Eu sou uma Menina Levada mas Quietinha
Os gregos antigos acreditavam que antes tínhamos quatro braços e pernas e uma só cabeça com duas caras. Éramos felizes. Completos. Tão completos que os deuses, temendo que não precisássemos de devoção, nos partiram em dois. Deixaram-nos vagando pela Terra, divididos e aflitos. Eternamente buscando. (...) A outra metade da nossa alma.
Você é a pessoa que todo alguém queria ter ao lado. Você é uma mistura de felicidade e encantação. Você é vento no rosto da beira da praia. Você é poesia bagunçada, mas que toca e emociona. Você é noite de luau. Você é esconderijo no claro. Você é arrepio. Corpo quente no frio. Água no deserto. Vem, chega mais perto. Você é tudo, e quando não for, calma, eu faço você ser.
Um namoro pode acabar, mas uma amizade não. Tome cuidado ao se distanciar dos seus amigos por causa de um(a) namorado(a).
Com o tempo você aprende que a maioria dos sins só dura uma noite. Que você já se iludiu antes, antes e antes, e todas as vezes disse a você mesma: da próxima vez vai ser diferente. Mas não foi. Tudo começa com alguns olhares, você vê naquela pessoa algo que te atraia irrestivelmente, algo que te tire o ar, que faça o teu coração chegar na garganta, você chega em casa e não para de pensar nesse garoto. Mas que diabos ele fez para você se encantar assim? Você corre para as amigas e fala dele incansavelmente, parece que não tem outro assunto, chega a ser chato. Depois da conquista vem o tal 'aceito'. Mas não em pedidos de namoro, casamento ou qualquer outra coisa parecida. Não em contratos, não um 'aceito' dito ao corretor referente àquela casa perfeita.. É um aceito referente ao coração, quando você se permite deixar que outra pessoa seja mais importante que você. Começam as brigas, as mudanças. Ele, numas horas doce, e noutras te tratando como lixo. Você sofre, chora, se pergunta o porquê de ter deixado a situação chegar a tal ponto. É simples: Alguns caras são como aquele sapato que você sonha a tempos. Perfeitos para você: Na vitrine. Então levante-se, enxugue as lágrimas, acreditar não faz de ninguém um tolo. Aliás, 'ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta.' Você é esperta, assiste filmes com angelina e brad, lê livros de bom gosto, seu cabelo nasceu pra ser sacudido em comecial de xampu. Gosta de música, faz uma macarronada maravilhosa e tem todas as curvas no lugar (quase todas). Não importa, Você tem bom humor, é extrovertida, sincera e fiel, não pega no pé de ninguém. Com um currículo desse, criatura, pra que chorar por quem não merece? Você vai rir disso um dia, quando estiver se apaixonando por outra pessoa. E vai aprender que a maioria dos sins só duram uma noite
O adolescente infrator será sempre resultado de uma sociedade que descuida das suas crianças e jovens. É preciso terminar esse ciclo de vitimação: a sociedade abandona, cria uma vítima que é a criança, e essa mesma criança cria outras vítimas quando começa a furtar, roubar, violentar, assassinar.
Porque não há sentido, se não houver mudanças... Uma vez inverno, outrora primavera. Uma vez sozinho, outrora na multidão. Uma vez chorando, outrora sorrindo. Uma vez observando, outrora sentindo. Uma vez lamentando, outrora se alegrando. Uma vez silêncio, outrora cantando. Tudo está em constante mudança, até mesmo seu coração.
Não deixe as pessoas serem seu alicerce, elas são uma aposta ruim, a pior aposta que você pode fazer.
O mal do cristão é sempre achar que o ateísmo representa uma conspiração contra sua crença religiosa enquanto na verdade o ateísmo se refere apenas a uma percepção da realidade.
Se não está em suas mãos mudar uma situação que te causa dor, sempre poderá escolher a atitude com que encara esse sofrimento.
Se há uma coisa que a pregação evangélica anda fazendo é diminuir o tamanho de Deus e aumentar o tamanho do homem.
E foi mesmo na frente da igreja que a vida de Antônio deu uma volta medonha, pois, no que viu Karina, seu coração disse pra sua cabeça, vá, e sua cabeça disse pra sua coragem, vou, e sua coragem respondeu, vou nada, mas sua boca não ouviu e beijou Karina bem ali, no meio da praça, e a boca de Karina não disse não, e nem poderia, pois estava por demais ocupada.
Daí pra frente se sucederam muitas noites de festa e muitas outras de desgraça tanto no coração dele como no dela, pois a graça do amor é justamente esse emperrado. Quer, não quer, pode, não pode, quer mas não pode, pode mas não quer, um passa a querer o que o outro desquer e esse só vai querer novamente com a desquerência do outro. O fato é que, foi, não foi, Karina e Antônio foram destrocando juras para lá e para cá, cada vez mais muitas, e Nordestina acabou se acostumando com aquelas palavras de amor passeando pelas ruas até não sei que horas da madrugada.
O nome de Antônio e Karina passara a só andar juntos na boca do povo. Lá vêm Karina e Antônio, lá vão eles. A palavra sempre lhes servia de acompanhante. Os dois não se afastavam nem nas frases, nem nos cantos, nem mesmo no pensamento. Seus olhos também não se afastavam nunca, os dele dos dela, os dela dos dele, nem as bocas e nem as mãos. Os pedaços de um foram descobrindo os pedaços do outro, por partes, até chegar a hora em que cada pedaço de um conhecia o outro inteiro. Karina nunca tinha visto isso nem em filme. Não daquele jeito. Antônio também desconhecia esse negócio que dá dentro da pessoa nessa hora. Um negócio que só tem vantagem, uma atrás da outra, e bastam apenas dois para senti-lo, mais nada, podia existir coisa melhor na vida? Na noite em que Antônio e Karina viraram um só de vez, quando todos os pedaços dos dois, sem faltar nenhum, se ajeitaram num mesmo espaço, e as duas bocas, enquanto separadas, murmuraram bobagens importantíssimas, e os dois pensamentos conheceram juntos lugares que não existem, coincidiu que a lua também estava cheia. E se a lua estava cheia, a noite também devia estar se sentindo o máximo.
Te escrevi duas vezes: a primeira saiu uma coisa sincera, mas lamentativa demais, um saco. A segunda saiu “madura e controlada”, mas extremamente falsa.
