Eu Sou

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Eu sou uma lenda viva

Eu sou a própria cura da minha vida.

“Eu sou assim porque sou escorpião.” “Tenho lua em caos e ascendente em sumiço emocional.”

Humaninhos pegam traço tóxico, colocam glitter cósmico e chamam de profundidade. Astrologia era pra ser símbolo, reflexão, linguagem arquetípica. Aí transformam em carteira de habilitação pra ferir os outros sem culpa. Uma espécie de “desculpa jurídica do zodíaco”. Impressionante o esforço da humanidade pra terceirizar responsabilidade até pros planetas. Saturno deve estar exausto.

Tem gente que usa signo como autoconhecimento. E tem gente que usa como biombo emocional.

“Sou intensa.” Não, querida, você só não sabe dialogar sem explodir metade da cidade emocional ao redor.

“Sou fria porque sou de escorpião.” Não. Você escolheu silêncio como arma e romantizou isso.

No fim, caráter nunca esteve no mapa astral. Só o caos potencial. O resto é decisão.
E a pior parte? Quem ama ainda tenta entender. Fica procurando sentido em casa astral enquanto recebe indiferença na cara. Uma tragédia bem humana, aliás. Pessoas ferem, somem, deixam cicatriz… e depois culpam Vênus retrógrado como se o universo tivesse hackeado o bom senso delas.

Sinto que minha vida é um filme em preto e branco passando em uma sala de cinema vazia, onde eu sou o único espectador que não consegue ir embora antes dos créditos finais. A beleza está no contraste, na forma como a sombra define a luz e a ausência define o que restou.

O destino é um tabuleiro de xadrez onde eu sou apenas um peão que sonha em ser rei, mas que sabe que acabará sendo sacrificado para que o jogo continue sem mim. Aceito meu papel com a dignidade de quem sabe que, na caixa, todas as peças voltam a ser do mesmo material.

Eu não sou forte, eu sou persistente, e existe uma diferença tênue entre os dois, porque a força se esgota, mas a persistência se arrasta, e, mesmo aos pedaços, eu continuo.

Eu sou o que restou do caos e isso é suficiente.

Eu sou feito de pedaços que o tempo não levou.

Chão rachado guarda sementes, o que parecia fim, tornou-se promessa de fecundidade. Hoje eu sou esse chão.

Não há corrente mais pesada que a opinião alheia, e nenhuma delas me conduz, porque eu sou o leme das minhas próprias escolhas.






Marcilene Dumont

⁠Manifesto — Marcilene Dumont


Eu sou Marcilene Dumont.
Não fui moldada pela facilidade, mas refinada pela travessia.


Carrego nas entranhas a força que não se anuncia,
mas que sustenta, em silêncio, tudo aquilo que permanece de pé.


Não me curvo ao ruído do mundo desordenado.
Eu me alinho — e, por isso, me elevo acima.


Minha resiliência não é resistência bruta,
é inteligência emocional lapidada pela experiência.


Minha coragem não grita — ela decide.
E em cada decisão, eu honro a mulher que escolhi me tornar.


Eu não busco aprovação — eu sustento presença.
E é dessa presença que nasce o verdadeiro engajamento.


Porque aquilo que é autêntico não precisa convencer,
apenas se revela — e naturalmente conduz.


Minha vida é guiada por alinhamento, clareza e propósito.
E onde há propósito, não há dispersão — há direção.


Na mentoria, não entrego respostas prontas.
Eu ativo visões, elevo padrões e reposiciono destinos.


Eu não sigo caminhos comuns.
Eu crio espaços onde o extraordinário se torna inevitável.


Sou feita de profundidade, elegância e decisão.
E é por isso que permaneço acima — não por acaso, mas por essência.


Eu sou Marcilene Dumont.
E tudo em mim comunica força, direção

A fibromialgia não define quem eu sou, mas transformou a forma como aprendi a sobreviver.

Respeito os sinais porque a vida é uma estrada. Ando nela sozinho, porque eu sou o motorista, porque eu, só eu compreendo-me, só eu, entendo o que faço, penso, digo ou quero.

Eu sou a minha melhor companhia. Se não for eu, então é Deus ou a minha mãe.

Eu sou o primeiro a me elogiar, criticar, opinar sobre mim, comentar coisas em mim e fazer perguntas em mim antes que alguém faça e eu fique sem resposta.

Dor é escola. Tristeza é tinta. Solidão é casa.
Alfonsina Buconzo Ngoio é mãe. Eu sou outro.
Não confunde. Meu nome não é sombra. É raiz, raiz de Paulo Macaia Poba, meu pai, meu chara e meu Deus na Terra.

Eu sou o único responsável por colorir o meu dia de novo. Ninguém vai vir com uma paleta de cores me resgatar.

Eu sou abençoada cada dia mais e mais se vivo obediente. Os pecados, as propostas, as tentações vêm, mas eu te escolho, Deus.

Eu sou aquilo que percebe os pensamentos.

Velho é o preconceito. Eu sou Vintage. E, como todo bom clássico, meu valor só aumenta enquanto o resto vira ruído.