Eu sou uma Pessoa Timida
Não que seja poeta.
Não sou!
Nem escritor, artista
ou compositor, mas
De repente me vejo triste
E a tristura quero que esvaia
pelos meus dedos aflitos
Quero que após a escrita
o vazio que fica,não dure
Repentino se farte
De uma alegria perene
rara, desconhecida...
E um arremedo se faça
De um poeta que passa
Que derrama na tinta
no papel e na graça
Um pouco da alma
Que do artista já indo
Vai sorrindo...
E não sendo!
CATEDRAL DA CISÃO INTERIOR.
Há dias em que sou lâmina
há noites em que sou abismo
Em mim a razão constrói altares
logo depois o delírio os incendeia
Penso com rigor antigo
sinto com fúria primitiva
sou ordem que se ajoelha
sou caos que aprende a rezar
A lucidez ergue-se como torre
a vertigem responde como mar
uma promete sentido
a outra exige verdade
Carrego duas coroas invisíveis
uma de espinhos silenciosos
outra de luz que cega
Quando amo sou excesso
quando penso sou ruína
e no centro desse império partido
governo-me sem trono
Ainda assim caminho
pois mesmo dilacerada
a consciência avança
como dor ferida que se recusa a cair.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"É singular constatar que mesmo sem intenção consciente sou expropriado de mim na lembrança que em ti habita como se a memória fosse mão estranha que me usurpa o ser e nele finca uma lâmina invisível cada nota um golpe cada instante uma gota cada silêncio uma lágrima e assim sou aberto por dentro rasgado no âmago diante de um vazio infinito que não consola nem responde apenas permanece como presença imóvel e severa"
No meio desta multidão, sou apenas um estrangeiro
Que busca compreensão, para seguir em meu caminho.
Madrugada.
Solidão e solitude.
Sou amante, praticante
da solitude.
Principalmente nas madrugadas.
Madrugadas libertam o pensar.
Por vezes o pensar dói, ao contrário
do imaginar.
Me perguntam se sou roqueiro, mas não sei responder, porque o rock, não tem explicação, então fique com seus preconceitos para você, poupe-me por gentileza, calando a boca.
NOVOS TEMPOS
Vivemos Democracia,
Respeitem minha opinião!
Sou contra ignorância
Greve e Revolução.
A hora de protestar
É sempre na eleição,
Fazendo a nossa parte
Não votando em ladrão.
Pátria amada querida
Ecoa em nossa memória,
Quem clama por ditadura
Nunca estudou a História.
Mas como diz o poeta:
O tempo é sempre Senhor.
Que vá embora as mazelas
E o Brasil mostre o seu valor,
E que venham novos tempos
E uma nação superior.
Poema: a culpa de um prédio
Sejam todos bem-vindos ao poema: a culpa de um prédio.
Sou um prédio cinco estrelas.
Perdão um hotel cinco estrelas.
Todos usufruem, desfrutam da minha beleza.
Não há quem resista aos meus confortos.
Aqui já desfrutaram as mais belas celebridades.
Sou o melhor, o mais sofisticado prédio que já existiu.
Mas o que ninguém sabe é que, culpo-me todos os dias.
Tudo que se pode imaginar nos solos hoje em dia é somente concreto.
A floresta não existe mais,
As pessoas também.
Todos que me admiravam não estão mais aqui.
Estão desprovidos de vida.
Eu continuo belo, com um pouco de poeira.
Mas do que adianta ser o mais belo para si mesmo?
Sem poder compartilhar o melhor de si?
Pena que não pude falar,
Pois fui destruído por máquinas enormes.
Ainda tenho medo de elas um dia me derrubar.
Queria saber de onde elas vieram.
Mas só vim acordar quando já era um prédio.
Sinto falta dos seres humanos,
Pois tenho a certeza que eles não iriam permitir
As máquinas fazerem o que fizeram conosco:
Toda uma floresta tornou-se concretos.
Caso existir alguém vivo ai
Venha-me visitar, pois estou muito solitário.
Voltem sempre.
"A vaidade me fazendo sentir melhor do que realmente sou é tão nocivo quanto a baixa autoestima me fazendo sentir a pior das criaturas."
Sou Feliz porque Deus reconstrói tudo na minha vida. Quando se acabam as forças, Deus vem e renova. Quando não posso conter as minhas lágrimas, Deus inclina-se e abraça-me com alegria. Quando o amor se vai, Deus faz renascer a flor, e quando parece que o final se torna inevitável, sem esperanças, Deus oferece um novo começo, e os sonhos um dia em cacos, são agora restaurados.
