
rezando, frente à porta da capela
com tal força, devoção,
que ao longe, se escuta um trovão!
Assustada, nem se mexe!
De mãos postas, olhos fixos na Igreja, pede,
"-Nossa Senhora nos proteja!"
Abrem-se as portas de par em par!
A Senhora da Orada, sobre o altar,
de roxo vestida, de Luz adornada,
surge risonha, de manto a esvoaçar ...
E erguendo os olhos, levantando o braço,
sobre o Outeiro, traça no espaço,
o doce Sinal da Cruz!
E p'la madrugada fora
lá fica a luminária,
de Marianita do Outeiro
à Senhora da Orada,
junto à porta da Capela ...
(Recordando com Saudade a "Ti" Mariana Paias que, tantas e tantas vezes, durante a minha infância, pelo cair da noite, vi iluminar o adro da Igreja da Senhora da Orada no Outeiro (monsaraz) com as suas luminárias ...)
ah! Se tu viesse me encontrar agorinha,
nessa hora, a tardinha, onde o sol se põe
e a noite estrelada de lua se avizinha
seria um sonho, que contrapõe, os sentimentos
ah! quando lembro do fogo dos teus beijos
da tua boca com desejos das noites quentes
do teu toque suava, saliente
fico inerte a contemplar da tua pele os lampejos
ah! se tu viesse despida, e solta
e num ato de amor, dar-me um beijo
fazendo meu mundo sorrir
e como o sol, eu tocaria a tua boca
enquanto em teu céu corre desejos
os meu braços querem ti...
Mario de Almeida
o poeta castanhalense
O dia vai , a noite cai
Um dia a mais?
Um dia a menos?
E o que se faz?
Más lembranças deixei para trás.
Novas coisas a noite traz.
E o meu coração que abraça a paz.
Porque sem amor nada se faz.
Neuropsico (Solcougo)
Ano Novo
Meia-noite. Fim
de um ano, início
de outro. Olho o céu:
nenhum indício.
Olho o céu:
o abismo vence o
olhar. O mesmo
espantoso silêncio
da Via-Láctea feito
um ectoplasma
sobre a minha cabeça
nada ali indica
que um ano novo começa.
E não começa
nem no céu nem no chão
do planeta:
começa no coração.
Começa como a esperança
de vida melhor
que entre os astros
não se escuta
nem se vê
nem pode haver:
que isso é coisa de homem
esse bicho
estelar
que sonha
(e luta).
Noite de Gelo -
Longe, embora perto,
o murmurio rouco e confuso
de vozes na noite
num Porto sempre por achar!
Estranha noite aquela,
noite em que me vi só,
tão só ...
Poço! Onde mãos, corpos,
Almas se confundem, se tocam,
se contaminam ...
Distancia imensa,
dolorosa e sangrenta.
Coitos de morte,
onde gestos amargos,
inquietos, obcessivos
nascem da memória de outros gestos.
- Esses, onde a Vida corre
e a ternura é o fio.
Em mim, uma plena consciência
do marulhar desse pantano humano
e distante.
- Uma fracção de voz,
um grito, um gemido.
Em mim, um imenso desidério,
cósmico, Lunar afastamento.
- Misto de Luz e frio,
proximidade real,
lonjura sem alcançe!
Noite I -
Não há nada! Ninguém!
Só o pó do dia que passou.
As pedras congeladas, ao frio,
num imenso Céu aberto.
Nem o vento se ouve ...
Não há nada! Não há gentes!
Só solidão! Saudade!
Folhas caídas no chão.
Casas sem idade.
Mas onde? No Além?!
Lá também não há ninguém!
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