Sem romantizações! Eu vou e volto por... Nadja Silva

Sem romantizações!
Eu vou e volto por este espectro vitral emocional.
São as paranoias absolutas dos contrastes entre a razão e o coração.
Eu ando submersa e boiando no teu oceano intercontinental.
Eu me fiz navegadora diante dos teus territórios desconhecidos.
No teu corpo, eu faria uma nova grande navegação na minha exploração marítima.
O meu fim seria apenas no Triângulo das Bermudas.
E, entre idas e vindas, nós faríamos, nesse caos, uma permuta.
Morreríamos ali ou descobriríamos um novo portal multidimensional.
Viveríamos ali e testemunharíamos a plena conjunção visceral.
Algum caminho trilharíamos em direção ao horizonte, mesmo que o sol poente ficasse no além-mar adiante.
A aposta vale alto e o risco vale muito, mas eu ainda tenho ousadia na cotação e intenção no teu produto interno bruto.
Que audacioso, esse trajeto envolvente!
Pelo bem ou pelo mal que fosse, nessa viagem maresiada, terra firme em ti eu encontraria.
Você já não seria o mar que me embalaria, meu bem.
Você seria a terra que me desabrocharia.