Eu sou tudo e nada
Eu sonho demais,disso eu sei.Mas o que seria da vida e do mundo sem os nossos sonhos?NADA.
O que seria do amor,sem nossos sonhos apaixonados?NADA.
A graça do amor é sonhar,sonhar muito…Sonhar com nos dois juntos, se beijando,fazendo e recebendo carinhos.
O que seria do meu amor por você,se eu não sonhasse com você todas as noites,todas as tardes e todas as manhas?Sim eu sonho com você a todo momento,pensar em você já virou uma rotina pra mim.A melhor rotina de todas,
__ Aquela rotina que eu não quero sair dela nunca….
Eu só sei de uma coisa é que eu não sei de nada e quando penso que sei de alguma coisa vem alguém e diz que tô errada então quando souberem de alguma coisa me digam pra mim saber também aí eu vou poder dizer que sei de alguma coisa.
Algo começou
antes que eu percebesse.
Não tinha nome.
Não pedia nada.
Só ocupava.
Eu não falei.
Não por medo,
por intuição.
Há coisas
que só existem
enquanto ficam quietas.
Então eu fiquei.
Sem saber o que era.
Sem decidir ficar.
Nada é mais triste do que ser medido pela utilidade. Se eu não tenho serventia, meu valor é zero para vocês. Mas a conta da vida é outra, a gente só leva o que amou. Vocês escolheram o raso. Que sigam o caminho que quiserem.
DeBrunoParaCarla
A única certeza que você pode ter ao meu respeito é que eu não temo nada e nem ninguém que sangra e morre igual a mim.
Eu te dei espaço e tempo para consertar as coisas e você os usou só para voltar como se nada tivesse acontecido. E eu sou taurina. Tudo o que eu te dei eu também me dei a mim. A diferença é que agora, pra mim, também nada aconteceu, mas eu não voltei pra você porque eu me reconstruí no seu silêncio.
Da vida eu nada espero, mas eu vivo a vida, espero apenas da esperança, ela sim pode motivar a ter uma vida melhor da que vivo no hoje.
Toda vez que me deparo com sua imagem eu me apaixono diferentemente dia após dia;
E nada esconde esse desejo de te ter aos meus braços pensando em te oferecer um poema no qual eu recite com o eco os meus sentimentos a você;
Deixe-me te encontrar para descobrir o seu eu com requinte de um romantismo suave, mas verdadeiro para iniciarmos uma linda história;
Nada melhor que um beijo quente
Em que eu perceba o gosto de seus lábios
E a dor de suas mordidas
Saboreando-me
Com salivas
Indecentes, porém
Doces...
Nossas bocas juntas
Se formando quase em uma
Em um entrelaçar de línguas
Fortalecendo a nossa união
Entre um beijo e outro
O intenso momento de um querer selvagem
E indecência divina que tanto
Satisfaz os nossos desejos...
Em meia turbulência de nossas carnes
Entendo a sacanagem de nossas bocas
E do por que o consumismo
De sua boca para com o beijo;
Alma perdida
Às vezes sinto-me tão vazia
Como se nada mais pudesse sair de mim
Eu abro e fecho portas
Acendo e apago cigarros
Abro e fecho as mãos
Acendo e apago desejos
Nada mais sai de mim
Nem mesmo essas palavras
Elas saem do vazio
Que tomou posse do que fui
E quando é assim e nada sai de mim
Não vejo o início, não vejo o meio
E isso me acende o desejo do fim
Talvez eu tenha saído ou sido retirada
Por isso nada mais sai de mim
Seria um anjo caído?
Um andarilho sem rumo na estrada?
Alguém viu minha alma?
Acho que ela foi roubada
Quero senti-la de novo
Mesmo se estiver quebrada
Eu a vi hoje.
Ela não me viu.
Eu também não senti nada.
Nenhum aperto.
Nenhuma pressa no peito.
Só reconheci.
E guardei.
Como quem salva um arquivo
que já não precisa abrir.
Um dia, quando eu voltar...
Um dia, quando eu voltar, talvez nada esteja no mesmo lugar.
As ruas terão seguido seus caminhos, as pessoas terão contado novas histórias, e o tempo terá feito aquilo que sabe fazer melhor: continuar.
Mas algumas coisas permanecem.
Permanecem os abraços que não demos. As palavras que ficaram guardadas. Os sorrisos que a distância não conseguiu apagar.
