Eu sou o Homem Certo pra Voce
O som que eu gosto
O som que sempre gostei
Faço repetir aos meus ouvidos
Como um acalanto ao coração
Como um reviver
Como trazer a presença
Mesmo que distante
Eu ainda teimo em escondê-la
Mas já não há mais lugar
onde ela caiba por inteiro
Sempre sobra uma parte
Um dia batalho para não te amar,
no outro batalho para te odiar. Qual deles tem funcionado eu não sei dizer.
Por outro lado eu penso se existe alguma possibilidade de que algo entre nós seja realmente normalizado. Eu acho que vai ser sempre, no mínimo, estranho. Aí depois eu penso que a gente nunca nem tentou superar as estranhezas, será que estamos apegados a isso?
Preciso e quero dizer
Cumprir o nosso combinado de não deixar pontas soltas
Dizer que eu queria muito ter ido
E eu poderia ter ido
Mas eu tive medo de mim
Medo das minhas reações
Temi enfrentar e não saber o que fazer depois de você.
E quanto mais me aproximo, mais percebo que não posso. Na verdade eu posso, mas receio não saber administrar.
O único lugar em que me sinto segura sendo eu, sentindo o que sinto, pensando o que penso, o lugar onde minhas estranhezas são normalizadas, o lugar onde cabem todos os excessos de mim. Excessos ou faltas?
Criamos um mundo onde não existe espaço para o que a gente sente e eu fico pensando sobre o que fazer com isso que teima em não deixar de existir.
Não foi a vibe, foi a letra.
Foi me ver nas entrelinhas.
Foi rever sensações.
Eu nunca tive medo,
Mas você não parece ser bem um lugar seguro...embora eu quisesse.
Eu quis querer
Quis não querer
E me permiti viver
Foi além do que imaginei
Foi de um jeito que nem sei
Faltam palavras pra descrever
Nesse eu e você tão aguardado
Ficou seu corpo no meu bem misturado
que palavras não conseguem dizer.
Por que é tão difícil não ser igual ?
Por que será que revelar o verdadeiro eu incomoda tanto ?
Por que será que toda vez que eu disser o que realmente ou quase realmente penso serei vista com
desconfiança ?
Por que nessas horas serei tachada de louca ?
Por que é tão fácil rotular e tão difícil tentar entender e se aprofundar nos sentires alheios ?
Por que será que eles não enxergam a pobreza de seus
espíritos vagantes em seus mundinhos pequenos e limitados ?
Por que é tão difícil encontrar alguém que possa compreender o meu espírito ?
Eu lanço um olhar mais profundo sobre os outros e não gosto nada do que vejo.
Sorrisos feitos de gesso que levantam poeira quando se movem.
Olhares perdidos, incapazes de olhar pra dentro de si mesmos.
Pensamentos se digladiando, lutando parar deixarem de existir.
Não entendo que viver é esse.
Não consigo e não quero assimilar toda essa "normalidade" que chega a doer nos olhos.
Quero o meu eu assim como é, criticado, mas vivo.
Desejo uma liberdade capaz de dissipar essa luz cinza que pretende nos impedir de viver e sentir o que somos.
Antes de eu tocar num pincel, eu já havia mergulhado meus olhos nas melhores obras já vistas.
O pássaro que voa tranquilamente; o sol que sai de casa de manhã, banhando o mundo com seu perfume gostoso de quentura; assim como também o canto dos pássaros em minha janela, toda vez que a abro para servir como porta-voz de doces vozes melodiosas.
Eu gostaria de guardar cada traço dessas lindas imagens em algo além do que apenas em meu coração, mas uma câmera digital é rápida demais, pois faria com que a missão de capturar o belo fosse ligeira como um trem — e o que desejo é me sentar num canto qualquer desse mesmo trem, (não mais em movimento) e sentir contra o corpo o mesmo vento que não pôde ser pintado naquele trem apressado.
Olho para uma foto que tirei de uma linda paisagem, mas não sinto seu calor.
Olho para a mesma imagem numa tela coberta de tinta e, no mesmo instante, meu coração se aquece.
De imediato...
Posso compreender que meu vento não está no mundo lá fora, ele já mora aqui dentro de mim.
Para fazê-lo sorrir, devo olhar para os únicos palhaços que conseguem pintar dentes reluzentes em meus lábios.
Dito isso, sentada numa cadeira do vagão, olho pela janela e vejo o circo acontecer diante de mim, com apenas a dança da gaivota e o vento seguindo o som do compasso do trem apressado.
Sentado à porta dos sonhos, com minha alma mergulhada em imagens relutantes, eu lhe diria que o sol nasce no leste e se põe no oeste todos os dias, quer queiramos ou não. Eu, como guardião da continuidade, observarei o astro que um dia você aqueceu e que, em sua função, iluminou. Hoje, essa grandeza infinita e ardente esconde-se entre nimbos e cúmulos, anunciando a tempestade. O frio absurdo toma lugar, enquanto o calor que antes era evidente se desvanece. Além disso, o sol leva consigo a mais bela flor que um dia floresceu no meu jardim e que depois foi embelezar o paraíso abstrato com sua doçura enigmática e magnânima — flor que, sem dúvida, foi desenhada e colorida por Deus.
XIII - Emissário de um rei desconhecido
Emissário de um rei desconhecido
Eu cumpro informes instruções de além,
E as bruscas frases que aos meus lábios vêm
Soam-me a um outro e anómalo sentido...
Inconscientemente me divido
Entre mim e a missão que o meu ser tem,
E a glória do meu Rei dá-me o desdém
Por este humano povo entre quem lido...
Não sei se existe o Rei que me mandou
Minha missão será eu a esquecer,
Meu orgulho o deserto em que em mim estou...
Mas há! Eu sinto-me altas tradições
De antes de tempo e espaço e vida e ser...
Já viram Deus as minhas sensações...
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