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Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha

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Se você vive com uma mulher que já teve outros homens, orgulhe-se disso. Pois você é o melhor homem que já passou na vida dela!

⁠A maior obra de uma pessoa é a consciência.

Corram de políticos cheios de probleminhas como quem corre de uma relação cheia de probleminhas. Não precisamos resolver probleminhas dos políticos. Somos apenas eleitores. Se recusem a entrar no circuito deles!

Escrever, para mim, deixou de ser um capricho bonito de quem gosta de palavras e virou uma necessidade quase fisiológica, tipo respirar depois de subir uma ladeira enorme no sol do meio-dia. Eu estava há tanto tempo inspirando o mesmo ar pesado, reciclado pelas minhas próprias memórias, que quando finalmente escrevi, foi como escancarar uma janela e descobrir que o mundo ainda tinha vento. E não aquele vento dramático de novela, não. Um vento simples, honesto, que não promete nada além de movimento. E, naquele momento, movimento já era tudo que eu precisava.


O curioso é que eu não escrevi esperando resposta. Nem dele, nem da vida, nem do universo conspirador que a gente gosta de culpar quando está carente. Eu escrevi para me ouvir. Porque até então, eu estava cheia de vozes dentro de mim, menos a minha. Era lembrança falando alto, era saudade fazendo discurso, era ilusão pedindo mais um capítulo. E eu, coitada, só anotando, achando que aquilo era verdade absoluta. Quando eu finalmente me escutei de verdade, sem maquiagem emocional, sem aquele filtro poético que transforma sofrimento em obra-prima… foi desconfortável. Mas também foi libertador. Porque ali não tinha mais para onde fugir. Era só eu comigo mesma, sem plateia, sem roteiro, sem desculpa.


E a tal da lucidez… ah, essa não bate na porta, não pede licença, não manda mensagem antes. Ela entra como quem já mora ali há anos e só estava esperando eu parar de fazer barulho para se manifestar. E quando ela chega, desmonta tudo. Derruba cenários, apaga luzes, desmonta personagens. Aquilo que antes parecia gigante, intenso, insubstituível… vira só o que sempre foi: um capítulo. Importante, sim. Mas não eterno.


E é aí que entra a parte que mais assusta e mais alivia ao mesmo tempo: esquecer não é apagar. Eu não virei uma versão fria, sem memória, sem história. Eu virei alguém que olha para trás sem sentir aquele aperto no peito que parecia um lembrete constante de que algo estava inacabado. Não estava. Nunca esteve. Eu só demorei para aceitar que já tinha acabado há muito tempo. A gente sofre mais tentando reescrever o passado do que vivendo o presente. Porque o passado, minha querida, não aceita edição. No máximo, interpretação.


E essa lembrança… a ceia na casa da avó. Olha que cena sutilmente dolorosa. Um convite que parecia simples, mas que carregava um mundo inteiro de significado. E eu recusando. Não por falta de vontade, mas por excesso de consciência. Eu sabia que não cabia ali. E olha a maturidade disfarçada de tristeza. Às vezes, crescer é exatamente isso: reconhecer onde a gente não pertence, mesmo quando o coração quer dar um jeitinho de se encaixar.


Aquele abraço final, as lágrimas sendo enxugadas com uma delicadeza quase contraditória… como se o gesto dissesse “eu me importo”, enquanto a realidade gritava “mas não o suficiente para ficar”. E tudo bem. Porque naquele momento, sem perceber totalmente, eu já estava me despedindo de verdade. Não só dele, mas da versão de mim que ainda insistia.


E a vida, com seu humor meio irônico, meio genial, seguiu. Quase dois anos depois, eu casei. Escrevi uma nova história. Mas dessa vez, não foi sozinha. Não foi baseada em suposições, nem alimentada por silêncios interpretados. Foi construída. Tijolo por tijolo, dia após dia, com alguém que estava ali de verdade, não só na minha imaginação.


E isso muda tudo.


Porque no fim, não foi sobre esquecer alguém. Foi sobre parar de sofrer por algo que já não existia e abrir espaço para o que podia existir. Eu não apaguei o passado. Eu só parei de morar nele.


E hoje, quando eu lembro, não dói. Não pesa. Não chama. Só existe. Como uma página virada de um livro que eu não preciso reler para saber que já entendi a história.


Se você ainda está respirando esse ar pesado, talvez esteja na hora de abrir sua própria janela.

LIBERTEM-SE DA ILUSÃO EMOCIONAL, PORQUE ELA É UMA PRISÃO...

