Eu te Amo do Amanhecer ao Anoitecer
Eu fui me deixando guiar por você...
Sem querer eu aceitei essa dança dos sentidos.
E, só por isso, eu acordo com o coração aflito.
Eu me dispenco desse céu, sem cerimônias, no compasso dessa dança.
E você me toca tão gentilmente que eu me permito a esta condição.
Ser conduzida pela suprema manifestação da emoção.
Eu dancei no teu olhar naquele dia que, sem palavras, você disse que me queria.
É tão bela a arte das paixões que se prezam e nunca se desprezam.
E nesse baile a gente dança.
As músicas são cúmplices dos nossos passos em nossos descasos sentimentais.
A gente nunca começou com o fim dessa dança.
A gente nunca terminou o começo dessa dança.
Nós sabemos que o mais gostoso é o quanto a gente se deseja nesse ritmo indecifrável e inflamável.
As batidas fortes dos nossos corações acelerados são frutos de um desses amores invioláveis.
A gente dança, no nosso íntimo, embalados pelo legítimo querer.
É estranho e puramente ardente perceber.
Nós dançamos os diversos sabores e aromas das imaginações impuras.
Somos dois corpos inundados pelo desejo além do primeiro passo dado nessa dança dos pecados.
A dança não terminou...
O céu testemunhou.
O nosso querer nunca sai fora do compasso.
É estranho perceber!
E a dança nem começou...
O inferno atenuou.
Você me deixa no céu nesse banco dos réus.
Nessa dança, eu dancei.
Não reprima o teu bicho...
Eu não faço a mínima questão de domar a tua fera...
Eu só quero possuir o teu instinto mais primitivo com consciência e de peito e portas abertas.
Eu quero ti dar o prazer de conduzir o teu animal perante a minha pureza singela.
Eu tenho o desejo de ti usufruir pelo teu lado mais sombrio e oculto.
Se não for para lhe ter por inteiro, eu não ouso só a parte que me cabe.
Eu não lhe quero se, tão somente, angelical.
Eu quero iluminar a tua parte obscura.
Então se dispa para mim na sua essência mais pura.
Então ouse em abusar de todo o seu canibalismo.
Seja voraz, seja feroz, seja canino.
Nós faremos a farra de dois anjos caídos e nossos corpos selarão a nossa existência perante o univeso.
Eu serei, então, a chama da vida incendiando o teu corpo selvagem pelo querer, pelo desejo e pela vontade.
Não tenha modos, não tenha conduta, não tenha moral, não tenha pudor, não tenha juízo.
Nossa paixão só pode se manifestar assim...
Desse teu lado eu faço questão e eu preciso!
Não se reprima!
Eu ti quero humano e eu ti quero bicho.
Nos teus olhos eu vejo a imensidão...
É quando eu posso apreciar o brilho do teu olhar que eu reconheço a luminosidade das estrelas.
É nesse instante que eu reconheço, em ti, a gota do universo que me faz transbordar.
Tu és, para mim, o acúmulo em desordem da supremacia elementar e nesse acidente cósmico eu me vejo a vagar.
Tu és um desfavor enquanto inquilino dos meus maiores desejos aflitos na saborosidade da tua boca e no teu aroma na minha mente empregnado.
Tu és o gosto agridoce que eu me proponho a degustar na minha face mais ousada e insana.
Deveras tu és uma inquietação absurda!
Tu desajusta o meu coração e embaralha todas as minhas certezas.
No momento em que ti vejo só desperta o meu desejo.
E eu não posso conter o poder dessa atmosfera.
E sempre que eu vejo você, é difícil até descrever o quanto que o meu corpo por ti exclama.
Tão certo como eu preciso do ar que estou a respirar é o solo fértil que foi plantada essa paixão que está sempre a germinar.
Eu não resisto e me deixo, na fogueira do teu corpo, mergulhar, enquanto faço, em ti, as minhas loucuras preferidas e minhas cenas explicitas e ilusórias prediletas.
A imensidão do teu olhar me queima como o fogo e me molha como a água.
Seria abusivo, se não fosse consensual...!
Meu coração saiu do peito...
E de repente toda aquela inquietação fez sentido.
Eu fechei os olhos para não enxergar o que eu sentia.
Mas não adianta colocar a venda.
Sentimento não pede permissão para a visão.
Ignorância minha.
A gente apenas sente e é sem querer, às vezes!
