Eu sou o Homem Certo pra Voce
Eternamente jovem, disse o espelho mudo,
Enquanto a alma contava invernos e adeus.
Sou a flor que não murcha, mas que vê tudo
O que amou ser poeira sob céus.
O tempo me esqueceu, cruel e distraído;
Guardo um coração febril, sem ter ruga;
Mas cada beijo antigo, já partido,
É uma lágrima seca que me inunda.
Dramático fardo amar a ti, mortal,
Com este peito insone que não finda;
Sou o verso que fica após o final,
A dor que persiste, bela e infinda.
Reconheço cada erro, mas exibo com orgulho o meu acerto: hoje não sou mais escravo do que me matava por dentro. Graças a Deus fui forte para vencer o vício sozinho, longe de quem prega santidade mas vive na falsidade. Sou um homem que se levantou pelo próprio caráter.
Dizem que sou louco, questionam nossas escolhas e tentam me convencer de que a vida é apenas uma sequência de festas e momentos passageiros. Mas, quando eu paro para respirar, é a sua voz que me acalma.
Eu sei que já cometi erros. Já preenchi espaços com desculpas, tentando dizer o quanto eu sentia muito, mas a verdade é que as coisas materiais — o mundo inteiro nas mãos ou as luzes da cidade — não significam nada se eu não tiver com quem compartilhar.
Eu tomei uma decisão.
Se o destino me colocar em uma encruzilhada e me obrigar a escolher entre o brilho do mundo e o que temos, o amor será minha única resposta. Com você ao meu lado, sinto que não há perda possível; eu já ganhei tudo.
Você é quem acende o meu mundo. É aquela luz que o dinheiro não compra e que a rotina não apaga. Quero te prometer hoje que vou tentar ser melhor todos os dias. Quero construir muito mais que momentos; quero construir uma vida, talvez até a nossa família, tijolo por tijolo.
Não consigo imaginar um único dia sem você. Por isso, peço que fique. Deixe-me ouvir o bater do seu coração e viver de acordo com o que o sentimento diz, que hoje bate no mesmo ritmo que o seu. Eu nunca vou te decepcionar.
"Quanto aos homens sou pessimista;
quanto a Deus, sou otimista. Ainda
não encontraram uma forma de
corrompê-lo."
Marcelo HB
*Liberta-me de Mim*
Se sou livre, por que este nó no peito?
Por que as asas pesam e não querem voar?
Se rompi as correntes, por que ainda me escondo
no escuro conforto do meu próprio cativeiro?
Não há cadeado fora.
A prisão inteira mora em mim.
Sou a cela, sou o carcereiro, sou o silêncio.
Por isso te peço:
liberta-me de mim.
Não sou e nunca serei apenas mais um na multidão; carrego a marca da singularidade e a força de quem veio para fazer história.
Não sou diferente da Matinta Pereira;
nasci com asas prontas para voar.
Não pense que tens condições
de prometer e depois desafiar.
De noite assobio, e de dia volto
para cobrar o que foi combinado.
Se você não cumprir o prometido,
depois não reclame que não foi avisado.
[Quando quero, sou o pior pesadelo
que alguém pode imaginar...]
Não sou contra um Estado nuclearmente armado por ser pauta da esquerda, nem contra o armamento civil por ser pauta da direita. Sou contra o armamento inconsciente, por ser cristão.
Sou favorável à Democracia e contrário ao Conservadorismo, ao Patriotismo e ao Cristianismo igualmente Fabricados.
Não porque toda forma de Conservadorismo seja necessariamente ilegítima, nem porque amar o próprio país ou professar a fé cristã sejam, por si mesmos, problemas.
O que me inquieta, e muito, é outra coisa: quando essas palavras deixam de nomear convicções e passam a funcionar como Produtos Ideológicos cuidadosamente embalados para despertar medo, orgulho, culpa e até obediência cega.
Há um Conservadorismo que nasce da prudência, da experiência e do desejo de preservar aquilo que possui valor.
Mas existe também um Conservadorismo Fabricado, que transforma qualquer mudança em ameaça, qualquer questionamento em afronta e qualquer tradição em argumento de autoridade.
Nesse terreno, conservar deixa de significar cuidar do que merece permanecer e passa a significar simplesmente impedir que o mundo seja diferente.
Há também uma diferença entre amar um país e transformar o Patriotismo em instrumento de mobilização.
O Patriotismo Fabricado não pede apenas que amemos a terra onde nascemos; exige demonstrações públicas de lealdade, cria inimigos internos e externos e, muitas vezes, transforma símbolos nacionais em uma espécie de salvo-conduto moral.
Como se uma bandeira pudesse substituir uma consciência e um hino pudesse dispensar o Pensamento Crítico.
E há o Cristianismo Fabricado: não necessariamente aquele que nasce da fé, da espiritualidade e da busca sincera pelo Evangelho, mas aquele que é moldado conforme conveniências políticas.
Um cristianismo que fala muito de moral e pouco de misericórdia; que condena com facilidade, mas perdoa com dificuldade; que se preocupa mais em controlar comportamentos do que em interrogar a própria consciência.
Talvez o problema não esteja nas palavras — Conservadorismo, Patriotismo e Cristianismo —, mas na facilidade com que podemos esvaziá-las e preenchê-las com aquilo que desejamos que elas legitimem.
A Democracia, por sua vez, exige algo muito menos confortável: a possibilidade de convivermos com aquilo que não somos.
Ela não exige que abandonemos nossas convicções.
Exige que reconheçamos que nossas convicções não nos concedem propriedade sobre a verdade, nem autorização para retirar do outro o direito de existir, discordar e participar da vida pública.