Cada um de vocês pode se libertar disso. Isso não é amor; vocês amam a versão que inventaram da pessoa. Mas, se hoje fossem viver um romance, acabariam do mesmo jeito. Idealizamos aquilo que não existe mais ou aquilo que a gente acabou inventando.

Pensamos, choramos, a ponto de sentir tanta dor emocional que achamos que vamos enlouquecer. Eu passei muito tempo sofrendo assim; sonhava, mesmo sem querer pensava. É como se os ventos trouxessem memórias de nós e soprassem nos meus ouvidos, alcançando o subconsciente.

Poxa, foi aos 16 anos, e isso ainda perdurou por muito tempo.

Um dia, tive a coragem de escrever e contar tudo o que sentia, tudo o que me lastimava. Eu precisava me libertar! Nunca mais seríamos nada um para o outro, além de memória. Ele confessou também que, se fosse em outra época, talvez mais adiante, e se não tivéssemos ninguém, talvez seríamos perfeitos um para o outro e daríamos o amor que tanto não entendemos. Mas hoje nós dois seguimos nossas vidas, respeitamos nossos parceiros, e ambos resolvemos nunca mais entrar em contato.

Eu disse isso; já ele falou no silêncio. Nas desculpas por não ter percebido o quanto eu o amava, pediu perdão. Eu disse que não havia nada para perdoar e que desejava que ele fosse muito feliz em sua vida, porque ambos estamos sendo cuidados, e que assim permaneça.

Nunca mais chorei, nunca mais sofri, nunca mais pensei no que poderia ter sido. Escrever diretamente ao destinatário e abrir a alma me libertou. Nunca mais escrevi melancolias; hoje sou motivação. E, sim, ninguém esquece, a menos que soframos um colapso mental e percamos a memória. Mas a gente consegue, a partir disso, seguir a vida como se nunca tivesse se decepcionado durante todo esse tempo.

Espero que façam o mesmo e se libertem, deixando bem claro que já é passado e que tudo o que queriam era colocar para fora o que faz doer.

⁠Uma Corujinha-do-mato
se aproximou no telhado,
O meu coração é seu e está completamente apaixonado.

FLORES


ATO I - Germinação:
"De repente, uma semente se transforma em algo tão belo, cheio de cor e vida. No entanto, isso não significa que não exista sofrimento ou dificuldades ao longo desse processo.
Ao imaginar a vida como uma flor, antes de considerar sua beleza ou fragrância, lembre-se do esforço que o caule teve para crescer, como uma base forte que espera um dia poder exibir o resultado mais belo. Assim como nossos pais, que nos inspiram a florescer como verdadeiras rosas."


ATO II - Florescimento:
"Mesmo com tanta beleza, é fácil imaginar que nem sempre foi assim, pois existem épocas em que as pétalas caem. Esses são os dias mais difíceis, mas sempre existe a certeza de que, após uma longa chuva que molha a alma, podemos florescer, assim como as dificuldades da vida.
Além disso, não podemos esquecer o poder que temos de compartilhar nossa essência com aqueles que nos cercam, como se estivéssemos polinizando aqueles que passam por nossa vida, mesmo que de forma indireta ou natural."


ATO III - Amadurecimento:
"Não existe conformidade na diversidade. Mesmo no deserto, pode surgir a mais bela rosa, repleta de cores e experiências vividas. Às vezes, ela é enxertada por interferências externas, mas está sempre pronta para mostrar sua beleza, como um sorriso inabalável em meio à luta para estar ali, apenas para trazer felicidade ao próximo."

ESPAÇO


Diga-me algo! Você se sente bem nesse mundo sombrio? Um homem uma vez disse que somos seres repletos em um vazio profundo. É inquietante pensar que nossas vidas giram em torno de outras, mesmo que de forma indireta. Como se, no fundo, sempre precisássemos de aprovação. Mesmo quando tentamos esconder nossas emoções, nós nos tornamos o próprio vazio.


Parte de nós são nossas experiências, nosso trabalho, nossas vidas, mas, acima de tudo, nossos sentimentos. É como comparar o vazio do espaço sideral com nossas emoções. Há um universo de galáxias, e mesmo quando pensamos que sabemos tanto, sempre descobrimos algo novo.


Muitas vezes nos sentimos pequenos, como se quiséssemos explorar todo o espaço, mas só podemos visitar os mesmos planetas: medo, tristeza, felicidade e, até mesmo, o amor.


Mas afinal, qual é a distância entre o medo e a felicidade? O quão perto o amor está da felicidade?


