Eu sou tudo e nada
Você é a minha melodia
Há tantos anos
Nada fez mudar.
Talvez nem mesmo eu aceite
Não posso mais me machucar.
eu vim do pô e do pô voltarei.
Não há nada de novo debaixo do Sol, divirta-se e viva de acordo,se adaptando a dinâmica do mundo.
Não há motivos de ser arrogante.
Tudo debaixo do Sol o quanto quiseres você pode ter,o mundo funciona como você vê, e não como está a acontecer,pois como está a acontecer é só uma manifestação manipulada pelos que estão acima da pirâmide.
Eu reparo muito em como as pessoas tratam aquelas de quem não dependem de nada. Uma boa pessoa trata todo mundo bem; já aquela pessoa que se acha superior aos outros trata muito bem quem pode lhe dar favores ou coisas, mas não trata bem quem não tem nada a oferecer. As pessoas ficam focadas em coisas como 'ah, ele me tratou tão bem' ou 'ele disse isso'. Quando você pergunta 'mas como ele tratou o mais humilde?', a resposta costuma ser 'não sei', como se isso fosse irrelevante. Mas isso é extremamente relevante, porque o caráter de uma pessoa não se mede pelo que ela tem na carteira, mas pela forma como ela escolhe tratar os outros.
Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.
E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.
Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.
Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.
Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.
Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.
Tem uma liberdade quase escandalosa em perceber que eu não preciso ter mais nada pra finalmente ser alguma coisa. É estranho no começo, confesso. Porque a gente cresce acreditando que a vida é uma espécie de checklist infinito: quando eu tiver isso, eu viro aquilo. Quando eu conquistar aquilo outro, aí sim eu me torno alguém. E assim a gente vai adiando a própria existência, como se fosse uma estreia que nunca chega.
Eu já vivi muito tempo assim. Era sempre o próximo passo, o próximo objetivo, o próximo reconhecimento. Como se eu fosse uma obra eternamente em reforma, cercada de tapumes emocionais, esperando o dia em que alguém finalmente diria: pronto, agora sim, você está pronta pra ser você. Spoiler da vida real: ninguém vem com esse carimbo.
E um belo dia, sem fogos de artifício, sem trilha sonora épica, eu percebi uma coisa quase desconcertante: eu já sou. Do jeito que está. Com as minhas contradições, com as minhas partes meio bagunçadas, com as minhas versões que nem sempre conversam entre si. Eu já sou suficiente pra mim.
Isso não significa que eu parei de querer crescer. Eu ainda quero. Ainda tenho sonhos, metas, vontades que me puxam pra frente. Mas agora é diferente. Eu não quero ter para ser. Eu quero ter porque já sou. E isso muda tudo. Porque deixa de ser uma corrida desesperada por validação e vira um movimento mais leve, mais consciente, quase um gesto de expansão, não de compensação.
Antes, cada conquista vinha com um peso estranho, como se eu estivesse tentando provar alguma coisa pra alguém, ou pior, pra mim mesma. Agora não. Agora, se vem, é bem-vindo. Se não vem, eu continuo inteira. Olha que conceito revolucionário: eu não me desfaço na ausência.
E tem algo profundamente elegante nisso. Porque quando eu paro de me medir pelo que eu tenho, eu começo a me reconhecer pelo que eu sou. E isso ninguém tira, ninguém compra, ninguém invalida. Não depende de aplauso, de número, de status, de comparação silenciosa com a vida dos outros. É um tipo de riqueza que não aparece, mas sustenta.
O mundo vai continuar tentando vender a ideia de que falta alguma coisa. Sempre falta, segundo ele. Sempre tem um degrau a mais, uma versão melhor, uma meta mais alta. Mas eu aprendi a desconfiar dessa urgência toda. Porque, no fundo, muita gente está correndo não porque quer chegar, mas porque tem medo de parar e se encarar.
E eu parei. E me encarei. E, surpreendentemente, eu gostei do que vi.
Hoje, eu não quero acumular pra preencher. Eu não quero conquistar pra existir. Eu não quero provar pra validar. Eu só quero ser… e a partir daí, viver tudo que vier como um extra, não como uma necessidade.
Platão disse " só sei que nada sei".
E eu só sei que nada sei e quanto eu mais sei que nada sei, menos eu quero saber, porque saber que nada sei é frustrante.
"A cultura do 'eu não devo nada a ninguém' constrói uma sociedade rica em recursos, mas completamente falida de humanidade."
Eu durmo e acordo, e é um pesadelo.
Eu vejo, mesmo, nada muda aqui.
Tenho tentado enfrentar meus medos e anseios, mas eu desisti. Do nada, o sorriso se vai. Em casa, a máscara cai.
Não é rebeldia, meu pai, eu só quero ficar um pouco só. Melhorar, eu sei que não vai,
mas assim ninguém se estressa mais.
nem é pela atenção ou por paz
eu só cansei de ser sempre o pior.💔💔
Eu só sei que nada sei! Essa é a única porta que me permite vislumbrar o infinito. Sua certeza é o seu limite.
Eu não chamo nada de impossível, porque o que eu conheço do universo é tão pequeno que o 'impossível' é apenas uma palavra que as pessoas usam para esconder o que elas não compreendem.
É claro que nunca vou dizer que você não serviu pra nada, meu bem.. Eu estaria mentindo! Você me ensinou a não confiar em ninguém, então você serviu para, pelo menos, alguma coisa..
EU TENHO MUITA COISA IMPORTANTE PARA DIZER. MAS, NÃO POSSO MAIS FALAR EXATAMENTE NADA, EU ACHO QUE JÁ ESCREVI TUDO.
É claro que o tempo é o meu guardião e as horas minha bussola. Só que nada tem importância se eu não estiver alinhada a tudo.
Só não fuja de mim...
Quando eu me aproximar,
depois de criar coragem
e falar do nada,
mesmo sem sentido algum...
Não precisa me responder.
Pode fingir que não me ouviu,
pode se calar
para não me magoar...
Com palavras
não pensadas,
ditas da boca para fora,
jamais do coração,
que saem como defesa.
Defende-se de um sentimento
que é cura,
não tormento.
Pode ficar quieto, parado,
e até me ignorar,
mesmo que eu não saiba o porquê:
se é amor, desejo ou desprezo...
Já não me importa tanto.
Posso até me enganar,
sem conhecer o real motivo.
Apenas fique.
E não fuja de mim!
Ouve-se por todos os lugares do mundo que o amor cura.
E hoje eu digo que é verdade.
Sem amor nada cresce, sem amor não há vida, sem amor não existe esperança, sem amor não existe motivo querer a cura.
Um grande beijo em seu coração.
R&F Perazza.'.
Vê se entende...
- Foram momentos felizes com pessoas diferentes!
Nada importante!
Eu acho...
Haredita Angel
04.02.21
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