Eu Trocaria a Eternidade por essa Noite
“E respondendo Simão Pedro disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado a noite toda, nada apanhamos, mas, porque mandas, lançarei a rede” (Mateus 5.4)
Que garantia Pedro tinha senão confiar?
Muitas vezes será assim.
Uma palavra dEle.
E nossa obediência.
Num oceano infinito de dúvidas, a certeza de que, Aquele que ordena o lançamento da rede é O mesmo que cumpre Sua promessa.
Às vezes as frustrações são necessárias para desviarmos nosso olhar para novas perspectivas.
Às vezes as rejeições são necessárias para te manter humilde.
Às vezes tudo o que você precisa é exatamente isso que você está enfrentando.
Afinal, se soubéssemos tudo o que Ele (Deus) sabe, nossas preces seriam músicas de gratidão pelo que estamos vivendo hoje…
Quem sabe, um novo ângulo da história está sendo desvendado para você nesses dias?
Quem sabe, na solitude presente o coração de Deus está sendo revelado de uma forma profunda e única?
Quem sabe, onde menos se espera, um cardume de esperança aguarda um coração que, embora frustrado, anseia por lançar a rede?
A melhor “pesca” de todas,
Aquela “maravilhosa” que vem depois da frustração, só acontece depois que você obedece.
E não.
Não estamos falando de pesca.
Em teus olhos, vejo o brilho da lua,
Reflexo suave que ilumina a noite,
Teu sorriso é a luz que sempre flutua,
E em cada toque, sinto o amor mais forte.
Teus abraços são o lar que eu procurei,
Um porto seguro em meio à tempestade,
Em cada palavra tua, eu me encontrei,
A essência pura da felicidade.
Mesmo quando a distância se faz presente,
A chama do amor nunca se apaga,
Com paciência e fé, sigo em frente.
Pois sei que ao teu lado a vida é uma saga,
E juntos trilharemos o caminho ardente,
Um amor eterno que sempre nos embriaga.
Perdão, meu amor, por ter me descuidado,
A noite escura me levou a errar,
Com os copos cheios, o coração acelerado,
Esqueci do mundo e deixei de te amar.
Teu olhar preocupado foi um golpe profundo,
Senti a dor de te ver assim sofrer.
Saiba que em cada instante, em cada segundo,
Meu amor por ti só faz crescer.
Te agradeço por ser tão compreensiva,
Por acolher minhas falhas com ternura.
Teu perdão é a luz que me motiva,
A ser melhor e buscar a altura.
Amar-te é um sonho que quero viver,
Prometo cuidar do nosso bem querer.
Um falso amigo é como uma sombra, na luz do dia ele te segue e na escuridão da noite ele vai embora.
Desde pequenos, nos ensinam a dar
sem esperar nada em troca.
Mas, à noite,
olhamos para o céu e percebemos:
somos humanos.
Dar é belo,
mas também precisamos receber,
para amar,
precisamos ser amados.
Somos todos iguais,
seres imperfeitos,
buscando equilíbrio entre dar e receber.
Se a voz insiste em nos chamar,
será loucura ou um aviso a se escutar?
No silêncio da noite, ela vem sussurrar,
entre o medo e o mistério a nos rodear.
Se não sou eu e nem é você,
quem nos chama sem a gente querer?
No portão ou no quarto escuro,
o som ecoa como um presságio puro.
Ignorar ou tentar entender?
Se afastar ou deixar acontecer?
Entre o real e o desconhecido,
a voz segue, num chamado infinito.
Mesmo com a mais negra noite (sem lua ou estrelas) podemos seguir caminhando, tendo a luz da esperança como farol a nortear nossos passos.
Mesmo no mais profundo dos abismos sempre a fé nos impulsionará a subir pelas escarpas.
Mesmo que os grandes amores tenham naufragados no mar da vida, mesmo que o farol tenha a luz queimada, mesmo que a escarpa seja íngreme demais, sempre são os amigos que procedem ao resgate.
A solidão não grita.
Ela sussurra baixinho no meio da noite,
no espaço vazio ao lado da cama,
no silêncio de uma mensagem que nunca chega.
Ela não aparece de repente.
Vai se acomodando aos poucos,
ocupando os lugares que antes tinham nome,
preenchendo as lacunas que alguém deixou.
A solidão tem cheiro de café esfriando na xícara,
de música tocando para ninguém,
de palavras engolidas porque não há quem as ouça.
A noite é uma criança…
Quando foi a última vez que você convidou a "sua" criança para brincar? Não falo do filho, sobrinho ou afilhado. Refiro-me àquela centelha dentro de você, a criança que um dia correu descalça pelos campos da imaginação.
A vida adulta, com suas regras, convenções e o peso da opinião alheia nos afasta da essência do ser. Esquecemos de simplesmente existir, de sentir a alegria pura que pulsava em nossos corações infantis. Mas hoje, algo mágico aconteceu.