Acredito que o espaço, ou o vazio, só pode ser preenchido com amor próprio. É como se conhecermos a nave que nos leva nessa jornada sem destino: nosso corpo e espírito são nossos guias. Todos os dias, temos a oportunidade de mudar nossas vidas e criar nossa própria Via Láctea, um caminho repleto de brilho, mas com um fundo de escuridão, cheio de mistérios e sem um destino conhecido.


Como amante do espaço, gostaria de olhar para trás e ver que tracei meu caminho sempre escolhendo as melhores alternativas que tive. Às vezes, inseguro, às vezes navegando através de uma nebulosa perturbadora que afoga meus pensamentos em bilhões de acontecimentos instantâneos, mas que, no final, gera algo belo.


Por mais desafiador que o lugar que percorremos possa parecer aos olhos de outros, tudo parece mais fácil. E, no final, você percebe que a aprovação que sempre buscou nos outros era, na verdade, a sua própria aprovação. Viva a vida, construa seu caminho, sinta suas emoções, atravesse as nebulosas. VIVA!


Acima de tudo, respeite o seu ESPAÇO!

O amor verdadeiro é uma fonte que alimenta, cresce e ilumina, jamais algo que consome ou destrói, pois o que sufoca não é afeto genuíno, mas uma carência profunda habilmente fantasiada. Aprender a diferenciar o toque da paz do toque da possessão é a chave para a liberdade do coração. O amor certo tem, na verdade, um cheiro inconfundível de paz profunda e o gosto familiar de um lar seguro, onde o olhar que reconhece a sua essência é a maior prova de verdade. É uma experiência impossível de confundir, que nos convida a sermos inteiros e a buscar a profundidade e a verdade em vez da superficialidade. Amar exige coragem, é colocar o coração na linha de frente e arriscar a ferida, mas não amar é uma dor muito mais silenciosa e devastadora, pois o coração precisa deste movimento sagrado para pulsar e, através dele, nos construir e nos tornar humanos, longe da frieza de uma pedra.

A jornada no deserto não é um castigo, mas uma escola de crescimento e amadurecimento onde somos forjados para a glória que está reservada à frente. É nesse lugar de escassez e solidão aparente que a provisão de Deus se manifesta de maneira mais clara e íntima, ensinando que não vivemos de pão somente, mas de cada palavra que sai da Sua boca, que é nosso sustento. Não importa a aridez do vale, pois Ele está no controle e sabe fazer tudo muito melhor do que podemos planejar, nos conduzindo em segurança para a terra prometida que Ele desenhou para nós.

A maior de todas as prisões é a convicção de que já se detém a verdade completa, uma ilusão alimentada pela preguiça da mente. O ser humano, envolto na teia de suas próprias certezas limitadas, recusa-se a tatear a escuridão do desconhecido, falhando em reconhecer que a verdadeira sabedoria reside apenas no humilde e
corajoso ato de admitir a própria ignorância, como Sócrates ousou declarar.

O ego é um espelho sujo: mostra apenas uma versão distorcida do mundo. Se não o limpares, viverás no reflexo de uma mentira que tu mesmo criaste.

A maioria das pessoas se preocupa mais em parecer feliz nas redes sociais do que em construir uma alegria real e inabalável dentro de si.

O sofrimento não é opcional, mas a forma como você o carrega é. Aceite a tempestade como uma forja, ela tira a ferrugem e revela o ferro.

O fracasso não é cair, mas recusar-se a usar o chão como trampolim. Toda queda é uma aula gratuita sobre estabilidade.

Que a sua essência seja uma rocha vulcânica capaz de testemunhar a destruição e o renascimento de todas as suas próprias fases, o ciclo é maré, mas a alma é a cartografia indestrutível que permanece.

A ferida aberta não é derrota, mas a fissura vulcânica pela qual se expele o material de uma nova fundição, a dor é a matéria-prima em brasa que forja a armadura de uma resistência irredutível.

O vazio é uma câmara de eco projetada para reverberar sua própria voz, a única e mais cruel solidão é a ausência do seu eu naquele espaço que clama por
sua presença.

A vida não se revela como um mapa, mas como uma escadaria em névoa, só a fé no peso do calcanhar ilumina o degrau seguinte. É um ato contínuo de confiança cega, jamais um exercício de visão panorâmica.

A vida é uma morte e um batismo contínuos. Os fins não são punições, mas a poda cirúrgica que garante o espaço vital para o novo, celebre a clausura para que a abertura ressoe com a força de um evento cósmico.