Eu Sonho o que eu quero Pedro Bandeira
A inconstância
Uma hora acho que quero
Outra hora digo que não quero
Quando é para dormir
quero ficar acordada
Quando envolve-me as emoções
Aí fico perdida
Desnorteada
com vontade de correr em disparada
Tão longe do sol
Tão longe da lua
Distante da escuridão
Mas não sei aonde fica a luz
Queria caminhar no deserto
assim como caminho na beira do mar
Queria ter a mesma coragem
Em que te observo para me relacionar
Quem sabe
Até mesmo declamar
este poema a você
Mas no fundo, fundo mesmo
Tenho medo de amar.
Brilha, brilha estrelinha
Quero ver você brilhar
Faz de conta que é só minha
Só pra ti irei cantar
Brilha, brilha estrelinha
Brilha, brilha lá no céu
Vou ficar aqui dormindo
E te ver quando sonhar...❤
Você é meu amigo, noivo, amante e namorado
Você é meu protetor e o único com quem quero passar o resto da minha vida
Você é meu tudo ❤
Espero não deixa de amar ela, mesmo não sendo correspondido, quero amar ela, cuidar dela, e protegê-la sempre.
A natureza és a única coisa que fortalece o homem. E o torna livre. Quero antes escalar algumas montanhas. Para depois tombar numa vida solitária: e eremítica. Abrir os braços diante da imensidão para poder ser sentir toda emoção de estar livre em plena natureza.
Nasci nu, vesti-me de dúvidas, armei-me com o tempo e agora não quero morrer sem ao menos saber quem sou, alienado e marcado como gado.
Não quero ser convencido e nem convencer ninguém de nada. Quero sentir firmeza. Isso é tudo que quero. Por enquanto.
Ensina-me a voar?
Quero te alcançar...
Ensina-me a viver?
Quero te conhecer...
Quero cair na tua rede
Quero viver da tua sede
Como mestre e aprendiz...
Então me diz,
Ensina-me a voar?
🕊
Quero te abraçar
Quero te beijar
Quero de novo te encontrar
Pra sempre te amar.
Shirlei Miriam de Souza
Às vezes, quero desistir de tudo, porém como as coisas ficariam?
Como ficaria a minha família? O futuro?
É meu egoísmo que me impede de pular daquele prédio!
Não sei qual o ser humano pior: o vassalo, o falso ou o ingrato; só sei que quero distância de todos eles.
VIDA
A cada dia
Quero o sol e a lua...
Quero o ar e o mar...
o açúcar e o sal.
o beijo puro ao olhar singular
dos seus olhos.
Quero tudo...
e o nada nem cogito.
Busco o riso mas o choro
é um risco iminente,
neste agito vivo intermitente.
Sobrevivo à quedas improváveis
em sensações imprevisíveis;
Indissipável dentro de mim.
Eis a emoção de viver
a cada dia.
Inexistir
Não quero ser
Assim mesmo que quisesse não conseguiria
Não tenho tanta amargura pra tal literário
Sou mais a minha própria e singela poesia
No Vazio perene e só
Um grito inominável
Urro de imprevisto
O inexistir
Teima em existir
E meus dias se vão
Neste escuro que me fecho e revelo
Solidão
Ser é o maior querer
Olho para o lado
Inexistência
Falta diferente
Alma presente
Em emoções inexistênciais
Existo
( Prêmio CNNP/2017 )
Há vozes dizendo que o amor dá flores, dá abraços, dá carinho. De certa forma, é verdade. Mas quero que se lembre de uma coisa: assim como a existência de Deus em nós é mais importante do que quaisquer bênçãos que ele ofereça, haverá situações as quais a companhia um do outro será o sangue bombeando o coração – ninguém sente e nem vê, mas respira enquanto cantam as batidas.
SENHOR🦋
Hoje quero falar contigo no silêncio
Tu sabes que muitas vezes
Falamos muito mais em silêncio
Do que em milhares de palavras🦋
Às vezes quero escrever um texto mas ele ainda não está. Ele me vem mas ainda não está pronto. Às vezes me parece que já o tenho inteiro. E quando paro pra fazer, ele não vem. Fica querendo ser bonito e se perde na beleza até que não faz sentido e o abandono. Por vezes parece que sei mais dele do que pra você, mas que pra você ele ainda não é claro. Parece exato em mim, mas se pra você ainda não está completo, me questiono se pra mim também já o entendi. Então sento e tento deixar ir. Mas não psicografo. Como suspeito de Pessoa. Deixo. E um dia ele vem. Muitas vezes com a primeira frase. Bonita. Olho pra ela e penso se ela é o mote ou uma armadilha. Então levanto num impulso, como de madrugada às vezes, e começo. Me guio pelo filme que diz pra um aluno apenas falar palavras aparentemente sem sentido e ver a poesia que aparece. Também lembro da diretora que separava arte das ideias. E olho para as minhas palavras tentando entender se a ordem delas mais quer dificultar do que informar. Se são vaidosas, ou contorções para se fazerem entender. Tenho o texto. E releio em um prazer que às vezes é alimentado pelo retorno dos outros, às vezes mais quieto do que supus, e às vezes constrangedor ao ponto de esmagar meus dedos dos pés até eu apagar. Falo contigo como alguém que quer me ler, e se às vezes sou longo demais, penso que fui desinteressante no começo. Mas o início é preciso, e por isso o comprido para concluir e te fazer entender. Te falo como alguém que segreda e alimenta amor. Que esconde íntimo, mas que se expõe nas entrelinhas. E às vezes me abro de vez de todo. E me guardo até pensar em nós outra vez.