E o redemoinho, por mais contido que seja, em ventos fortes faz um estrago.
Meu coração saiu do peito desajeitado.
Bateu forte e ritmicamente acelerado.
É que a paixão que disperta a alma tem maior poder do que um amor que adormece os sentidos.
É mais potente, é mais agressivo.
Agonizou o amor, então, em sua antecedência de morte...
Meu coração saiu do peito livre e leve como a brisa.
Me trouxe as poesias mais lindas pelas mãos da força motora da paixão que me mantém vivida.
E então eu me dei ao luxo de admirar o caos à minha volta.
Meu coração reascendeu ao receber a ventania.
Foi o brilho dos olhos teus que me deixou em harmonia.
E fez meu coração sair do peito...!
Então eu peguei o meu inferno e fiz de minha morada.
Eu me joguei no abismo dessa paixão negligenciada.
Eu me deixei pegar fogo, queimar, vira cinzas e fumaça.
Eu peguei o meu bem querer e transmutei em silêncio pelo vácuo do espaço-tempo.
Eis que meu coração saiu do peito endiabrado!
Me faz flutuar do ceus aos infernos do modo mais vasto.
Minha paixão tem a força de um tornado.
Fez meu coração sair, pulsar, brilhar fora do peito...!
Eu vi o universo...
Tão lindamente expresso.
Eu vi a doçura pintada na tua face da forma mais suave
E se era para ser o efeito oposto, eu me quebrei de novo!
Você é a minha via láctea.
Eu pude apreciar a paisagem mais bela.
E que vislumbre, meu amado amante, perder, assim, a força da gravidade.
Flutuar como uma pluma sem, sequer, o chão pisar.
Eu voei no espaço aéreo desse mar de constelação.
Ah, o teu olhar...
Obra-prima da primavera eterna!
A mais bela composição da natureza sem área, ângulos, retas e arestas.
Não se pode calcular a imensidão que abrange o teu olhar.
Sem letras escritas, sem palavras ditas, no silêncio supremo, és poesia.
É lindo de ver, é lindo de testemunhar, é lindo de comprovar como é perfeito cada traço do teu DNA.
Só para me confrontar, a tua areia movediça eu não canso de enfrentar!
E, quanto mais eu quero sair, mais me afundo.
Ah, meu bendito oceano galáxial, desse teu veneno eu já quis me curar em terra, céu e mar.
E para me desconectar dessa atmosfera, o meu ar, o teu sorriso foi capaz de roubar.
Cada detalhe teu me traz uma sentença de refém.
E, se eu digo que não te quero, eu minto.
Para não ser uma refém declarada, eu omito.
E para não morrer de coisas de coração, eu me levo a outra dimensão.
Você é a minha melhor confusão na minha confissão de paixão e contradição de amor.
Eu quero tanto que, de tanto querer, eu tenho medo de me deixar prender e, nunca mais, querer me soltar.
Ah, meu bem, como é gostoso me render a esse meu jeito diferente de amar você...
Estou sem ideias...
O seu excesso me deixa em branco no espaço aéreo, respirando no vácuo.
Eu rio ao mesmo tempo que me encanto.
Me deixa sem palavras...
Me deixa no silêncio pontiagudo.
É um absurdo!
Eu ouso me esquivar pelas palavras perdidas e te encontrar nesse resto de ar rarefeito até uma frase se completar.
A minha indigestão é forte demais nesta prontidão que me deixa desperta entre loucuras e lacunas da nossa paixão.
Eu não tenho condições de ser delicada enquanto a intensidade me provoca alvoroço e em mim faz morada.
Cada trecho é um veneno que reflete o teu olhar, que me fez o todo repensar.
Eu não sei onde começam e terminam a ilusão e a exatidão deste conto sem título, início definido ou fim concluído.
É o rascunho de uma dissertação descrevendo a minha terrível contemplação do teu Ser.
A história é de extrema doçura e obsessão.
Eu, em você, sou a tua contramão.
Você, em mim, é vias de fato.
Ah, meu bem, estou sem saber como me perder destas ideias errôneas, ásperas, severas e infectas que tenho toda vez que meu instinto chama por você.
Eu preciso me curar deste mau caminho adorável de lhe querer e desejá-lo.
É um sentir caloroso e saboroso.
Mas é bem desgarrado e desgraçado.
Sem romantizações!
Eu vou e volto por este espectro vitral emocional.