Por isso, talvez seja necessário desconfiar das identidades que chegam prontas demais.
Daquelas que oferecem respostas antes das perguntas, inimigos antes do diálogo e certezas antes da reflexão.
Porque toda fabricação ideológica precisa de consumidores.
A Democracia, ao contrário, precisa de cidadãos.
E talvez a maior defesa da Democracia não seja escolher uma tribo para combater outra, mas preservar em nós mesmos a capacidade de pensar antes de pertencer, questionar antes de obedecer e compreender antes de condenar.
No fim, uma Sociedade Livre não é aquela em que todos pensam — ou acham que pensam — da mesma maneira.
É aquela em que ninguém precisa deixar de pensar por conta própria para poder pertencer.
Sou muito da Poesia, mas, se a vida me empurrar para a Artilharia, jamais vou me furtar.
Porque há uma diferença imensa entre escolher a delicadeza e ser incapaz de enfrentar a dureza.
Gosto das palavras que acariciam, dos silêncios que dizem muito, dos olhares que dispensam explicações e dessa estranha beleza que existe nas coisas simples.
Prefiro o diálogo ao confronto, a construção à ruína, o abraço à distância.
Mas aprendi que nem toda batalha se vence com flores, nem toda injustiça se desfaz com versos, nem toda mão estendida encontra outra disposta a acolhê-la.
Há momentos em que a vida nos convoca para além daquilo que gostaríamos de ser.
E é justamente nesses momentos que descobrimos se nossas convicções são raízes profundas ou apenas folhas ao sabor do vento.
Ser Poeta não significa ignorar a realidade; significa enxergá-la sem permitir que ela nos roube a capacidade de sentir.
E, às vezes, preservar aquilo em que acreditamos exige uma firmeza que a própria Poesia, em sua aparente fragilidade, sempre soube esconder.
Não romantizo a guerra, tampouco desprezo a paz.
Apenas compreendo que a paz, quando não encontra respeito, pode ser confundida com submissão; que a bondade, quando não conhece limites, corre o risco de se tornar permissão para o abuso; e que a serenidade, em determinadas circunstâncias, precisa caminhar de mãos dadas com a coragem.
Não quero fazer da vida um campo de batalha, mas também não aceitarei que transformem minha existência em território ocupado.
Há uma dignidade bastante silenciosa em saber até onde ceder, quando permanecer e em que momento dizer basta.
Nem toda resistência precisa de gritos, assim como nem toda força precisa de violência.
Às vezes, a maior demonstração de coragem é sustentar a própria humanidade quando tudo ao redor parece conspirar para destruí-la.
No fundo, continuo acreditando que o mundo precisa muito mais de Poetas do que de Artilheiros.
Precisa de quem semeie perguntas, cultive encontros e tenha a ousadia de imaginar futuros que ainda não existem.
Mas também precisa de pessoas que compreendam que a sensibilidade não deve ser confundida com fraqueza e que a gentileza não nos obriga a aceitar qualquer coisa.
Se me for atribuído o direito de escolher, escolherei sempre a palavra que reconcilia, o gesto que acolhe e o percurso que dispensa cadáveres pelo caminho.
Entretanto, se a vida me colocar diante de uma encruzilhada na qual a omissão custe minha dignidade, meus princípios ou a proteção daqueles que amo, não farei da minha delicadeza uma desculpa para a covardia.
Porque há uma Poesia que floresce nos jardins, mas há outra que nasce entre as ruínas, quando alguém se recusa a desistir de ser humano.
E talvez seja essa a maior contradição da existência: ter o coração educado para a beleza, sem permitir que a brutalidade do mundo nos torne incapazes de enfrentar a realidade.
Sou, antes de tudo, um homem da palavra…
Prefiro escrever pontes a erguer trincheiras, compor versos a alimentar ódios, oferecer flores a colecionar cicatrizes.
Mas não confundo amor à paz com medo do conflito, nem sensibilidade com ausência de firmeza.
A Poesia é a minha natureza desde de sempre; a coragem, minha responsabilidade.
E, se um dia a vida me convocar para a Artilharia, que eu tenha lucidez suficiente para não disparar por vaidade, consciência para não ferir por vingança e humanidade para compreender que a força só tem algum valor quando permanece subordinada à razão.
Porque não há honra em destruir apenas por poder, assim como não há virtude em se omitir apenas por parecer bom.
No fim, quero conservar as mãos capazes de escrever, o espírito disposto a compreender e o coração suficientemente inteiro para reconhecer a beleza, mesmo depois de atravessar a tempestade.
Pois, se a vida me forçar a guerrear, que não me faça esquecer por que sempre preferi a Poesia.
E que, mesmo quando o mundo exigir armaduras, eu jamais precise sepultar o Poeta que sempre existiu em mim.
Das massas, seu movimento e crescimento, do seu alimento sou fermento se comento. Isso é discernimento: calar para não fermentar.
Na orquestra do mundo em que o diabo é o regente, não sou músico nem instrumento. Minha alternativa é aprender a dançar conforme a música.
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Deus me fez do que sou.
Não para ser ao nascer, nem se fazer ao crescer...
Mas para ser revelado no seu devido tempo.
Quem revogará seu decreto?
𝓙𝓾𝓻𝓾𝓷𝓪j
Quando não sou lágrimas, sou sorrisos. Quando não sou tristeza, sou alegria. E quando não sou flor, sou poesia.
Amo e sou crente incondicional no meu Deus, e acredito plenamente no amor que Ele me inspira. Como me inspira o silêncio, o cheiro do mato molhado depois de um dia de chuva, o barulho das ondas do mar, o canto dos pássaros, o sorriso de uma criança, o olhar de um ser humano cheio de dias...
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