Um dia, quando eu voltar, não quero encontrar o que ficou parado me esperando. Quero encontrar o que cresceu, o que floresceu, o que teve coragem de viver.
Porque quem ama de verdade não guarda a vida numa gaveta. Cuida dela até o reencontro.
E, se esse dia chegar, que a gente se reconheça não pelo que perdeu, mas por tudo aquilo que teve força para continuar sendo.
Um dia, quando eu voltar, que o tempo não seja uma desculpa. Que seja apenas a ponte entre duas saudades que sobreviveram.
Lucci Santz ✍️
Eu me refaço em silêncio todos os dias.
Enquanto o mundo acredita que nada mudou, por dentro eu reconstruo ruínas, recolho pedaços, costuro feridas e reaprendo a existir.
Meu coração grita em um barulho sem voz.
Ninguém ouve, porque nem toda dor faz som. Algumas apenas ecoam dentro da alma, transformando quem somos antes mesmo que a gente perceba.
E, ainda assim, eu continuo.
Porque sobreviver também é uma forma de renascer. E há batalhas que são vencidas sem aplausos, apenas com a coragem de acordar e recomeçar mais uma vez.
Mensagem para você que pensa em desistir
Não pare por nada desse mundo! Eu sei, você está passando por dificuldades e já não sabe mais o que fazer. Ontem se pegou chorando e se questionando se as coisas não iam dar certo para você; que até quem você ama lhe falou para que parasse e procurasse outra coisa para fazer.
Mas ei...não pare! Não desista! Vou te contar uma coisa que talvez você ainda não tenha percebido, mas todos nós passamos por dificuldades e muitas vezes não temos apoio para garantir os nossos sonhos. Problemas, dificuldades são ruins, machucam o corpo e a alma, a falta de apoio de quem nós gostamos também, só que isso não é motivo para desistir.
Se você acredita em algo, se você sonha com algo, creia nisso cada vez mais e faça o que deseja se tornar realidade! Mesmo com as suas limitações, faça! Prossiga, tente, tente de novo e quantas vezes forem necessárias, mas faça! Não pare! Se quer chorar, chore, mas depois limpe as suas lágrimas e prossiga.
A espera e o esforço não são etapas fáceis, mas são as etapas necessárias para que você dê o devido valor ao seu desejo. Estou certo que ao final de tudo você ainda vai gritar: Obrigada senhor, porque eu te ouvi e não desisti!
Amém! Eu recebo.
@keylak.holanda
*O LUGAR ONDE A POESIA NÃO SERVIA PARA NADA*
Eu era novo na cidade e ainda não tinha escolhido um lugar para beber. Toda cidade exige isso de você. Um lugar onde entrar sozinho não pareça uma declaração de fracasso. Um balcão onde ninguém pergunte seu nome. Uma mesa onde você possa ficar olhando para o copo como se houvesse alguma resposta lá dentro.
Encontrei o pub perto de um parque.
Era pequeno. Bucólico demais para o meu gosto, mas não o suficiente para me fazer ir embora. Havia árvores antigas do lado de fora, bancos de madeira e uma iluminação amarela que fazia tudo parecer mais importante do que realmente era.
Dentro, havia estantes cheias de livros, quadros de artistas locais e alguns instrumentos musicais pendurados nas paredes. Um pequeno tablado, quase no mesmo nível do chão, servia para música, debates literários e noites de poesia.
Pedi uma bebida e sentei no canto do balcão.
Era um bom lugar para observar.
E observar é uma das poucas coisas que ainda consigo fazer sem estragar tudo.
Uma mulher subiu ao pequeno tablado.
Trazia algumas folhas na mão.
Começou a declamar.
Não era uma poesia bonita.
Ainda bem.
Falava de solidão, de perdas, de um homem que foi embora, de uma mãe que nunca soube abraçar, de noites em que o telefone não toca e de manhãs em que ninguém tem coragem de admitir que gostaria de não ter acordado.
Falava de gente.
Isso já era uma coisa bastante desagradável para algumas pessoas.
No canto próximo ao balcão havia um grupo de homens e mulheres que parecia ter escolhido aquele lugar por engano. Tinham roupas boas, relógios caros e aquele tipo de conversa que costuma começar com dinheiro e terminar em dinheiro.
Um deles riu.
Outro disse que aquilo era deprimente.