De repente, sem aviso, a criança que habita em mim me chamou para brincar. E sem pensar em nada, simplesmente dei as mãos à ela e fui. Abandonei as amarras do relógio, as preocupações que pesavam como pedras, e me entreguei à leveza da infância.
Comi doce, sem pensar no amanhã, aquele turbilhão de açúcar entrando na minha corrente sanguínea, que despertou não apenas as células do meu corpo, mas também a alma adormecida. Cada pedacinho de felicidade era uma rebelião contra a rotina da alimentação saudável, do comportamento socialmente aceitável. Um grito de liberdade.
Quanta rebeldia! Pensei eu, com aquele sorrisinho maroto de criança traquina estampado na cara.
Infelizmente a hora de ir embora chegou. Fui para o carro, a chuva chegou. Um convite irresistível. Vamos esperar a chuva passar ou vamos encarar? Segui o conselho de Lulu: vamos nos permitir! Com minhas amigas, transformei a rua em um palco de memórias, onde as gotas frias lavavam as mágoas e reacendiam a chama da alegria.
A água escorria pelo meu rosto, senti a textura do chão molhado sob meus pés, o cheiro da liberdade invadindo meus pulmões. Por um instante, o tempo parou, e eu voltei a ser aquela criança que não temia a água, não se importava se ia encharcar a roupa, se ia molhar os cabelos, e o mais legal de tudo: eu apenas vivi o momento.
A felicidade era como uma bolha de sabão, leve e fugaz, que explodia em risadas no ar. Descobri que a alegria não precisa de grandes planos, ela se esconde nos detalhes, nos momentos simples que a vida adulta nos impede de ver.
A minha criança precisou ir dormir. A vida adulta me chama de volta, com seus boletos e compromissos. Amanhã Colocarei meu salto, vestirei a armadura da responsabilidade e sairei para “vencer” a vida.
Mas Prometi à minha criança interior que a visitaria novamente, que não a deixaria esquecida em algum canto da memória. E sei que ela estará lá, esperando, com um sorriso travesso um convite para brincar.
O VIOLÃO EM SERESTA
Mansa noite, seresta ao luar, um cupido violão, românticos e apaixonados, desfilam em ruas e vielas, fazendo mais felizes as donzelas nas janelas.
Meia luz pela fresta dá o sinal, o sono se esvai, o coração palpita forte e a alma em candura se segura.
Aos poucos vai deixando entrar o afinado som da melodia, que acalma, que inebria e aflora o fogo da paixão.
O romantismo, que alucina e arrepia, faz tremular braços e pernas como no frio a zero graus.
As canções escolhidas a dedo, dão o recado como se balbuciasses palavras doces aos ouvidos...
A noção do tempo se perde na poeira da emoção, o sono que virou sonho acordado, corre ladeira abaixo.
Já é quase madrugada. Bate sonolento o relógio da matriz, cinco badaladas, vixe, já é quase hora de levantar.
O romântico violão se cala, passos lentos vão sumindo, a cama vazia à espera para o aconchego do amanhecer. Mas o sonho acordado faz girar a roda em pensamentos salpicados.
Já é hora de recomeçar o dia, uma nova jornada e um novo porvir.
Fica martelando um bate-bate da lembrança misturada com a saudade.
O Romântico violão aguarda ansioso seu retorno triunfante na janela que se abre à meia luz.
O romantismo ainda existe, mesmo que seja apenas em poesia.
Élcio José Martins
Os homens e as mulheres que rezam em silêncio, à noite e na solidão, são as colunas-mestras da Igreja de Cristo.
Vestígios dos Lençóis
Meu riso está tão triste...
Procuro suas mãos
no breu da noite,
na escuridão
do colchão.
Tateio e tateio...
Não sinto nada,
apenas a fronha,
onde um dia
te tive e desejava.
Te amava... e amava.
Nosso suor, pela cama,
sempre lá estava.
Escorria...
Pelo seu corpo,
nosso amor
líquido ficava.
Nossos receptáculos,
repletos de calor,
reluziam um brilho
jamais esperado.
Era o amor
de nossos corpos,
em memórias,
eternizado...
Céu estranho
A noite,
sempre nossa,
brilhou diferente.
Talvez, lá fora,
outros olhos
também nos vigiem.
Mas só a dúvida
nos oferece companhia.
É certo que sou uma floresta e uma noite de árvores escuras: mas quem não receia minha escuridão, também encontra rosas sob os meus ciprestes.
Carta de reflexão, quaresma 2025.
Boa noite,
Todos os anos, o período da quaresma me faz refletir profundamente. É um momento em que me pergunto sobre muitas coisas e sinto a necessidade de compartilhar. Então, começo esta carta aberta pedindo desculpas por qualquer desabafo que possa machucar seus sentimentos ou sua consciência.
