Eu sou uma Pessoa Timida
Agreste
Sou nordestino, cabra da peste
Sou do sol do Norte, calor do agreste.
Nasci nas ruínas,
Garimpei nas minas
Hoje vivo no sudeste.
Vivo na labuta atrás do dicumé.
Na minha terra santa
Eu tinha esperança
De puder viver.
Aqui pur estas bandas, a fome reina,
O Trabalho é raro, vivo de punhados de troco.
O sol não queima a pele, arde na alma
Sordade da minha fianga na sombra de coco.
As veiz as fome aperta, nem farinha tem que armuçar
Meus fios se deita a dormir pra fome passar,
Espero na terra o milagre divino
Triste a chorar.
Quero ir me embora pro meu roçado
Culher meus mio, meu feijão pranatar,
Na face a esperança, no peito a alegria
Pras terra da minha infancia eu pudê vortar.
Que ninguém me condene por aquilo que já me condenei. Pois não sou idiota, "idiota é quem faz idiotice": Tipo, julgar os outros.
Posso parecer grande
pode parecer que sei de tudo
,mas na verdade sou tão pequeno quanto você e talvez até menos sabio
Não venha comigo brigar
Sou perito em conjugar
os tempos do verboa amar
e citando Vinicius,e que isso não vire um vicio
fique sabendo meu amigo
que pelo amor de uma mulher
eu viro a cara pro perigo
e seja lá o que Deus quiser!
odair flores
Não tenho tudo que quero na vida,mas tenho o mais importante de tudo,tenho a vida.E por isto,sou feliz e muito grato ao criador.
E à partir de agora o autoconhecimento é meu guia. Não tente me mudar,
já descobri o que sou. Não tente não me aceitar, já me entreguei à minha vida.
Não me vigie de trás, porque existo no singular, às vezes do avesso e me olho de frente para o espelho.
SIMPLICIDADE.
Sou simples sim senhor
de vida dura no arado
sou mais um trabalhador
sem diploma de letrado
mas conheço muito doutor
com dinheiro no exterior
vendo o sol nascer quadrado.
Não sou volúvel por ter tido tantos amores! É que romântico que sou, ia escrevendo minhas histórias, nas calçadas e nos muros que encontrava pela vida, com restos de carvão ou pedaços de tijolos que encontrava pelo chão... aí vinha a chuva e apagava tudo e eu continuei, até chegar em você, e parei!
Não sou melhor,
Não sou esforçado.
Não sou direito,
Não sou de nenhum lado.
Não sou bom, e não sou ruim.
O que então eu sou em fim?
Sou apenas eu!
Mais afinal, quem sou eu?
Sou a mão que acaricia o peito esquálido do cachorro
Enquanto ele me encara agradecendo o doce afago
Sou as mil borboletas presa no estômago teimando em avisar
Das mazelas que estão por vir e prefiro não acreditar
Sou o cabelo arrancando lágrimas doídas involuntárias
Pq cai em cascata na testa e nos meus olhos resolve fazer morada
Sou a vontade acima da vontade de me afogar no mar
Sou o canto da sereia embanando meus próprios sentidos
Somente agora posso dizer que sou filósofo… Somente agora aprendi a surpresa de perceber o perceptível. De olhar e vislumbrar o que já é visto, analisado, doutrinado.
De sair da estagnação dessa lógica absoluta. Enxergar a certeza de tantos anos, com outros olhos. E livrar-me da arrogância do saber nato.
Agora sou simplesmente ignorante sobre a resposta certa! Procuro-me trazer desafios! Usando então de minha ignorância como forma de entender, que a sabedoria só sabe o que dela foi sabido.
Desculpe
Mas sou apenas um fantasma
Sou um fugitivo
Vendi minha alma
E o demônio vem me cobrar
Todo o dia
Por isso fujo
Corro deste deus
Ele sabe que tenho algo a fazer
Tenho que escrever meu livro póstumo
E ele o quer agora
A eternidade é complicada de se entender
Às vezes
Nem eu nem deus nem ninguém
Existimos
Nunca é sempre