Uma mulher comentou que poesia não servia para nada.
O homem do relógio concordou.
— Poesia não paga conta.
Era uma frase perfeita.
Curta.
Prática.
Estúpida.
Eles riram.
Eu bebi.
A mulher continuou.
E, enquanto ela falava, comecei a pensar que talvez aquela fosse a pergunta errada.
Para que serve a poesia?
A pergunta parecia razoável até você perceber que existe uma doença escondida nela.
A necessidade de que tudo tenha utilidade.
Se alguma coisa não produz dinheiro, produtividade ou resultado, passa a ser considerada inútil.
Uma árvore precisa dar fruto.
Um homem precisa produzir.
Uma mulher precisa vencer.
Um filho precisa ter futuro.
Uma casa precisa valorizar.
Um livro precisa ensinar.
Uma conversa precisa gerar alguma coisa.
Até o descanso precisa servir para recuperar alguém para o trabalho do dia seguinte.
Tudo precisa servir.
Talvez fosse por isso que aquela mulher incomodava tanto.
Ela estava ali fazendo uma coisa que não servia para nada.
Ou, pelo menos, não servia para aquilo que eles entendiam como vida.
Ela não estava vendendo nada.
Não estava aumentando patrimônio.
Não estava melhorando o currículo.
Não estava produzindo uma estatística.
Estava apenas dizendo alguma coisa que doía.
E talvez fosse justamente aí que estivesse a resistência.
A poesia não consertava o mundo.
Não pagava aluguel.
Não trocava o óleo do carro.
Não diminuía a fila do supermercado.
Não impedia que um idiota fosse eleito presidente de alguma coisa.
Mas resistia.
Resistia à ideia de que o ser humano pudesse ser reduzido ao que possui, ao que produz e ao que consegue provar.
Ela funcionava como metáfora daquilo que dá sentido à existência.
Não porque tivesse respostas.
Mas porque fazia perguntas que ninguém conseguia transformar em dinheiro.
Quem sou eu?
O que perdi?
Quem amei?
Quem ainda me ama?
Por que continuo aqui?
Perguntas inconvenientes.
Nenhuma delas cabe numa planilha.
O grupo continuava rindo.
O homem do relógio começou a falar do carro novo.
A mulher ao lado dele mostrou fotografias de uma viagem.
Outro falou sobre investimentos.
Tinham muito.
Era evidente.
Talvez tivessem tudo.
E foi justamente isso que me incomodou.
Pareciam ter passado tanto tempo acumulando coisas que esqueceram de acumular alguma experiência que não pudesse ser fotografada.
Talvez confundissem ter com ser.
Eu não podia julgá-los.
Também tinha passado boa parte da vida fazendo coisas que não sabia se queria fazer.
Trabalhando.
Pagando.
Cumprindo.
Esperando.
Adiando.
A diferença talvez fosse apenas o tipo de mentira que cada um contava para continuar funcionando.
A mulher terminou o poema.
Algumas pessoas aplaudiram.
Poucas.
Ela agradeceu e desceu.
Passou perto de mim.
Por um instante, olhou para o meu copo.
Depois para mim.
Não disse nada.
Talvez não precisasse.
Pedi outra bebida.
Depois outra.
A noite avançou.
O grupo foi embora.
Um deles saiu falando ao telefone sobre uma reunião às oito da manhã.
A poesia havia terminado.
O dinheiro continuava funcionando.
O mundo tinha sobrevivido a mais uma noite.
Paguei a conta e saí.
O parque estava quase vazio.
Comecei a caminhar para casa.
A cidade parecia diferente sem as pessoas falando.
Os prédios eram apenas prédios.
As lojas estavam fechadas.
As vitrines continuavam iluminadas para ninguém.
Passei por um carro importado estacionado na rua.
Pensei no homem do relógio.
Ele provavelmente chegaria em casa, colocaria as chaves sobre uma mesa cara e dormiria numa cama confortável.
Talvez fosse feliz.
Eu não sabia.
E esse era o problema.
Ninguém sabe.
Passamos a vida tentando construir uma resposta com coisas que podem ser medidas.
Salário.
Cargo.
Casa.
Carro.
Viagens.
Seguidores.
Objetos.
Conquistas.
E, no fim, quando tudo isso fica em silêncio, sobra uma pergunta que não pode ser respondida por extrato bancário.
Você viveu?