Este ano de 2025 está complicado. O início parece uma extensão do ano de 2024, que foi um dos piores da minha vida. Ao olhar para trás, percebo quantas perdas e dores acumulei. Muitas lágrimas foram derramadas em silêncio, escondidas no escuro do meu quarto ou debaixo de uma árvore em um vasto terreno onde ninguém me via. E, quando alguém se aproximava, eu colocava o velho e grande sorriso escandaloso que todos conhecem.
Perdi, ao longo desses últimos cinco anos, o maior apoio da minha vida: minha avó, no dia 9 de setembro de 2021. Em 16 de fevereiro de 2024, vivi o fim de um sonho que nunca havia sonhado. Quando finalmente comecei a sonhar, foram apenas dois Natais, e tudo foi jogado ao ar, não por minha culpa.
A virada de ano em 31 de dezembro de 2024 foi a mais triste da minha vida. Olhei ao redor e não consegui me conectar com nada nem com ninguém. Quando 2025 chegou, bebi água e disse a mim mesmo que seria o meu ano. É engraçado, mas me faz rir, mesmo que com um nó na garganta.
Em 20 de janeiro, um dia marcante, olhei para a mesa e lembrei da minha avó, que sabia exatamente a palavra certa para animar qualquer um. Como ela me faz falta! Em fevereiro, pensei que tudo iria mudar, mas mais uma vez quebrei a cara. É difícil confiar em alguém hoje em dia. Depositei minha confiança e sentimentos, e novamente fui decepcionado.
No dia 25 de fevereiro, me senti o maior louco, o maior imbecil e o maior fraco do mundo. Foi o dia em que pensei que tudo terminaria. Senti que estava só e disse adeus ao mundo. Minha avó era a única que eu sabia que me acolheria para onde eu fosse. Comprei o remédio e preparei tudo, mas uma força inexplicável me impediu de seguir em frente. Até hoje, não encontrei aquilo que seria meu fim, e isso é um mistério, pois já revirei a casa de cabeça para baixo.
Eu tinha como lema a música "Viva e não tenha vergonha de ser feliz". Mas hoje, essa frase já não faz sentido. Sinto vergonha dessa tal felicidade, que parece não querer estar perto de mim. Reflectindo sobre todas essas experiências de solidão, fraqueza e quedas, percebo que Deus e a ancestralidade devem ter algo de grande valia reservado para o amanhã ou para um futuro ainda distante.
É curioso pensar como, mesmo com um coração tão fraco que não suporta mais sofrer, consigo ainda encontrar força para sorrir e para ter pessoas ao meu redor. Uma resposta que ainda busco.
Ao escrever tudo isso, deixo uma reflexão para você que está lendo esta carta. Nós, que muitas vezes carregamos nossas dores, não merecemos permitir que os momentos tristes nos sufoquem. Pode parecer hipocrisia, afinal, quem tentou se matar e passou por tantas dificuldades pode falar assim? Sim, posso. E repito: não deixe que nada te sufoque. Se você está em lugares ou relacionamentos que não te completam e trazem dor, afaste-se.
Nós somos luzes, e não podemos deixar que essa luz se dissipe.
Uma excelente noite a todos.
Atenciosamente,
Fernando Luis de França.
São José de Ribamar, 18 de março de 2025.
Na sombra da noite, um suspiro silente,
Um amor não dito, um adeus iminente.
O coração que pulsa, em ritmo incerto,
Guarda um segredo, um amor desperto.
Palavras que fogem, em meio à agonia,
Um amor que se cala, em melancolia.
O tempo escorre, como areia entre os dedos,
E o amor não declarado, em lamento se perde.
Nos olhos cansados, um brilho fugaz,
A esperança que morre, a dor que se faz.
O silêncio que grita, em meio à solidão,
Um amor não vivido, uma triste canção.
A vida se esvai, em um último suspiro,
E o amor não declarado, em lamento se inspira.
As palavras que ecoam, em um vazio profundo,
Um amor que se perdeu, em um adeus moribundo.
Em noite de solidão olho pro céu estrelado e penso
Será que ela também está a olhar esse céu?
Pensamento bobo, eu sei,
mas, se não for essa bobagem,
Juro-te que minha esperança de estar no mesmo lugar que você morrerá
Então, por favor, deixa-me ao menos ser bobo em relação a nós.
- Relacionados
- Frases de quem sou eu para status que definem a sua versão
- Poemas que falam quem eu sou
- Poemas Quem Sou Eu
- Quem sou eu: textos prontos para refletir sobre a sua essência
- Eu sou assim: frases que definem a minha essência
- Eu Sou
- 28 poemas sobre a infância para reviver essa fase mágica da vida
