Eu sou uma Pessoa Timida
ONTEM, HOJE E AMANHÃ
Ontem sabia quem era e onde estava...
hoje sei quem sou e onde estou...
Mas serei eu amanhã a mesma...
se nem eu sei para onde vou!
Ontem sabia o que queria...
hoje continuo a saber o que querer...
Mas quererei eu amanhã o mesmo...
se nem eu sei aquilo que eu posso ter!
Ontem sabia com o que sonhava...
hoje continuo a saber com o que sonhar...
Mas sonharei eu amanhã com o mesmo...
se nem eu sei se terei asas para este voo levantar!
Ontem sabia com quem contava...
hoje continuo a saber com quem contar…
Mas contarei eu amanhã com os mesmos...
Não sei!! Verei… quando o amanhã chegar!
“Para que serve a poesia”?
Eu respondo;
“Poesia serve para rasgar a alma
Serve para se colocar para fora sentimentos incontidos
Serve para transferir para as letras algo do interior
Citando “Fernando Pessoa” em Autopsicografia
“O poeta é um fingidor “...
Tudo bem , nem sempre o que se escreve , está se sentindo
Porém, a poesia sempre fala algo de si
Intrínseco
Interno
Oculto
Mas sempre fala algo mesmo que subconsciente
Então eu que pergunto: “A poesia te serve?”
Deve servir sim...
Mas não sei se podem chamar algumas coisas que leio de poesias
Nem mesmo textos com sentido são...
Não vejo...
Não percebo...
Não entendo o que alguns escrevem...
Embora não critique a arte...
Mas não posso chamar de arte aquilo que não eleve a alma
Para ser arte precisa acrescentar algo
Se assim não o for não é arte
Se assim não for nem pensamento lógico o é...
Letícia Andrea Pessoa
“Eu nunca pensei que estaria aquém,
zelando por casas desconhecidas,
reproduzindo histórias não vividas.
Cuidando do jardim que de um Zé alguém.
Nunca imaginei viver de conta gotas
de afeto.
Viver a base de decretos.
Uma vida que não me convém.
Aqui sou feudo,
sou o vassalo e o rei.
Vivendo à custa do existir,
nas terras de um grão vizir.
Por isso planejei meus sonhos pro além,
enquanto aqui minha oportunidade não vem.
Se minhas terras já tem dono,
os meus céus ainda não tem.”
" Eu apenas sei , de que nada sei ...E mesmo tendo consciência do meu desconhecimento ,permaneço na eloquência de ser uma eterna aprendiz..."
Eu: Quero salvar o mundo!
Universo: Nunca vais conseguir
Eu: Basta mudar um pouco, porque se todos pensarmos assim todos conseguiremos
A minha mãe sempre me disse. O céu é o limite e eu sempre acreditei, quando era pequena tudo parecia mais fácil, vivi os meus sonhos, passei uma infancia feliz, não posso dizer que agora tenho uma vida triste, mas á medida que o tempo passa, as coisas mudam, parece que o mundo perde um pouco do seu encanto
SEU SORRISO.
Mesmo que eu tentasse,
Descobrir o que quer dizer...
Seu sorriso.
Jamais conseguiria decifrar,
Cada beleza do seu sorriso...
Que vier me encontrar.
Seu sorriso para mim,
É como o brilho do olhar...
O brilho do seu sorriso a me guiar.
Seu sorriso é tão belo,
Que eu não sei explicar...
A beleza do seu sorriso,
É a luz do meu olhar.
Hoje...eu percebi...
Que de tanto procurar por pessoas...
De tanto ir atrás de sonhos Impossíveis...
De tanto sonhar com um futuro .... no qual somente eu acredito....
Percebi que tenho deixado para trás um tanto de vida...
Um tanto de alegrias...
De sorrisos...
Enfim...
Hoje...
Não sei porque...
Acordei diferente...
Depois de anos e anos...
Alguma coisa acordou em mim...
E eu me olhei no espelho...
E disse...
Preciso urgentemente ir à vida...
Antes que ela se canse de mim...
Então, reconheci no espelho...
Aquela menina...
Que há muito havia perdido de mim...
Joguei tudo fora...
Para enfim reconquistar - me....
Feliz!!!!
Monóloga
E eu fico aqui.
Desnorteada por teu amor
Aqui largada , jogada...
Simplesmente sem sentidos pela tua paixão
Fico aqui a me doar
Doar meu amor
Meus sonhos
Meu corpo
Sempre aos teu desejos
Aos teus instintos...
Mas não quero mais ser teu brinquedo
Não quero mais ser teu objeto
Que usas e jogas fora
Tenho alma , tenho espírito
Não quero mais esse amor
Assim unilateral
Solitário
Monólogo...
Não permitirei mais que você
Me use assim
Me abuse assim , por noites afio
Por anos sem fim
Pois se que não me amas
Apenas transbordas em mim teu prazer animal
Não quero mais você
Não quero mais a mim assim
Desse jeito pra mim , eu não te amo mais...
Teu sorriso
Razão de minha vida
Minha pequena gema preciosa
Alma dada por Deus para que eu cuide
Teus olhos minhas pedras verdes brilhantes
Teu falar minha música preferida
Mesmo quando choravas
Ainda assim eu sorria
Meu pequeno anjo
De asas escondidas
De palavras doces sempre a me alegras
Minha obra prima
Se é que assim posso julgar
Apenas sei que sou feliz
Por assim te cuidar...
