Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
A saudade de um amor perdido é uma dívida que se paga em longas prestações e cujo saldo devedor nunca chega ao fim.
Relicário
É uma índia com um colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o a de que cor
O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou
E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Com o gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou
O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso desse amor
Sobe a lua, por que longe vai?
Corre o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite
Por que está amanhecendo?
Peço o contrário, ver o sol se pôr
Por que está amanhecendo?
Se eu não vou beijar seus lábios quando você se for
Quem nesse mundo faz o que há durar
Dura a semente dura o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou
O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor
O que você está dizendo?
Um relicário imenso desse amor
O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?
Canção do Adeus
Mais uma vez,
lábios se abriram
e me disseram
adeus!
Um duro olhar viu
meu sim silencioso,
cheio de surpresa
e desapontamento.
Lábios que antes úmidos,
prometiam beijos,
secos e crispados
recusavam o amor.
E meu corpo tremeu
apertando a garganta.
E, engraçado, nada
havia mudado.
Nunca houve amor,
apenas farsa,
ilusão e dúvida.
Sua imagem
ressurgiu das sombras,
me acusando
os erros de outrora.
Sua boca, em outros lábios
me apontavam.
O destino por mim próprio
construído era, enfim,
a sua forma de vingança.
Todo amor
que desprezei um dia,
foi consumido
ao fogo do arrependimento.
Mas, creia que já não luto
e compreendo agora
que tenho de sofrer
o que lhe fiz.
Embora por outros lábios,
outras vozes e gestos
diferentes.
Tudo é você,
tudo é seu
e me condena.
A SAUDADE E A DISTÂNCIA
A distância geográfica não atrapalha uma amizade.
O que atrapalha é o coração fechado, magoado.
Coração aberto, tempo e distância não contam.
Mas o que conta é o afeto, a cumplicidade que se tem.
Não importa a cor ou qualquer outra diferença.
O que importa é que você esteja no meu coração.
E só sairá quando pedir para eu abrir a porta.
A distância não afasta, e sim aproxima.
Dá vontade de ver o brilho nos olhos,
o sorriso nos lábios.
De conhecer os pensamentos.
De saber o que você tem feito.
De perguntar como vai você?
A distância não significa esquecimento.
Mas sim um até breve, até qualquer momento.
A distancia me ensina a perceber que as amizades
brotam nos lugares que menos esperamos
ou imaginamos.
A distância também nos faz conhecer pessoas
maravilhosas e especiais. Assim como você!
Adoro meus amigos, do fundo do coração.
Se você for uma pessoa que busca realmente a verdade, é necessário que ao menos uma vez na vida duvide de todas as coisas, da maneira mais profunda possível.
A fotografia é uma forma de ficção. É, ao mesmo tempo, um registro da realidade e um autorretrato, porque só o fotógrafo vê aquilo daquela maneira.
ADEUS = A-DEUS:
Não é uma despedida, é entregar nas mãos de Deus aquilo que você não pode mais cuidar.
Pode-se tirar tudo de um homem exceto uma coisa: a última das liberdades humanas – escolher a própria atitude em qualquer circunstância, escolher o próprio caminho.
Tenho guardada no meu peito uma chave chamada promessa que poderá abrir todas as fechaduras do castelo da dúvida.
Não desista jamais. Sempre haverá um céu estrelado, uma lua crescente, um sol nascendo e se pondo para ser contemplado. A vida está sempre em metamorfose. Ela não vai parar esperando que acordamos para o seu melhor momento.
Um pecadinho como uma pequena pedra dentro do nosso sapato atrapalhará a nossa caminhada até ao céu.
Quem tudo suporta em silêncio - calúnia, agressões, injúrias - conquista uma autoridade moral que faz calar os opositores e transforma aversão em admiração.
