Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Julho é o mês de #Nanã 💜
💜Sou de Nanã
sou barro moldado com reza
sou sopro de tempo
soprado com fé e firmeza...
Carrego no peito
a memória do mundo submerso
onde palavras não alcançam
onde apenas a alma sente...
Sou de Nanã
eu não me iludo
com brilhos fáceis
escolho o brilho fosco
das verdades profundas...
Sou de Nanã
e toda vez que o mundo
se cala
eu escuto...
Sou de Nanã
e toda vez
que o mundo
corre
eu paro...
Sou de Nanã
e toda vez que tudo
parece acabar
eu recomeço...💜
Saluba Nanã!!!
✍©️@MiriamDaCosta
📸 #Google Imagens
#EscrituraCriativa #Poesia #Versos
#Umbanda #Axé #Orixás
26 De Julho - Dia da Orixá Nanã
💜 Sou de Nanã 💜
Sou filha de Nanã
da lama sagrada nasci
com o tempo nos olhos
e o silêncio das águas profundas
a me embalar o destino...
Carrego no ventre
a memória dos ancestrais
o segredo dos pântanos
o eco dos trovões distantes
e a ternura que cura...
Sou lenta como o rio que pensa
e densa como a neblina que cobre a dor...
Meu passo é velho
é sabedoria
é colo de avó que acolhe
e espírito que não se apressa...
Sou filha de Nanã
deusa da criação e do fim
teço com fios invisíveis
o ciclo eterno da vida
onde tudo começa
e tudo retorna...
Sou filha de Nanã,
e em mim dança o barro da origem
a substância da existência
antes mesmo do verbo ser soprado...
Minh’alma tem cheiro de chuva antiga
meus olhos vêem para além da carne
meu silêncio pesa como bênção
e minhas palavras brotam
devagar como cura...
Sou o portal entre mundos
o lodo que nutre a raiz
o tempo que gira em espiral
a avó que embala o futuro
no colo do passado...
Trago a paciência dos búzios
a firmeza do cajado de osso
e a compaixão que renasce
do que apodrece
pois tudo
até a dor
tem sua flor na lama...
Sou filha de Nanã
e caminho
com passos de eternidade
sabendo que cada morte
é apenas um outro nome
para recomeço...
Sou filha de Nanã
e minha pele carrega o pó das estrelas
misturado ao húmus da terra
Sou feita de ontem
sou feita de sempre
sou feita do que não morre...
Na palma da minha mão
repousam mistérios antigos
o sopro do mundo
quando ainda era ventre
o primeiro choro
do que viria a ser gente...
Falo com os ventos
que cruzam os manguezais
ouço a saudade do tempo
no coaxar das rãs
e entendo os silêncios
como quem lê oráculos...
Sou filha de Nanã
e ando entre os vivos
com os pés de quem sabe
o caminho dos mortos...
Mas não temo
carrego em mim a luz lilás
que me guia mesmo na escuridão...
Tenho em meu peito
o tambor do mundo
e no meu olhar
o reflexo do espelho
onde o tempo se penteia...
Sou filha de Nanã
e meu corpo é altar de calma
cada ruga que um dia terei
já vive em mim como promessa
cada perda já me prepara
para a colheita mais profunda...
Sou quem recolhe o que caiu
quem vela o que se parte
quem canta para embalar
o fim que anuncia o recomeço...
Meus braços foram feitos
para envolver tormentas
meus olhos para enxergar
o que não cabe na luz do dia...
Sou a noite que consola
o luto que ensina
a transformação que silencia...
Na beira do pântano
planto segredos com fé
e mesmo sem pressa
sei que tudo germina
sob o olhar de Nanã...
Sou filha da lama
da vida espessa e viscosa
que molda o espírito em paciência
e quando danço,
a terra respira mais devagar...
Sou filha de Nanã
e em cada passo que dou
carrego a força mansa
de quem sabe que a eternidade
não se alcança correndo
se cultiva...
Sou filha de Nanã,
e meu destino
não se escreve com pressa
ele se desenha
no fundo das águas paradas
onde moram os reflexos
do que já foi
e do que será...
Carrego no peito
a memória do mundo submerso
onde palavras não alcançam
onde apenas a alma entende.
Sou barro moldado com reza
sou sopro de tempo
soprado com fé...
Minha fala é murmúrio
de quem conhece o silêncio
minha força é de raiz
que se agarra ao invisível...
Sou filha de Nanã
e por isso não temo a morte
ela é só outra veste
outra dança
outra travessia...
trago no meu ventre
a semente do renascimento
e nos meus cabelos
o orvalho do tempo antigo...
não me iludo com brilhos fáceis
prefiro o brilho fosco
das verdades profundas...
Sou filha de Nanã,
e toda vez que o mundo se cala
eu escuto
toda vez que o mundo corre
eu paro
toda vez que tudo parece acabar
eu recomeço...
