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Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha

Cerca de 485697 frases e pensamentos: Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha

O LAGO DOS CISNES
(Fragmentos de um esquecimento lúgubre)

Vi uma casa no campo com flores silvestres e um lago de cisnes. Vi anjos de luz brincando em nuvens de algodão. Ouço vozes celestiais; elas me cobrem com um véu transparente que flutua do céu. Vejo nele respingos rubros. Olho meus dedos e vejo tinta, como gotículas de sangue que choram do meu coração. Sono. Pálpebras seladas por um esquecimento lúgubre.

Lu Lena / 2026

Viver o luto de entes queridos é como ser uma alma flutuante em um corpo oco
— totalmente sem direção.

Lu Lena / 2026

VIDAS UNIFICADAS
(Quando a paciência se torna a única luz no escuro de uma crise)

Um estouro. Lâminas de silêncio pelo chão. Suspiro fadigado pelo tempo em mais uma crise de um mundo que quero entrar e desconheço. As lágrimas não caem mais. Secaram e deram um nó no peito. Olhar confuso. Coração disparado. Autismo? Vidas unificadas em cores desbotadas em mais uma fase de vida, que já nem sei se é dia ou se é noite, resiliente em só paciência e amor.

Lu Lena / 2026

PERFUME DE AMIZADE
(A diferença entre marcar uma época e permanecer na alma.)

Amizade é como deixar uma flor num livro velho; se o perfume permanece, é porque deixou sua essência. Caso contrário, é apenas um marcador do tempo.

Lu Lena / 2026

O VOO DA ÁGUIA
(​O passado ficou na água, hoje escolho voar.)

​Pairava sobre mim uma sombra que não me pertencia. Doeu, até que o sofrimento virou cinzel e me esculpiu nova. Hoje, diante do espelho e da memória, faço como Pilatos: lavo as mãos. Deixo que a água leve os resíduos do passado. Sigo o caminho sob o sol, enfim, subo ao alto da montanha e, como águia, renasço e voo...

Lu Lena / 2026

A alma dos diferentes é feita de uma luz além.

2 de Abril é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, as palavras de Artur da Távola nos lembram que a neurodiversidade não é um "quebra-cabeça a ser montado", mas um universo a ser compreendido e respeitado. 🧩

É preciso recordar que a criança autista cresce; adultos existem, mas são frequentemente esquecidos.
​Como diz o poeta, a alma dos diferentes é feita de uma luz além... 💫

E é nesse "além" que se encontram os autistas adultos, muitas vezes caminhando de mãos dadas com mães que carregam sozinhas uma lanterna na mão.

​Ser diferente é carregar tesouros de ternura que nem todos conseguem enxergar de primeira. Mas o reconhecimento falha quando a mãe atípica deixa a lanterna cair pelo peso da exaustão.

Que possamos abrir nossos olhos e corações para que essa luz e essa lanterna se transformem em acolhimento, apoio e empatia.

​Mais do que conscientizar, precisamos incluir e amar. Que a sociedade não nos entregue apenas a lanterna para continuarmos o caminho sós, mas que ela seja, finalmente, a própria LUZ. 💡

Lu Lena /2026

O INTERDITO DO SER
(​Quando a resiliência se torna uma cela invisível.)

​Muitas vezes possuímos a força necessária, mas enfrentamos circunstâncias tão adversas que nos retiram o direito ao sentir; há uma interdição externa que nos nega essa permissão.

​A vida vai passando, e os ponteiros do relógio parecem cavalos selvagens correndo na praia deserta, com sede urgente de um oásis. São como os dias que nascem e morrem: às vezes nos exigem o encilho, mas em outros nos negam o fôlego.

​Então, erguemos castelos de resiliência sobre terrenos movediços, dunas disformes e mares agitados. Sob o peso do dever, os ombros aprendem uma postura que não admite o tremor.

Temos, inevitavelmente, a força — essa força bruta, quase descomunal, que nos mantém de pé quando tudo ao redor desmorona. Mas é uma força solitária que ninguém vê; só a gente sente e observa, desprovida de alento.

​As circunstâncias são como carcereiras invisíveis que impõem o silêncio aos nossos afetos. É a pressa do mundo, o rigor do papel que desempenhamos, a interdição de quem nos olha esperando apenas a solução, nunca o cansaço. O mundo nos aplaude a armadura, mas ignora a pele que pulsa por baixo dela.