São as paranoias absolutas dos contrastes entre a razão e o coração.
Eu ando submersa e boiando no teu oceano intercontinental.
Eu me fiz navegadora diante dos teus territórios desconhecidos.
No teu corpo, eu faria uma nova grande navegação na minha exploração marítima.
O meu fim seria apenas no Triângulo das Bermudas.
E, entre idas e vindas, nós faríamos, nesse caos, uma permuta.
Morreríamos ali ou descobriríamos um novo portal multidimensional.
Viveríamos ali e testemunharíamos a plena conjunção visceral.
Algum caminho trilharíamos em direção ao horizonte, mesmo que o sol poente ficasse no além-mar adiante.
A aposta vale alto e o risco vale muito, mas eu ainda tenho ousadia na cotação e intenção no teu produto interno bruto.
Que audacioso, esse trajeto envolvente!
Pelo bem ou pelo mal que fosse, nessa viagem maresiada, terra firme em ti eu encontraria.
Você já não seria o mar que me embalaria, meu bem.
Você seria a terra que me desabrocharia.
Bailando como eu
Há o amor, que chega sem avisar
Que ganha sem apostar
E fica só por amar...!
Há o amor que entende pelo sentir
Que sente no seu sorrir
E doa-se pra construir...!
Quem ama quer cativar pois sente com emoção.
Escuta com o coração e vive sua canção.
Se curtes o meu bailar, me fita com seu olhar, escolhe comigo sonhar.
Vamos dançar!
amor_in_versus
Eu finjo tão bem, tu finges também?
De fingimento vai vivendo toda vida cicatriz na ferida do amor mal resolvido.
E se embriaga encenando bons momentos só para aliviar as dores do coração que está partido.
Mas se a vida não é comercial de margarina, pelo menos a gente vive bons momentos com a família.
Nós jogamos nossas dores pra matilha fingindo que foi fisgado e caiu na armadilha.
Mas quem desiste do amor não tem futuro, alivia o pensamento mais está em cima do muro.
E esquece do amor mais belo e puro o afugenta pelo medo de cair no lodo escuro.
E se escora em romance passageiro, sem coragem de lutar por um amor tão verdadeiro.
Mas a noite descansando o seu traseiro vai tentar curar ferida empoçando o travesseiro.
Pelo menos satisfaz quem por ti reclama fingindo que é por amor o prazer que tens na cama.
amor_in_versus
Ajustando as vela
E de tanto castigar-me eu alcei a minha âncora
E zarpei novo destino navegando em outros mares
Quis chegar a um novo rumo onde nunca navegares
Mas o vento ainda sopra.
Eu passei por tempestade navegando águas sombrias
Com o mar entrando a popa e na proa a ventania
Eu busquei Porto Seguro, Precisava calmaria
Mais o vento ainda sopra.
Expandindo outros horizontes, oceanos de incertezas.
Me encantei novos romances que confunde os sentimentos.
E busquei amores rasos pra livrar o meu tormento.
Mas o vento ainda sopra
Pra esquecer o teu sorriso eu foquei todas as faces.
Mas a ti vento me leva não importa o caminho
Não adianta muitos amores é melhor viver sozinho.
Pois o vento ainda sopra.
Eu quero seguir em frente mas pra traz vento me leva.
Fiz da arte minha vida, fascinei na melodia
Pra acalmar meu coração e conter a ventania
Mas o vento ainda sopra.
Sei que o vento ainda sopra bate forte a emoção
Mas preciso fazer algo pra pra acalmar meu coração.
Se navego o meu destino mas ainda vivo por ela.
Tenho que rever a bússola ajustando minhas velas.
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Desequilíbrio
Eu me perdi nesse labirinto de meus defeitos e em cada rota que eu sigo me aprofundo mais em um abismo tenebroso e sem saída.
Estou perdido a vagar sobre areias desertas onde não encontro um oásis para desposar o meu corpo e saciar minha sede.
Meu coração sangra sem você,
Minha alma está perdida desconsolada e sem rumo.
Minha querida, devolva-me o prazer de sua companhia.
Apenas você é capaz de inspirar minha vida, equilibrar minha mente e me trazer alegria.
amor_in_versus
Esperando você me lê
Eu escrevo o amor que grita em meu peito.
Você escuta meu grito mais não me lê.
E ao estar em minha frente fingindo não vê
Negaste o conforto que eu tive em seu leito.
