Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
O frevo ferve, faz serão;
Sou a tua andorinha que faz verão.
Os corpos saem do chão,
O céu é tocado com as mãos:
Só no batuque do coração.
Tens nas mãos a minha sombrinha,
E eu tenho você em minhas mãos.
As estrelas em nossos caminhos
Não surgiram de versos vãos.
O frevo comanda o enredo,
A música vestida inteira de luar,
Vejo o meu lindo sol a brilhar,
Te tenho doce, carinhoso e ledo,
Dançamos livres do medo.
O mar que abençoa o povo,
Faz o ritmo do frevo,
Molhando os nossos passos,
E sabe de todos os segredos.
O amor é o estandarte
Que nos credita o frevo de amar
- e sem fim -
Eu sei que você me quer,
E que foi o frevo do
Destino que te trouxe para mim.
No compasso do coração
A orbe poética gira
É o amor que chega anunciando
Sou poeta e poetisa
Liberta
É vitória do Bem contra o Mal
O amor ousa no astral
Ele experimenta, se intensa
Se supera e espera
Sensacional
No compasso do coração
Nada é fugaz
É lindo o amor que você traz
Somos paz
Celestiais
O amor pulsa e se intensifica
Ele se entrega
No compasso do coração
Somos sinfonia
Festa
Na cantilena do coração
Nada é em vão
Quando duas almas viram uma
Amar sempre vale a pena
Nada se apequena
Vira poema
Inspiração
Anuncia-se
A primavera do amor,
Estou rendida de amor,
Leva-me contigo,
Sou o teu amor.
Você surgiu do nada,
Difícil explicação
Que só ao amor se aplica;
O amor é primavera que não passa.
Duas almas que se encontraram,
No estalo de um laço fecundo,
Pura mística;
Sagração autêntica do amor desnudo.
Anunciam-se escritos no universo,
- Versos intimistas
De uma primavera que não cessa;
Tens no colo a tua pantera,
Celebrando o amor da primavera anunciada.
Sou o teu poema em flor, Anoitecido em verso, Amanhecido em prosa, Um poema verdadeiramente de amor...
Sou a tua grande fascinação, Te faço meu, Somos mais do que amigos, Entrego-me inteira, Somos muito mais do que versos, a poesia verdadeira.
Gosto dessa serenidade de me ter presa em você, Sou cativa desse jeito dourado, Amante da tua palavra macia, Estou entregue ao nosso pecado.
Sou o teu anjo que habita o teu paraíso de provocações, Esse macio caminho já está sendo escrito repleto de sutilezas e nossas seduções...
Sou semente na tua mão, Plante-me em teu coração, Quando o amor chega, Ele sempre chega sem aviso e guiado pelos olhos da paixão.
Sem rigor métrico a poesia encurta as distâncias sendo flecheira no coração, Sou tua doce seiva, Sou tua faceira fascinação...
Passeio nas tuas curiosidades, O teu pensamento faz com que você me veja em ti, Sou a tua verdade, doçura e tua lira.
Sou a lágrima da estrela adoçando o teu coração, Vives o impacto da nossa sideração, Virás livre para mim, para vivermos só de paixão...
Fortaleza desarmada por cheiro de mato, Sou fera rendida, E inteiramente atrevida, faço do teu corpo o meu território.
Sou o frescor das primaveras, A mocidade que te espera, A mais doce pantera, hipnotizada aos pés do dono...
Ao fechar os teus olhos entregue os teus delírios de amor em mim, Sou a tua doce aventura, Você é a minha doce ventura que nasceu para mim.
Sou rosa, sou moça, sou bossa, sou nova, sou rósea, sou eterna, sou roseira, sou terna,sou feiticeira amorosa.
Na vida busco um compromisso com a lógica com o pragmatismo, não sou isenta, não sou moralista de ocasião e sou afeita ao polemismo que gere aperfeiçoamento do pensamento social para tornar a convivência respirável entre as pessoas.
Desta Pátria Grande
sou mais uma cidadã
dentre um continente
de mulheres profundas,
que só se permitem
ser amadas se forem
para ser absolutas.
De uma vez por todas
peço que entenda:
a minha busca pelo
amor não é lenda.
Desta Pátria Grande
exaustivamente
sou mais uma cidadã
feita para derrubar
totens e paradigmas
com a minha pluma
sob a luz da Lua.
De uma vez por todas
peço que entenda:
lábios nos meus
só se colarão
quando eu tiver o dono
do meu coração.
Desta Pátria Grande
cadencialmente
sou a espera silenciosa
de quem não quer
amar em desespero:
vivo sem temer as estações,
o sabor das revoluções,
e o atemporal das emoções.
