Eu sou uma Pessoa Timida
“Hoje, (06/02/2017), aqui em Vitória-ES, estou me sentindo em uma terra de ninguém, num verdadeiro faroeste, onde não há escrúpulos, nem respeito algum pela vida humana."
Existe uma luxúria na autocensura. Quando nos culpamos, sentimos que ninguém mais tem o direito de nos culpar.
A ambição é uma droga que transforma quem se entrega a ela em um demente em potencial.
Mas uma coisa sei: qualquer evento nos marca e nos transforma só na repetição ou, melhor dito, num segundo momento, em que ele é evocado, retomado, revivido.
Não há mistérios na situação alarmante do Brasil, nem no caos que ainda virá. Não haverá uma grande revolução na mente deste povo, pois tais revoluções necessitam de uma educação sólida.
Um exercício principal da juventude deveria ser aprender a suportar a solidão; porque ela é uma fonte de felicidade, de paz de espírito.
Pois é como se uma maldição pesasse sobre o dinheiro: todo autor se torna um escritor ruim assim que escreve qualquer coisa em função do lucro.
RECOMEÇO
Uma visão, uma mão sobre o vidro da janela.
Um pensamento alheio, longe, vago, distante
Um destino a ser traçado, uma nova vida a ser definida
Olhos distantes buscam o vazio. Vidas não vividas.
É noite. A cidade acordara. O breu lá fora apavora
Às luzes ultrapassam as cortinas que através do vidro emolduram a sala
O medo ficou do lado de fora. É tempo de repensar, de ir além
O que estava guardado a sete chaves e o que estava oculto vieram à tona.
O Jazz toca na vitrola. A nostalgia se fez presente.
O passado trouxe lembranças de um tempo que desconhecemos
E que precisava ser vivido hoje. Resquícios de uma vaga lembrança. Um filme.
Nossa música, um vinho na taça, um brinde, uma dança.
Uma caneta esquecida no móvel da sala. Um pedaço de papel sobre a mesa
História para contar. Relatos que nem lembrávamos de que um dia fez parte
Da nossa história. Vem. Chegou a hora. Precisamos revirar as páginas
Recomeçar. Reescrever. Reinventar ou talvez deixar acontecer.
A madrugada se despede neste momento e eu preciso partir.
O que precisava terminar, o tempo se encarregou de levar
Um novo período irá começar. Uma nova porta irá se abrir.
Uma nova chave no chaveiro. Um novo tempo e uma nova escolha.
Prepotência querer entender todo o universo com uma razão, razão que não consegue entender nem como chegou nessa conclusão.
Escuto a voz, o princípio vital no fluxo de representações prementes, uma via privilegiada para o conhecimento.
Sinto o silêncio, o precípuo perceber rescaldado da alma, a limiar aproximação entre o estar só e a entrega ao livre fluxo das associações.
Chego a conclusão: É... estar só se constitui um fenômeno altamente sofisticado e trabalhoso, estar só e o estar em silêncio assumem diferenças significativas; estar sozinho não necessariamente reflete estar em silêncio, e estar em silencio, não obrigatoriamente significa estar sozinho.