Ou apenas funcionou?
Continuei andando.
Pensei novamente na mulher do pub.
Talvez poesia fosse isso.
Não um luxo.
Não uma distração para quem não tem problemas.
Mas uma espécie de resistência contra a vida automática.
Um pequeno defeito na máquina.
A recusa em aceitar que nascer, trabalhar, pagar contas, envelhecer e morrer seja uma biografia suficiente.
Talvez um poema seja apenas alguém dizendo: eu estive aqui.
Eu senti isso.
Eu perdi aquilo.
Eu amei alguém.
Eu tive medo.
Eu não entendi.
Mas estive aqui.
E talvez fosse isso que aquelas pessoas não compreendessem.
A poesia não precisava salvar ninguém.
Bastava impedir que alguém se transformasse completamente naquilo que o mundo queria que ele fosse.
Cheguei em casa.
Abri a porta.
Acendi a luz.
Meu gato apareceu no corredor.
Olhou para mim com aquela expressão de quem estava profundamente decepcionado com a minha pontualidade e com a espécie humana em geral.
Tinha fome.
Claro que tinha.
Coloquei comida no prato.
Ele comeu.
Depois passou pela minha perna e desapareceu.
Fiquei alguns segundos parado no meio da sala.
A casa estava silenciosa.
Não havia aplausos.
Não havia relógios caros.
Não havia gente discutindo patrimônio.
Não havia ninguém perguntando quanto eu ganhava ou o que eu possuía.
Havia apenas um gato, uma garrafa pela metade e eu.
E foi ali que entendi uma coisa bastante simples.
Talvez a poesia não sirva para nada.
Talvez nunca tenha servido.
Talvez esse seja justamente o seu valor.
Porque algumas coisas precisam existir sem prestar contas.
Uma música.
Um beijo.
Uma conversa inútil às três da manhã.
Um homem bebendo sozinho.
Uma mulher lendo seus versos para meia dúzia de desconhecidos.
Um gato esperando alguém voltar para casa.
Nada disso aumenta o patrimônio.
Nada disso melhora a produtividade.
Nada disso aparece no currículo.
Mas, quando tudo o que pode ser comprado, medido e contabilizado finalmente perde importância, são essas coisas que permanecem.
Fiquei olhando para o gato.
Ele me olhou de volta.
Nenhum dos dois tinha uma resposta.
Pela primeira vez naquela noite, isso não pareceu um problema.
Talvez viver seja justamente continuar fazendo coisas que não servem para nada e que, por alguma razão, fazem a existência valer alguma coisa.
Talvez seja por isso que ainda escrevemos.
Por isso que ainda ouvimos música.
Por isso que ainda amamos mesmo depois de descobrir que amar não oferece nenhuma garantia.
A poesia não existe para tornar a vida mais útil.
Existe para impedir que a vida se torne apenas útil.
E naquela noite, sozinho em casa, com um gato faminto andando pela sala e a cidade inteira funcionando do lado de fora, percebi que talvez essa fosse a única forma de resistência que ainda me interessava.
Continuar vivo.
Mas não apenas funcionando.
"Refém do Invisível"
Sento no chão, olhos no nada,
o mundo em preto e branco,
e eu… desbotado.
Culpa que não é minha,
peso que não é meu,
mas me jogam, me culpam,
como se ser mais novo
me fizesse de ferro,
me fizesse imortal.
Amei até doer,
me humilhei pra ter migalhas,
e hoje sou refém
de um amor que me acorrenta,
de uma vida que me arrebenta.
Queria sumir, desaparecer,
não pra fugir...
mas pra saber se alguém sentiria minha falta.
Se alguém olharia pro vazio e pensaria:
“Ali existia alguém... alguém que só queria ser amado.”
O que eu fiz de errado?
Por que sempre eu?
Por que meu grito ecoa no nada
e ninguém ouve, ninguém vê, ninguém sente?
Talvez... talvez me atirar no silêncio
seja mais fácil do que continuar implorando
pra existir, pra ser visto, pra ser ouvido.
Mas… entre o abismo e o chão,
talvez exista uma mão.
Talvez exista um recomeço,
talvez, só talvez...
exista vida além do peso,
exista cor além do cinza,
e eu aindanãoenxerguei.
Eu só queria ser eu mesma quando não tenho mais nada para ser. E ainda que eu não seja, continuo sendo sem querer.
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