Saluba Nanã!!! 💜
✍©️ @MiriamDaCosta
PÉROLAS
Transformei cada cicatriz que a vida me deu em um lindo colar de PÉROLAS.
Não para lembrar das batalhas que lutei, das lágrimas que derramei ou das decepções que tive que superar, mas paralembrar dos motivos que fizeram meus olhos brilharem, e principalmente, para lembrar das batalhas vencidas e mais ainda, para lembrar quem sou e onde quero chegar.
E você,já fez seu colar de pérolas?
Sou dona de mim,
Dona das minhas razões,
Dona das minhas emoções,
Sou dona do meu corpo,
Dona dos meus anseios,
Sou dona dos meus desejos,
Desejos que me fazem sentir plena,
mesmo quando sozinha estou.
Sou dona do meu caminhar,
que me guia por caminhos que eu mesma traço, quando deixo o destino me levar.
Sou seu bombom
Vem me pegar meu docinho
Me rasga todinho
Me deixa derreter
Sou macio e cremoso
Super saboroso
Vem me comer
Morde devagarzinho
Me quebra aos pouquinhos
Me come todinho
Nem que for escondidinho
Sem ninguém saber
Sou docinho
Tão gostosinho
Todas querem me morder
Vem meu docinho
Sou seu bombomzinho
É só comer.
Fatos do esperançar!
Deus não moverá um dedo naquilo que eu e você formos capazes de fazer! Mas moverá céus e terra para cumprir e tornar o impossível realizável na vida daqueles que confiam eesperamno Senhor!
Cogito eu que a depressão pode ser por questões:
1 - Químicas (alimentação, exercícios e natureza);
2 - Espirituais (igreja, palavra e oração);
3 - Psicológicas (profissionais, medicina e amigos)
Mas nunca por frescuras ou infantilidades!
Se o que eu escutar, ler ou assistir não mudar meu interior e transformar as ações das minhas escolhas e a maneira como se deveria ver, então terá sido em vão perder tanto tempo!
Eu nunca quis ser o melhor da turma, mas sempre quis dar o meu melhor. Logo, não é uma questão de "ser", mas de "fazer". Nunca queira ser o melhor, mas fazer o melhor.
Senhor...
Eu sei que estas aqui
E o Teu amor me faz sentir
tua presença em mim
Mesmo sendo algo tão grande
Eu Te esqueço em meu pensamento
O q posso ser a ponto de esquecer
quem me faz viver
E me chama pra vencer
Vem Senhor mais uma vez
E não me deixe esquecer
O tu sentes por mim
O q eu sinto por Você
Vem senhor mais uma vez
E me faz crer e me faz entender
Tudo aquilo q tu fazes
Quero um dia ver e poder agradecer
III {a noite...} [íntegra]
A lua nova fez-me a noite ficar mais longa. Eu encabulado por querer e não ser, por buscar e não achar, desenhei um castelo onde imperava aquela rainha que me faria por toda a vida conhecer a sua paz. Num delicado copo depositei o que eram esperanças, para encontrar no prato não só o deleite do meu apetite, mas a alegria de ficar à mesa, de comungar do que não é simplesmente carnal, humano e limitado, mas totalmente transcendente e vivente, imortal e incontável. Ela como que aos poucos foi se mostrando, enquanto eu ainda acordava meus sonhos por coisas imensas. Sim quão belo foi encontrá-la, assim sorrateiramente, à porta de minha tenda, vê-la estender sobre mim seus braços abertos, e eu querendo a imitar para sermos só um outra vez.
Nas sombras do passado apareciam grandes feras que intentavam contra nossa união, ela ria de mim como que caçoando, porque eu tolo como sempre me arrazoava com aquilo que já não existia a não ser na memória e no tempo sem regresso. Assim ficamos, e ela brincava comigo e me dizia insistentemente que olhasse para ela com paixão de agora, enquanto eu preso com insatisfação do ontem me acusava toda hora de não ser digno dela, de nunca poder conhecê-la.
E nós nos conhecemos, quem diria que não? Quem negaria que ela veio quando tudo se passou contrário ao que lhe traria? Ela veio e me ajudou a amar meu passado sem que me desfizesse dele, ela me encantou tão gravemente que fiquei doente crônico por suas graças. Ela me fez caminhar, não só pelas sombras, mas por tudo o que dava medo até no sol do meio dia. Quão agradável se mostrou me fazendo irromper para além das minhas mazelas, me levando para os campos de trigo maduros que se apoiam na força do vento para bailar sem receios. Me conduziu por estradas de chão, por caminhos tão sinuosos que me fazem ver outras belezas no caminho, que se vão para trás um passo a cada passo que dou para frente. Me fez aperceber que ater-se ao passado é parar durante o percurso para olhar o que se tem deixado sem continuar andando, ao passo que o horizonte me convida a novas razões para ir.
Eu não quero deixa-la jamais, mesmo que me cortem todos os membros, não quero perdê-la, pois sei o que me custou, e não só por isso, porque mesmo que nada custasse somente a queria sem porquês.