Letícia Andrea Pessoa
Eu acredito em anjos
Eu acredito em anjos
De asas abertas sobre o céu
De aréolas cintilantes á minha porta
Eu acredito em anjos
E eles nos cercam
Nos velam
Nos intuem
Sobro o céu
Sobre o céu
Naquela noite fria , você se aqueceu , lembra-se? Era teu anjo
Um anjo em tua vida
Um anjo em tua janela
Aquecendo a tua alma
Eu acredito em anjos
Queria um caído aqui comigo
Uma história de amor
Ou uma perdição secular
Queria voa nas asas de um anjo
Em busca da felicidade
Ou através da eternidade assim
Anjos choram por você
Por mim
Anjos
Anjos choram em noite de chuva
Porque você me esqueceu assim??
Mas eu acredito em anjos....
E você acredita também...
Vivo como o Pequeno Príncipe
Nesse meu mundinho
Meu pequeno asteróide
Onde posso ser eu mesma
Eu e minha rosa
A rosa éa minha poesia
Nada procuro
Apenas acrescento-me dia a dia
Muitas vezes saio desse mundo
Mas sempre volto
É como um refúgio para minhas dores
Meus medos
Onde meus amigos por estarem longe
Conseguem ver-me por dentro
Onde eu não consigo ser rude
Muito menos áspera
Mas tantos pelas circunstâncias
A distancia ajuda
A falta de contato físico e diário nos leva a ser mais suaves
A rotina acaba uma hora ou outra com a diplomacia
Sou assim...
Que Antonie de Sant Exupéry que me perdoe
Me comparando com sua criação
Mas que desacato á literatura...
Mas é assim, exatamente como me sinto...
Eu , meu planeta e minha rosa...
Leticia Andrea Pessoa
Meu eu
Hoje minhas palavras estão um tanto negras
O espírito negro o outro lado de mim hoje dominou
Meu lado obscuro
Minhas vontades maléficas
Hoje saltaram para fora de meu corpo
Tentei prender esse meu eu
Mas de nada adiantou
Ele saiu abrindo a asa sobre mim me dominou
Comecei então a descrever esse mundo sombrio
Esse mundo fétido, escuro
Onde as trevas dominam
Onde a luz jamais entrou
Mete-me medo esse ser
Que de tão belo encanta
Mas que ao mesmo tempo tem a face deformada pela luxuria
Os sete pecados nele vivem
Todos os defeitos nele permanecem
Esse meu lado do mal
Guardo bem guardado
Escondido trancado
Á sombra dos olhos de Deus
Leticia Andrea Pessoa
Vi, vendo e aprendi.
Deus — eu acho — inventou o mundo pra ser riso,
mas a gente, caçador de nadas,
faz da vida um troço
cheio de importância.
Pássaros aproveitam mais as tardes que os homens,
voam fora das asas.
Olhar um passarinho seria suficiente,
mas teimamos em perguntar o por que de tanto voo.
No voar sem pressa,
nos ensinam a atrasar o fim do dia.
Vi, vendo e aprendi o homem complica,
feito formiga carregando folha grande.
Parece que a vida não basta em si.
Não tem segredo em ser, disso eu sei.
É só a alegria besta de estar na terra,
feito pedra que gosta de água
ou planta que conversa com o vento.
Só se é adulto quando se cresce criança.
A gente inventa propósito tentando esconder o óbvio:
que viver é um exagero de simples,
uma risada larga,
um susto bom de não entender tudo.
Aprendimento
Os mais antigos diziam:
— menino que se rala vira sabedor.
E eu virei sabedor de queda.
Sabedor de chão.
Sabedor do peso das palavras
que não se ouviram.
Porque antes do som da queda
vem um barulho de silêncio —
é quando a vida avisa
com cochicho.
Mas eu,
desobediente das alturas,
só aprendo na unção da poeira.
No sermão das formigas.
No degrau que fere meu joelho.
Alguns precisam beijar o chão
pra entender que não se pisa em tudo.
Aprender é descalçar o orgulho
e fazer verso com a cicatriz.
No meu aprendimento,
comi esse doce de fel.
Era azedo como boldo,
mas, no fundo,
tinha gosto de aurora.
Asas
Me ensinaram a ser chão,
a ser reto, a ser horário.
E eu fui —
fui sem vírgulas, sem desvios, sem fé,
sem delírios.
Nem andor passava por mim.
Desaprendi de voar
quando adulteci
e virei funcionário da rotina.
Guardei minhas asas na gaveta do
esquecimento,
junto de papéis amassados e promessas
vencidas.
Me acinzentei — mas os olhos, não.
Eles cansaram de ver histórias de aluguel.
Anseio por uma história que ainda não construí.
Meu conto.
Meu próprio folclore.
Quero subir novamente,
nem que seja feito um passarinho de metal,
avião de lata.
Cair para cima.
Acredito que ainda tenho tempo.
Sonhar é verbo com hélice.
Ontem, me lembrei que nasci para o alto.
Reabri a gaveta com dedos de menino.
Achei minhas asas caladas, mas inteiras.
Borrifei esperança nas penas,
reacendi o desejo pelo voo na pele.
E fui.
Voar é desobedecer o peso.
Mesmo que o vento se esqueça.
Mesmo que as asas tremam.
Alcançar os ares é importante —
reaprender a sonhar,
mesmo que o mundo diga: não.
Quanto mais alto eu falo
A voz tende a sucumbir
Acho que desce no ralo
E eu não consigo me ouvir.
Santo Antônio do Salto da Onça RN
Terra dos Cordelistas
30/10/2024