​Negam-nos a permissão. Dizem que o sentir é um luxo para tempos de bonança, um desvio de rota para quem tem pressa em chegar. E assim seguimos: fortes por fora, mas com um deserto de palavras não ditas por dentro. Pois a dor que não encontra o direito de ser sentida não desaparece; ela apenas se acumula nas frestas da nossa estrutura, esperando o dia em que a força, finalmente, se canse de ser apenas pedra e reivindique o seu sagrado direito de pulsar.

​Porque a vida, tal qual uma vertente de rio, não foi feita para ficar represada em armaduras; ela nasce para contornar obstáculos e, enfim, desaguar no sentir.

Lu Lena / 2026

Pelo sim ou pelo não, vou fazendo um zigue zague com uma cordinha chamada “talvez” e nessa linha imaginária e pueril ela fica flutuante como pipa conforme o vento sopra…
Onde?
- No meu coração!

As marcas não desaparecem, mas deixam de contar uma história de dor para testemunhar o cuidado de Deus.

ESPELHOS DO TEMPO

Aquela pessoa que você admira e reconhece por ter uma qualidade de caráter ou virtude que você também gostaria de ter, é você, amanhã, mostrando hoje o que já existe no seu interior e que aguarda ser desenvolvido.

Aquela pessoa que lhe irrita a ponto de mobilizar o seu pensamento e suas emoções, é você também, hoje, refletindo aspecto da sua sombra a ser integrado e trazido à luz.

Aquela pessoa cujas ações equivocadas você consegue compreender, a ponto de ter apenas compaixão, é você, ontem, mostrando no agora aspectos que você já superou, em algum tempo.

Somos seres-espelhos, semelhantes e conectados, vindos da mesma Fonte, buscando consciência, compreensão e amor.

Sob nomes e aparências variadas, e expressando níveis de entendimento diferentes, somos apenas UM nesta transitória e infinita jornada do tempo e espaço.

⁠Tocam no Universo
como uma partitura
as asas do Condor,
não consigo da Lua
e nem das estrelas
que quero só meu
o teu infinito amor.

Inti me presenteou
constelações incas
que lembram no céu
a beleza do teu olhar
e a nobreza do amor
que estou a cativar
neste mundo a girar,
e que insistem parar.

Fortes são as minhas
cordilheiras que criei
para ninguém tentar
tocar em tudo aquilo
que é de inspiração
e na eterna canção
que irá nos embalar.

O amanhecer será
nosso e indomável,
a última ópera fiz
questão de escutar,
e toda hora vivo por
dentro a me preparar
para quando o amor
vier a nos encontrar.

Título: Adeus definitivo


Quando o primeiro pingo do pé de meia cai na sua conta, é uma sensação indescritível de felicidade.Por mais que muitos não valorizem esse sentimento, tenho certeza que vão pensar que teria sido melhor valorizar dinheiro que consegui só estudando e filando aulas. Quando chegarem na última parcela dessa sua última paixão ( pé de meia), vão perceber que é muito tarde para se arrepender de não ter aproveitado o tempo com ela.Por isso que, se vc decidir reprovar de ano para aproveitar com ela, faça sem ter arrependimento nenhum, aproveite cada minuto que se possa ter. Adeus, pé de meia 😞😞

Livros que contam
poeticamente
a história de uma
prisão injusta
que um General
continua sofrendo

⁠Nos tratar com respeito é uma demonstração sublime de humanidade e de cidadania.

Existem dias em que a vida é um drama, e outros em que ela é uma comédia. O segredo é saber trocar o figurino rápido.


SerLucia Reflexoes

Nem toda dúvida é ausência de fé. Algumas dúvidas são o começo de uma fé mais sincera.

A tua voz embeleza a manhã, Lábios cor-de- maçã, Sedução nada vã, O sonho flui de uma forma que já até sinto o teu aroma de hortelã.

Dizer “não” é uma das formas mais poderosas de afirmar sim para si mesmo. É um limite saudável que protege sua energia e define até onde o outro pode ir

“Compreender a alma sob a ótica cabalística não é apenas uma teoria, é um convite à transformação real, à elevação e ao alinhamento com a luz.” - do livro Cabala Viva

“A força feminina não é uma força de imposição mas de gestação. Ela se move nas entrelinhas, gera cultura, transmite valores, cuida do invisível. Ela não destrói para vencer. Ela transforma para servir à vida.”

Trecho do livro O despertar da Deusa: as faces do Feminino Sagrado