Acordo após uma noite solitária e fria.
Os sonhos que tenho tristeza me traz
Por culpa de causas e fatos banais
Restou no meu mundo só melancolia.
Escrevo poesia em sua dedicatória.
Até me surpreendo tamanha dedicação.
Momentos vividos de nossa história.
Os dias bonitos de nossa união.
Eu me perdi nesse labirinto com meus defeitos
cada rota que sigo um labirinto sem saída.
Perdido a vagar pelos campos sem rumo
Recebendo o castigo de sua partida.
Nosso amor esteve escrito nas estrelas, seu M na palma de minha mão.
Mais a imposição de nunca mais vê-la
cravou uma espada no X do meu coração.
Hoje o que me resta é escrever poesias, esperando que um dia você me leia.
Mais em cada jornada no amanhecer do dia
Você me afugenta distância receia.
Pedacinhos de você em mim está escrito
No meu corpo ainda exala seu perfume
Se te vejo com outro eu sinto ciúme
Registro em minha rede o que nunca foi dito.
Eu vejo você mais você não me vê;
eu te leio mais você não me lê.
Eu escrevo o amor que grita em meu peito.
Você escuta meu grito mais não me lê.
E ao estar em minha frente fingindo não vê
Negaste o conforto que tive em seu leito.
amor_in_versus
Oh Mar!
Será que eu poderia evitar, fazer boca boca sem lhe tocar, sentir o seu hálito e não beijar?
Oh Mar!
Será que valeu a pena sonhar;
Eu era a lua, você o mar.
Olhar as estrelas e nos amar?
Oh Mar!
Onde foi que eu errei? Se fui muito lento ou procrastinei? Eu certo ou errado, eu juro lhe amei.
Oh Mar!
Sentir que eras vasto e de cabeça me joguei, mas seu amor foi fluido, líquido, raso.
E de tão raso o teu perigo
não atinei e enquanto lhe amava me afoguei.
Oh Mar! Vê se transborda sem me afogar.
amor_in_versus
Aspas [“ ”]
Primeiramente um diálogo
no teu seio me consolo
Seja praia ou em um lago
Eu me acalmo no seu colo.
Se escrevo é paz que eu sinto
E lhe faço referência
E desejo e não minto
ser a sua preferência
"O amor tem várias histórias
de artimanhas que destino afasta.
Se não me engano da memória
Eram versos escondidos numa caixa"
Quis falar, ligar não pude
Mas me veio a consciência
Dias tristes eu fui rude
Mas valeu a persistência.
Quando escapa a juventude
Vai chegando a razão
Que o amor em plenitude
É maior do que paixão
Se tens reciprocidade
Carinho, colo, atenção isótropas
A conexão é de verdade
mas deixo amor ainda em Aspas [“ ”]
O verdadeiro sábio é aquele que conhece o seu próprio eu e domina as suas emoções; do contrário, é um mero espectador fora de si.
Mesmo sentindo que algo mudou,que eu não sou mais o que era pra você.Eu continuo aqui buscando uma maneira de não pensar que nossos caminhos ainda podem se cruzar.A verdade é que não desejo nenhum encontro com você.Apelo ao universo que leve tudo que me faz triste.
DESALENTO
Eu fujo da minha mente pra não lembrar,
Porque ainda não encontrei uma maneira de esquecer.
E mesmo que pareça exagero, foi dos meus olhos que
centenas de lagrimas caíram.Foi eu que senti tanto que já
não havia nada que pudesse me fazer continuar.
Me arrastei até sentir que poderia ficar de pé outra vez.
Eu sentia tanto vazio que não conseguia me olhar.
E eu pensava que o tempo seria a cura.Eu esperei, tão
impaciente,tão desesperada que dormia chorando.Eu rezei,
implorei, tão despedaçada que não sabia mais de mim.
Porque a única coisa que eu queria muito era não sentir que
ainda amava.O tempo vai levando o peso, vai deixando leve
a caminhada solitária.Mas o tempo não é a cura.Não há cura,
Há apenas uma resistência que se adquire.Uma rocha que se
Constrói pra que não te derrubem mais.
Ao menos de eu ser capaz de amar-me hei de ser recíproco
Deixarei as roupas dos passado que não me vestem mais para te encontrar
Eu que ainda falo e declamo teu nome para o mar
Onde as palmeiras vibram com as palavras de amor que com o vento levam ao teu chegar.
